Categoria: Sétimo Fórum

  • Yoga e Meditação ampliam possibilidades de aprendizagem na Educação Especial em Guararema

    Yoga e Meditação ampliam possibilidades de aprendizagem na Educação Especial em Guararema

    Prática desenvolvida na Escola Municipal de Educação Complementar Adibe Sayar Daher integra movimento, respiração e relaxamento para favorecer o desenvolvimento integral de crianças com deficiência

    Movimento, equilíbrio, respiração e concentração passaram a fazer parte de uma experiência pedagógica desenvolvida na Escola Municipal de Educação Complementar Adibe Sayar Daher. Desde fevereiro de 2025, o projeto “Yoga e Meditação na Educação Especial: descobrindo possibilidades entre corpo, mente e emoções” utiliza práticas corporais e momentos de meditação como estratégias para ampliar a participação e o desenvolvimento das crianças com deficiência.

    A iniciativa surgiu da necessidade de proporcionar aos estudantes experiências corporais que respeitassem suas características, potencialidades, ritmos e necessidades individuais. A proposta integra práticas de Yoga, exercícios respiratórios, relaxamento, meditação e mindfulness, apresentadas de maneira lúdica e acessível.

    As atividades são realizadas durante as aulas de Educação Física e adaptadas às possibilidades de cada criança. Entre as estratégias utilizadas estão posturas de Yoga, exercícios de equilíbrio e respiração, mímicas, jogos de adivinhação, meditação e práticas de mindfulness.

    As propostas são apresentadas gradualmente, com demonstrações, incentivo à imitação e mediação dos profissionais. Dessa forma, os estudantes são convidados a experimentar os movimentos e participar das atividades respeitando seus próprios ritmos e limites.

    O ambiente também é organizado de forma acolhedora, possibilitando momentos individuais e coletivos. Durante o desenvolvimento do projeto, são realizados registros das atividades, das respostas dos estudantes aos estímulos e das conquistas observadas ao longo do percurso.

    De acordo com o relato da experiência, as práticas proporcionaram vivências corporais diversificadas e significativas, favorecendo a percepção e a consciência do próprio corpo. As atividades também contribuíram para trabalhar flexibilidade, força, coordenação motora, equilíbrio, concentração e autoestima.

    A utilização de jogos, mímicas, exercícios de respiração e atividades de equilíbrio tornou as propostas mais atrativas e ampliou as possibilidades de participação. Já os momentos de meditação e mindfulness favoreceram experiências relacionadas à atenção, percepção, calma e organização.

    A experiência evidencia que o Yoga e a Meditação podem constituir importantes recursos pedagógicos na Educação Especial, integrando aspectos motores, cognitivos, emocionais e sociais em atividades acessíveis, prazerosas e significativas.

    Ao inserir o Yoga e a Meditação no cotidiano escolar, a experiência valoriza as potencialidades individuais e cria oportunidades para que cada criança participe de acordo com suas possibilidades.

    Mais do que uma atividade corporal, a proposta demonstra como práticas que integram corpo, mente e emoções podem contribuir para uma rotina escolar mais acolhedora, participativa e significativa para as crianças com deficiência.

  • Folclore Brasileiro transforma alfabetização em experiência de cultura, pesquisa e aprendizagem na E.M. Professora Consuelo Apparecida Tavares Neme

    Folclore Brasileiro transforma alfabetização em experiência de cultura, pesquisa e aprendizagem na E.M. Professora Consuelo Apparecida Tavares Neme

    Projeto desenvolvido pelo Programa de Alfabetização Garantida – PAG envolve estudantes do 3º ao 5º ano e valoriza as diferentes matrizes culturais que formam a identidade brasileira

    A E.M. Professora Consuelo Apparecida Tavares Neme desenvolveu, por meio do Programa de Alfabetização Garantida (PAG), a experiência “Folclore Brasileiro: As Raízes Culturais que Nos Unem”, envolvendo estudantes do 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.

    Coordenada pela professora Cynthia Missao Carneiro, a proposta integrou alfabetização, letramento e valorização da diversidade cultural, utilizando o folclore brasileiro como ponto de partida para ampliar conhecimentos, fortalecer aprendizagens e promover o respeito às diferenças e às relações étnico-raciais.

    Lendas, cantigas, brincadeiras, festas populares e outras manifestações culturais foram utilizadas como caminhos para que os estudantes compreendessem que o folclore brasileiro é resultado das contribuições de diferentes povos, entre eles indígenas, africanos e europeus.

    A proposta foi articulada às práticas já desenvolvidas no PAG, envolvendo leitura compartilhada, produção textual, jogos de alfabetização, pesquisa, oralidade e atividades artísticas. Ao mesmo tempo, as experiências favoreceram o protagonismo estudantil e o desenvolvimento de competências socioemocionais, como cooperação, empatia, comunicação e respeito às diferentes identidades.

    O projeto teve início com rodas de conversa sobre cultura, folclore e diversidade, valorizando os conhecimentos prévios dos estudantes.

    Na sequência, foram apresentados vídeos sobre lendas brasileiras, povos indígenas, cultura africana e diferentes manifestações culturais do país. As experiências foram acompanhadas de registros escritos e ilustrações, possibilitando que os estudantes articulassem conhecimentos, linguagem e expressão artística.

    A leitura compartilhada de lendas, parlendas, cantigas e adivinhas contribuiu para o desenvolvimento da fluência leitora, da interpretação e da produção textual.

    Cada estudante também realizou uma pesquisa sobre quatro lendas e produziu um triorama, reunindo informações sobre o nome, as características, o habitat e a importância cultural dos personagens pesquisados.

    Entre as atividades desenvolvidas, os estudantes participaram ainda de uma oficina de máscaras do Saci, relacionando a personagem às influências indígenas e africanas presentes na formação do folclore brasileiro.

    A proposta possibilitou que um personagem conhecido do imaginário popular fosse estudado para além da simples narrativa, favorecendo a investigação sobre as diferentes contribuições culturais que compõem as manifestações brasileiras.

    Para finalizar o percurso, os estudantes construíram um mapa cultural do Brasil, localizando lendas e manifestações características de diferentes regiões do país.

    Dessa forma, leitura, escrita, oralidade, pesquisa, arte e trabalho colaborativo estiveram presentes de maneira integrada ao longo da experiência.

    Os resultados demonstraram avanços na alfabetização e no letramento, especialmente na fluência leitora, produção escrita, oralidade e interpretação de textos.

    Também foi observada maior participação dos estudantes nas pesquisas, apresentações e momentos de socialização dos trabalhos, com ampliação da autonomia, do interesse e do protagonismo.

    Além das aprendizagens relacionadas à leitura e à escrita, a experiência contribuiu para ampliar o repertório cultural dos estudantes e fortalecer a compreensão de que o folclore brasileiro é resultado das contribuições de diferentes povos.

    As atividades também favoreceram o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia, cooperação, responsabilidade, criatividade, comunicação, escuta ativa e trabalho em equipe, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a convivência respeitosa no ambiente escolar.

    Um dos destaques da experiência foi a articulação entre a Educação em Tempo Integral, a Educação das Relações Étnico-Raciais e as práticas do Programa de Alfabetização Garantida.

    Ao integrar jogos de alfabetização, leitura compartilhada, produção textual, rodas de conversa e projetos colaborativos ao estudo das matrizes indígena, africana e europeia presentes na cultura brasileira, a escola transformou o folclore em uma experiência interdisciplinar, significativa e inclusiva.

    A proposta demonstrou que trabalhar a cultura brasileira também pode contribuir para fortalecer a alfabetização, ampliar repertórios, estimular a pesquisa e desenvolver estudantes mais conscientes da diversidade que constitui o país.

    A experiência da E.M. Professora Consuelo Apparecida Tavares Neme evidencia que o processo de alfabetização pode ganhar ainda mais significado quando dialoga com a cultura, a história e as experiências dos estudantes.

    Ao conhecer diferentes lendas e manifestações culturais, pesquisar suas origens, produzir textos, criar materiais e compartilhar descobertas, os estudantes não apenas desenvolveram habilidades de leitura, escrita e oralidade, mas também tiveram a oportunidade de reconhecer a riqueza das diferentes tradições que compõem a identidade brasileira.

    O trabalho reafirma o compromisso da escola com uma educação equitativa, inclusiva e voltada à formação integral, fortalecendo o protagonismo dos estudantes, a cooperação e o respeito à diversidade.

    Porque conhecer nossas raízes é também reconhecer a diversidade que nos forma, valorizar nossas histórias e compreender que diferentes culturas podem nos unir.

  • De onde vem a feijoada? Crianças da Educação Infantil transformam o almoço em investigação sobre cultura e ancestralidade

    De onde vem a feijoada? Crianças da Educação Infantil transformam o almoço em investigação sobre cultura e ancestralidade

    Experiência realizada na Escola Municipal Professora Áquie Erruzo de Lara une alimentação, literatura, investigação e valorização das relações étnico-raciais

    Uma simples refeição prevista no cardápio escolar se transformou em uma rica experiência de aprendizagem para as crianças da Escola Municipal Professora Áquie Erruzo de Lara. A partir da pergunta “De onde vem a feijoada?”, os estudantes foram convidados a investigar, levantar hipóteses e conhecer histórias relacionadas à cultura e à ancestralidade brasileira.

    A experiência, intitulada “Raízes que nos Habitam: do cardápio à investigação — sabores, histórias e ancestralidades na Educação Infantil”, integra o projeto “Raízes que nos Habitam: Infâncias que Sentem, Vivem e Celebram a Diversidade”, desenvolvido pela escola com o propósito de promover, desde a infância, o reconhecimento das identidades, a valorização da diversidade cultural e a construção de relações pautadas no respeito.

    A proposta nasceu de uma situação cotidiana: o momento da alimentação. Em determinado dia, o cardápio da escola apresentava feijoada campeã de pernil com legumes e farofa. A presença do prato despertou a curiosidade das crianças e abriu espaço para transformar uma situação comum da rotina escolar em uma experiência de investigação e aprendizagem.

    Para iniciar a atividade, a equipe pedagógica apresentou uma panela grande e os ingredientes ainda crus. As crianças puderam observar, identificar e comentar os alimentos, compartilhar conhecimentos prévios e relatar experiências relacionadas às refeições vivenciadas em suas famílias. A partir das observações, levantaram hipóteses e formularam perguntas.

    A investigação ganhou novos caminhos por meio da literatura. As crianças participaram da leitura do livro “Feijoada”, de Sonia Rosa, estabelecendo relações entre o alimento presente em seu cotidiano e aspectos da história e da cultura brasileira.

    As conversas possibilitaram abordar, de maneira adequada à faixa etária, a presença e as contribuições das culturas africanas e afro-brasileiras para a formação da cultura brasileira, valorizando seus saberes, histórias e modos de viver. A proposta priorizou a escuta, a curiosidade e a participação ativa das crianças.

    Depois da investigação, as crianças tiveram a oportunidade de vivenciar a refeição e encontraram no almoço a feijoada campeã, acompanhada dos demais alimentos previstos no cardápio. Dessa maneira, puderam relacionar o que haviam observado, questionado e discutido com uma experiência concreta da própria rotina escolar.

    A experiência também contribuiu para ampliar o repertório cultural das crianças, estimular a curiosidade e a investigação, desenvolver a oralidade e fortalecer a capacidade de compartilhar conhecimentos e experiências. Além disso, favoreceu a valorização das diferentes culturas que constituem a sociedade brasileira.

    Para a equipe pedagógica, a experiência revelou uma importante possibilidade: o cotidiano da escola pode se transformar em um potente território pedagógico. Uma refeição pode desencadear uma investigação; uma panela pode provocar perguntas; os ingredientes podem gerar descobertas; e um livro pode ampliar o olhar das crianças sobre a história e a cultura.

    A prática também reforça a importância de trabalhar a Educação das Relações Étnico-Raciais de forma contínua, integrada às experiências cotidianas das crianças e não apenas em datas ou períodos específicos do calendário escolar.

    Ao transformar o momento da alimentação em uma experiência de investigação, a Escola Municipal Professora Áquie Erruzo de Lara reafirma o compromisso com uma Educação Infantil que reconhece e valoriza a diversidade, promove o respeito e possibilita que as crianças construam conhecimentos a partir de experiências concretas, significativas e culturalmente contextualizadas.

    Mais do que conhecer um prato, as crianças descobriram que os sabores também contam histórias — e que conhecer essas histórias é uma forma de valorizar nossas raízes.

  • Educação Inclusiva: Escola Municipal Keisaburo Honda promove avanços na alfabetização com o Programa Aprendizagem Garantida

    Educação Inclusiva: Escola Municipal Keisaburo Honda promove avanços na alfabetização com o Programa Aprendizagem Garantida

    Práticas diversificadas e acompanhamento individualizado fortalecem a aprendizagem, a autonomia e a participação dos estudantes

    A Escola Municipal Keisaburo Honda, em Guararema, desenvolveu, entre março e agosto de 2026, uma experiência de Educação Inclusiva voltada aos estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, por meio do Programa Aprendizagem Garantida – PAG.

    O trabalho teve como principal objetivo garantir oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes, respeitando seus diferentes ritmos, potencialidades e necessidades educacionais, com atenção especial à alfabetização e à recomposição das aprendizagens.

    A experiência foi desenvolvida pela professora Cecília Santos Oliveira de Alvarenga e teve início a partir da identificação das necessidades de aprendizagem dos estudantes, especialmente daqueles que apresentavam defasagens relacionadas à consciência fonológica, ao reconhecimento do sistema de escrita alfabética, à leitura, à escrita e à compreensão textual.

    Para enfrentar esses desafios, foram utilizadas diferentes estratégias pedagógicas, entre elas jogos de alfabetização, atividades lúdicas, materiais concretos e manipuláveis, recursos visuais, leitura compartilhada e individual, produção de textos, metodologias ativas e tecnologias educacionais.

    As propostas também contemplaram desafios matemáticos, resolução de problemas e atividades colaborativas, além da adaptação de propostas e do acompanhamento pedagógico individualizado.

    Um dos eixos centrais do trabalho foi o desenvolvimento da consciência fonológica, com atividades voltadas à percepção, identificação, segmentação, síntese e manipulação de sílabas e fonemas. O trabalho sistemático contribuiu para a consolidação da hipótese alfabética e para o avanço no processo de leitura e escrita.

    Durante todo o desenvolvimento da experiência, os estudantes foram acompanhados por meio de observações, registros e avaliações diagnósticas e formativas. Essas informações permitiram identificar as necessidades individuais e realizar intervenções pedagógicas específicas, reorganizando as estratégias sempre que necessário.

    Os resultados observados ao longo do trabalho apontam para avanços significativos no processo de aquisição da leitura e da escrita, especialmente entre os estudantes que apresentavam defasagens na alfabetização. Também foram observados avanços na consciência fonológica, na fluência leitora, na compreensão textual e na produção escrita.

    Além dos resultados relacionados às aprendizagens, os estudantes passaram a demonstrar maior segurança para ler e escrever, maior autonomia e confiança diante de novos desafios.

    A experiência desenvolvida na Escola Municipal Keisaburo Honda demonstra a importância de práticas pedagógicas planejadas a partir dos princípios da Educação Inclusiva e articuladas ao acompanhamento sistemático das aprendizagens.

    Mais do que promover avanços na alfabetização, a experiência reforça a importância de construir uma escola em que todos possam participar, aprender e desenvolver suas potencialidades.

    A iniciativa reafirma o compromisso da Escola Municipal Keisaburo Honda com uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, valorizando as singularidades de cada criança e fortalecendo o direito de aprender.

  • “Acolher e Nutrir”: projeto promove alimentação saudável, inclusão e cuidado com o planeta na E.M. Nossa Senhora da Escada

    “Acolher e Nutrir”: projeto promove alimentação saudável, inclusão e cuidado com o planeta na E.M. Nossa Senhora da Escada

    A E.M. Nossa Senhora da Escada desenvolveu, com as crianças do Jardim II A, a experiência “Acolher e Nutrir: respeitando as diferenças e cuidando do planeta”, uma proposta que uniu alimentação saudável, inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento de habilidades para a vida em comunidade.

    Desenvolvida pela professora Cintia Prado Mota da Cruz, a iniciativa nasceu do desejo de aproximar todas as crianças, especialmente aquelas que apresentam necessidades específicas de inclusão, das experiências relacionadas aos alimentos, respeitando o tempo, as preferências, as sensibilidades e as diferentes formas de cada criança conhecer e interagir com o mundo.

    Durante as atividades, a escola considerou que, para algumas crianças, a aproximação com determinados alimentos pode representar um desafio devido às características sensoriais, como texturas, aromas, temperaturas, cores e sabores.

    A partir dessa percepção, foram criadas experiências acolhedoras e respeitosas, nas quais experimentar não significava necessariamente comer. O contato com os alimentos pôde começar pelo olhar, toque, cheiro, observação, manipulação e curiosidade, permitindo que cada criança participasse de acordo com suas possibilidades e seu próprio tempo.

    Essa abordagem transformou os momentos relacionados à alimentação em oportunidades de investigação e descoberta. A sala de referência tornou-se um verdadeiro espaço de exploração, no qual cada alimento possibilitou experiências sensoriais, descobertas, compartilhamento de histórias, valorização dos saberes familiares e diferentes formas de participação.

    A experiência mostrou que falar sobre alimentação saudável vai muito além de conhecer alimentos e seus benefícios. Ao longo das vivências, as crianças tiveram a oportunidade de desenvolver atitudes de responsabilidade, cooperação, empatia, autonomia, cuidado, respeito e solidariedade.

    Compartilhar os alimentos, esperar o colega, ajudar no preparo, cuidar da horta e valorizar cada etapa do processo foram ações que contribuíram para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e para a compreensão de que as escolhas individuais também podem interferir na vida coletiva.

    A proposta também valorizou os conhecimentos que as crianças trazem de suas próprias experiências. Ao relacionar os conteúdos trabalhados à história, à família, à cultura, ao território e ao cotidiano dos estudantes, a aprendizagem ganhou significado e passou a fazer parte da maneira como as crianças compreendem e se relacionam com o mundo.

    Nesse sentido, trabalhar a alimentação saudável, o aproveitamento integral dos alimentos e o cuidado com a natureza também significou abordar temas como vida em comunidade, pertencimento, respeito, diversidade e responsabilidade com o futuro.

    A experiência desenvolvida no Jardim II A evidencia como situações presentes no cotidiano das crianças podem se transformar em potentes oportunidades de aprendizagem.

    Ao respeitar as singularidades de cada criança e ampliar as possibilidades de participação, a proposta aproximou inclusão, alimentação saudável, sustentabilidade e convivência, mostrando que cuidar, aprender e conviver são dimensões que caminham juntas na Educação Infantil.

    Mais do que ensinar sobre alimentos, a experiência convidou as crianças a olhar, sentir, investigar, compartilhar, cuidar e participar, construindo aprendizagens que ultrapassam os limites da sala de aula.

  • Alfabetizar com inclusão: práticas de leitura e escrita que valorizam as potencialidades de cada estudante

    Alfabetizar com inclusão: práticas de leitura e escrita que valorizam as potencialidades de cada estudante

    Desenvolvido na EMEF Helena Ricci Barbosa, pela professora Angela Maria de Oliveira Gomes, o projeto “Alfabetizar com inclusão” demonstra como estratégias pedagógicas planejadas e recursos diversificados podem favorecer o desenvolvimento da leitura e da escrita de todos os estudantes, respeitando suas singularidades e promovendo uma educação verdadeiramente inclusiva.
    O trabalho utiliza o cantinho da leitura e atividades com alfabeto móvel como instrumentos para estimular a alfabetização de forma lúdica, significativa e acessível, proporcionando experiências que despertam o interesse e a participação ativa dos estudantes.
    As práticas foram planejadas para garantir a participação de toda a turma, contemplando também estudantes público-alvo da Educação Especial. Entre eles, destaca-se a participação de uma estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que esteve envolvida nas atividades de leitura e construção de palavras com alfabeto móvel, fortalecendo habilidades de comunicação, autonomia, interação e aprendizagem em um ambiente acolhedor e colaborativo.
    Durante as atividades, os estudantes demonstraram interesse, envolvimento e cooperação, compartilhando experiências e construindo conhecimentos de forma coletiva. A iniciativa evidencia que práticas pedagógicas inclusivas, aliadas a metodologias ativas e ao respeito às diferenças, ampliam as oportunidades de aprendizagem e contribuem para uma escola mais equitativa, na qual cada estudante é reconhecido e valorizado em seu processo de desenvolvimento.

  • Educação em Tempo Integral: Projeto piloto transforma rotina escolar em Santa Isabel

    Educação em Tempo Integral: Projeto piloto transforma rotina escolar em Santa Isabel

    A transição do modelo tradicional de dois turnos para a Educação em Tempo Integral é um dos maiores desafios das redes municipais de ensino. Em Santa Isabel, essa mudança começou de forma planejada e estratégica: por meio de um projeto piloto na EMEB(R) Carlos Cintra de Paula, localizada em uma região de média e alta vulnerabilidade social.

    A iniciativa foca na permanência dos estudantes no ambiente escolar, oferecendo oportunidades que vão muito além do ensino tradicional. Com o novo projeto, a jornada diária dos alunos saltou de 4h30 para 7 horas de permanência na escola.

    Como funciona a rotina escolar?

    O dia dos estudantes é dividido de forma a equilibrar o conteúdo pedagógico base com atividades práticas no contraturno:

    • Período da manhã: Aulas do Ensino Regular, seguindo rigorosamente a Matriz Curricular idêntica à de todas as outras unidades do município.
    • Período da tarde: Oficinas diversificadas voltadas ao desenvolvimento integral do aluno.

    Robótica com o SESI, literatura e horta comunitária

    Um dos grandes destaques do projeto é a Oficina de Robótica, realizada em parceria com o Espaço SESI Maker. Uma vez por semana, os alunos de cada turma são transportados até a unidade central para interagir com tecnologias avançadas e vivenciar novas dinâmicas de aprendizagem.

    Além da tecnologia, o contraturno também estimula o cuidado com o ambiente e o gosto pela leitura:

    • Oficina de Leitura: Amplia a alfabetização e a imaginação por meio da literatura infantil.
    • Manejo de Horta: Ensina na prática os processos de plantio, cultivo e colheita, estimulando a consciência ambiental e a alimentação saudável.

    Primeiros resultados: Avanço nos indicadores de aprendizagem

    Apesar de ser uma transformação de longo prazo, a extensão da jornada já reflete no desempenho acadêmico dos alunos. Os dados das Avaliações Externas mostram uma evolução consistente entre 2023 e 2025:

    • SARESP (2º ano): Crescimento de +0,9 ponto.
    • SARESP (5º ano): Crescimento de +0,1 ponto.
    • Índice de Fluência Leitora (IFL): Aumento de +0,3 ponto.

    O impacto positivo do projeto se consolidou na Avaliação de Entrada da Fluência Leitora de 2026, onde a EMEB Carlos Cintra de Paula superou as expectativas e registrou um IFL 0,4 ponto acima da média de toda a Rede Municipal de Ensino.