Categoria: Arujá

  • Projeto TERRITÓRIOS DAS INFÂNCIAS Experiências, Linguagens e Narrativas Culturais na Educação Infantil

    Projeto TERRITÓRIOS DAS INFÂNCIAS Experiências, Linguagens e Narrativas Culturais na Educação Infantil

    Projeto pedagógico

    Educação Infantil 2026

    Justificativa

    Reconhecendo a criança como sujeito social, histórico e de direitos, este projeto nasce do compromisso de ampliar os territórios de experiências das crianças, especialmente dos bebês e crianças bem pequenas, cujas vivências acontecem, em sua maioria, nos espaços da própria unidade escolar. Compreende-se que a escola é um território rico em possibilidades e que pequenos deslocamentos para outros ambientes, como os espaços organizados para as oficinas, já ampliam as experiências das crianças, favorecendo novas interações, descobertas e formas de relação com o entorno.

    A proposta da oficina itinerante busca oferecer e ampliar o acesso à cultura, às múltiplas linguagens e às experiências significativas, levando vivências sensoriais, artísticas e culturais até as 32 unidades escolares.

    Além disso, o projeto prevê, no segundo semestre, a ampliação desses territórios por meio de saídas pedagógicas para espaços culturais da cidade, como parques, e biblioteca, favorecendo novas descobertas, interações e formas de relação com o mundo.

    Ao ampliar o acesso das crianças às experiências culturais e aos diferentes espaços, o projeto contribui para a ampliação de repertórios culturais, garantindo o acesso aos bens culturais e às múltiplas linguagens, reconhecendo às crianças como produtoras de cultura e participantes ativas em seus territórios.

    A proposta vem ao encontro do trabalho já realizado pelos professores, somando e enriquecendo as experiências cotidianas das crianças, por meio de vivências que ampliam seus repertórios culturais e expressivos. Nesse sentido, as oficinas itinerantes dialogam com as práticas pedagógicas desenvolvidas nas unidades escolares, buscando potencializar experiências já vividas e ampliar possibilidades.

    Objetivo Geral

    Promover experiências significativas por meio de oficinas itinerantes que ampliem os territórios das infâncias, favorecendo o acesso das crianças às linguagens, às narrativas culturais e às vivências artísticas.

    Objetivos Específicos

    • Ampliar os repertórios culturais das crianças por meio de vivências diversificadas;
    • Proporcionar     experiências     com      diferentes     linguagens (sensorial, visual, sonora e corporal);
    • Favorecer a curiosidade, a exploração e o protagonismo infantil;
    • Somar    às    práticas    pedagógicas    já    desenvolvidas    nas unidades;
    • Possibilitar o contato com espaços culturais da cidade, como parques e biblioteca;
    • Oferecer    experiências    significativas   também    aos    bebês, respeitando suas especificidades.

    Público alvo

    • Bebês (Berçário I e II)
    • Crianças bem pequenas (Maternal I e II)
    • Crianças pequenas (Jardim e Pré)

    Metodologia

    O projeto será desenvolvido por meio de oficinas itinerantes, realizadas nas unidades escolares.

    As propostas serão organizadas considerando as diferentes faixas etárias, com foco em experiências práticas, sensórias e culturais, como:

    • Exploração de elementos naturais;
    • Vivências sonoras;
    • Experiências com materiais não estruturados;
    • Contação de histórias e narrativas;
    • Propostas com artes visuais e corporais.

    Para os bebês, as vivências priorizarão experiências sensoriais, a exploração do corpo e do ambiente, respeitando seus tempos e formas de interação.

    Para as crianças maiores, as propostas favorecerão a expressão, a imaginação e a construção, ampliando suas formas de comunicação e relação com o mundo.

    No segundo semestre, o projeto será ampliado com a realização das saídas pedagógicas para os parques e biblioteca, possibilitando às crianças o contato com diferentes espaços culturais da cidade.

    Fundamentação teórica

    O projeto fundamenta-se na compreensão da criança como sujeito ativo, que aprende por meio das interações, das experiências e do contato com o meio.

    De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, a Educação Infantil deve garantir os direitos de aprendizagem, assegurando experiências significativas e diversificadas.

    As contribuições de Lev Vygotsky destacam a importância das interações sociais no desenvolvimento infantil. Para Jean Piaget, a criança constrói conhecimento por meio da ação e da exploração do meio.

    A abordagem de Maria Montessori valoriza a autonomia, o ambiente preparado e o respeito ao tempo da criança.

    A perspectiva de Loris Malaguzzi, ao reconhecer as múltiplas linguagens da criança, sustenta a necessidade de oferecer diferentes formas de expressão.

    No campo das práticas pedagógicas, Tizuko Morchida Kshimoto destaca o brincar como linguagem fundamental da infância.

    Os estudos de Luciana Brites reforçam a importância das experiências e estímulos no desenvolvimento infantil, especialmente na primeira infância.

    Os estudos de Luciana Brites reforçam a importância das experiências e estímulos no desenvolvimento infantil, especialmente na primeira infância.

    O projeto também dialoga com as formações do LEEI – Leitura e Escrita na Educação Infantil, que enfatizam a escuta, a linguagem e a ampliação dos repertórios culturais das crianças.

    Cronograma

    • 1º semestre: realização das oficinas itinerantes nas 39 unidades escolares de Educação Infantil. Entre elas as conveniadas.
    • 2º semestre: continuidade das oficinas e realização de saídas pedagógicas (parques, biblioteca, anfiteatro, entre outros espaços públicos).

    Organização pedagógica

    As ações do projeto serão desenvolvidas por meio de oficinas organizadas em estações de exploração, entendidas como ambientes intencionalmente planejados que favorecem a investigação, a experimentação e o protagonismo infantil.

    Nessas estações, as crianças interagem com diferentes materiais e possibilidades, explorando, manipulando criando e atribuindo significado às suas experiências.

    O espaço é compreendido como um território educativo, que convida à curiosidade, à descoberta e à produção cultural.

    Oficina: Mãos que investigam – experiências com elementos naturais integra o projeto propondo a ampliação das vivências das crianças por meio da exploração sensorial, investigativa e criativa com elementos da natureza.

    As experiências são organizadas de acordo com as especificidades de cada faixa etária:

      Bebês

    Vivências de exploração sensorial com elementos naturais como folhas, galhos, pedras e tecidos, organizados em caixas e cestos, favorecendo a manipulação livre.

    Em um segundo momento, são propostas experiências com tintas naturais, possibilitando a exploração de cores, texturas e marcas por meio do corpo e mãos.

    Essas experiências favorecem percepções táteis, visuais e corporais, ampliando o repertório sensorial dos bebês.

      Crianças bem pequenas

    Experiências de exploração e expressão por meio de carimbos com elementos naturais, especialmente folhas.

    As crianças são convidadas a observar formas, texturas e marcas, utilizando tintas naturais para registrar suas descobertas. A proposta amplia as possibilidades de expressão artística e favorece a relação entre ação e transformação dos materiais.

      Crianças pequenas

    Proposta de criação e construção de móbiles com elementos naturais, como folhas, conchas e galhos.

    As crianças organizam, combinam e constroem suas produções, explorando relações espaciais, equilíbrio, estética e criatividade. A vivência favorece a imaginação, a autonomia e a criatividade.

    CRONOGRAMA DAS OFICINAS – Mãos que investigam – Experiências com os elementos naturais – Abril à Junho

    -CMEIS, EMEIAS e EM

    CMEI IZAURA VITAL DOS SANTOS13/04/2026
    CMEI AVELINA DALILA LEOPOLDINA14/04/2026
    CMEI MARIA BENEDITA GARCIA DA SILVA15/04/2026
    CMEI DONA PEDRA Mª DO ROSÁRIO16/04/2026
    CMEI SEIJI SHUGUEMASTSU17/04/2026
    CMEI MARIA RAIMUNDA DOS SANTOS22/04/2026
    CEMEI Prof.ª EUNICE DE MORAES CAJUEIRO24/04/2026
    CMEI MARCIA POLI27/04/2026
    CMEI Prof.ª MARIA JOSÉ LOPES ESMERALDO29/04/2026
    CECI DINIZ30/04/2026

    CRONOGRAMA DAS OFICINAS – MAIO

      
    EMEIA PROFª. ROSANA SANCHES08/05/2026
    EMEIA CIBELE MOTTA11/05/2026
    EMEIA CELSO BARROSO13/05/2026
    EMEIA AMANDA MIRANDA BARROS14/05/2026
    CEMEI Prof.ª ELIZÂNGELA FERNADES ONYEBUCHI15/05/2026
    CMEI PROFESSORA NOELI18/05/2026
    EM ABÍLIO PINHEIRO ANDRÉ19/05/2026
    EM DONA MARIA DE LOURDES FERREIRA20/05/2026
    EM DONA MARIA APARECIDA RESTIVO PEREZ22/05/2026
    EM DONA ROSALINA DE ALMEIDA MENDES25/05/2026
    EM ISABELA PAVANI CASTILHO27/05/2026
    EM MARISA PENDEZA28/05/2026
    EM MILTON BARBOSA29/05/2026

    CRONOGRAMA DAS OFICINAS – JUNHO

    EM PADRE GERALDO MONTIBELLER01/06/2026
    EM PENHINA02/06/2026
    EM RECANTO PRIMAVERA08/06/2026
    EM SIDÔNIA NASSER DO PRADO12/06/2026
    EM BAIRRO RETIRO15/06/2026
    EMEIA VEREADORA JUPIRA MARIA FIGUEREDO16/06/2026
    FATEC17/06/2026
    EMEIA VEREADORA JUPIRA MARIA FIGUEREDO18/06/2026
    CRECHE ACALANTO19/06/2026
    CEIC MIRANTE22/06/2026
    CEIC JARDIM EMÍLIA23/06/2026
    CRECHE MARIA DA GLÓRIA24/06/2026
    CEIC CENTER VILLE25/06/2026
    CEIC BARRETO26/06/2026
    CEIC CENTRO29/06/2026

    O projeto reafirma a importância de práticas pedagógicas que valorizem a infância, o brincar, e a experimentação como eixos estruturantes do trabalho na Educação Infantil.

    Ao reconhecer o espaço escolar como território de experiências, amplia-se o olhar sobre as possibilidades educativas, promovendo vivências significativas que respeitem os tempos, interesses e modo de ser das crianças.

    No primeiro semestre, o projeto Territórios das Infâncias: Experiências, Linguagens e Narrativas na Educação Infantil desenvolveu a oficina Mãos que investigam – Experiências com elementos naturais, transformando diferentes espaços das unidades escolares em ambientes de

    exploração e descoberta. Bebês, Crianças bem pequenas e Crianças pequenas foram convidadas a investigar folhas, flores, sementes, cabaças, buchas vegetais, fibras naturais, areia, terra, conchas e outros elementos, utilizando as mãos, os sentidos e a curiosidade como caminhos para conhecer, criar e se expressar. As experiências resultaram em pinturas, carimbos com folhas, marcas e composições que revelaram as diferentes formas das crianças se relacionarem com a natureza.

    Dando continuidade às experiências propostas pelo projeto, no segundo semestre será realizada a oficina Conto e Reconto: Cada Criança é um Conto, ampliando os territórios de investigação para o universo das narrativas infantis. A proposta será organizada como um percurso literário, no qual os espaços serão cuidadosamente preparados para acolher histórias, imaginação, brincadeiras simbólicas e as diferentes formas de narrar das crianças.

    Partindo da premissa de que a literatura na infância se vive com o corpo inteiro, a oficina Conto e Reconto – Cada Criança é um Conto fundamenta-se na concepção de Loris Malaguzzi sobre as Cem Linguagens da Criança.

    Entendemos que a escrita e a narrativa não se restringem à palavra falada ou codificada: a criança narra a si e ao mundo através do olhar, do toque, do grafismo, e do jogo simbólico. Cada criança carrega em si uma história única e manifesta sua autoria de formas singulares em cada etapa do seu desenvolvimento.

    Nessa perspectiva, o espaço pedagógico assume o papel de terceiro educador. Organizado como um percurso literário integrado, o ambiente convida à investigação e à imaginação. Em vez de momentos isolados, às crianças vivenciam um circuito fluído com as estações: a cadeira das narrativas, o dado literário, tapete sensorial, a cabana com almofada e cesto com livros, a arara de adereços e o varal dos gêneros textuais.

    “A criança é feita de cem. A criança tem cem linguagens, cem mãos, cem pensamentos, cem modos de pensar, de jogar e de falar. Cem, sempre cem modos de escutar, de maravilhar-se e de amar, Cem alegrias para cantar e compreender.”( MALAGUZZI, L. In: EDWARDS, C.; GANDINI, L.; FORMAN,

    GEORGE.As cem linguagens da criança. Porto Alegre: Penso, 2016).

    A oficina terá início em Agosto À Setembro, nas unidades escolares de Educação Infantil, com atendimento às creches, e seguirá no mês de Outubro e novembro no Parque Cidade Natureza, ampliando os territórios onde as crianças poderão vivenciar experiências de literatura, criação e interação.

      Bebês

    No percurso literário, os bebês participam de uma contação de histórias, percorrem as estações integradas: exploram o tapete sensorial, interagem com o dado dos personagens e com os livros nos cestos, escutam histórias curtas no aconchego da cabana com almofadas e ao passarem pelo cantinho artístico, deixam suas marcas no papel kraft. Essas marcas constituem suas próprias narrativas e sua forma singular de contar histórias. Ao final, esse papel é enrolado como um pergaminho e entregue à professora da turma para representar a narrativa da turma.

      Crianças bem pequenas

    Vivência voltadas para a exploração, para o jogo simbólico e o reconto. No percurso literário, as crianças participam de uma contação de histórias, vivenciam o circuito de forma integrada: utilizam os adereços da arara (como óculos, lenço, tecidos, tiaras, bonés e chapéus) para se caracterizarem nas brincadeiras de faz de conta, jogam do dado dos personagens, experimentam recontar histórias na cadeira das narrativas e, no cantinho artístico, registram suas experiências por meio dos desenhos e outros registros com diversos riscadores no papel kraft. Esse papel também é enrolado como um pergaminho para representar as narrativas da turma.

      Crianças pequenas

    Vivência focada na criação, imaginação e autoria. No percurso literário, as crianças participam de uma contação de história, transitam pelas estações utilizando os elementos do espaço utilizam os adereços da arara (como óculos, lenço, tecidos, tiaras, bonés e chapéus) para se caracterizarem nas brincadeiras de faz de conta, jogam o dado dos personagens, interagem

    com o varal dos gêneros textuais e portadores diversos,         experimentam contar e recontar histórias na cadeira das narrativas.

    CRONOGRAMA DAS OFICINAS LITERÁRIAS – CONTO E RECONTO: Cada

    Criança é um Conto.

    -CMEIS e EMEIAS –Agosto à Setembro

    CMEI AVELINA DALILA LEOPOLDINA DE ALMEIDA20/08/2026
    CMEI DONA IZAURA26/08/2026
    CMEI DONA PEDRA Mª DO ROSÁRIO28/08/2026
    CMEI MARIA RAIMUNDA DOS SANTOS31/08/2026
    CMEI MARIA BENEDITA GARCIA DA SILVA02/09/2026
    CMEI MARIA BENEDITA GARCIA DA SILVA04/09/2026
    CMEI MARCIA POLI09/09/2026
    CMEI MARIA HERBENE14/09/2026
    CMEI PROFESSORA EUNICE DE MORAES CAJUEIRO16/09/2026
    CMEI MARIA JOSÉ LOPES ESMERALDO18/09/2026
    CMEI SEIJI SHIGUEMATSU21/09/2026
    CMEI FATEC (manhã)23/09/2026
    CMEI CECI DINIZ (tarde)23/09/2026

    Referências

    BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.

    VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

    PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: LTC, 1975. MONTESSORI, M. A descoberta da criança. São Paulo: Kírion, 2019.

    FREINET, C. Pedagogia do bom senso. São Paulo: Martins Fontes, 2004. MALAGUZZI, L. In: EDWARDS, C.; GANDINI, L.; FORMAN, G. As cem

    linguagens da criança. Porto Alegre: Penso, 2016.

    FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2011.

    BRITES, L. Como estimular o cérebro do seu filho. São Paulo: Gente, 2019. BRASIL. Ministério da Educação. Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI). Brasília: MEC, 2020.

  • POLÍTICAS PÚBLICAS ANTIRRACISTAS NA EDUCAÇÃO

    POLÍTICAS PÚBLICAS ANTIRRACISTAS NA EDUCAÇÃO

    1. APRESENTAÇÃO

    O Plano de Ação de Políticas Públicas Antirracistas da Secretaria Municipal de Educação de Arujá consolida-se como um compromisso institucional inarredável com a construção de uma educação inclusiva, plural e socialmente justa. Desenvolvido para o ciclo compreendido entre maio e dezembro de 2025, este plano mobiliza aproximadamente 2.000 profissionais da rede municipal, abrangendo desde a gestão central até os funcionários das unidades escolares, professores da Educação Infantil ao 5º ano, alunos e a comunidade externa. A iniciativa fundamenta-se na compreensão técnica de que o racismo é um fenômeno estrutural que permeia as relações sociais e institucionais, exigindo, portanto, o enfrentamento direto por meio de ações concretas, pedagógicas e contínuas no cotidiano escolar, visando a superação de desigualdades históricas.

    2. OS CINCO EIXOS ESTRATÉGICOS

    2.1 EIXO 1 — FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS

    Este eixo objetiva a sensibilização e a capacitação técnica de docentes e gestores para a consolidação de práticas pedagógicas efetivamente antirracistas. O cronograma de ações iniciou-se com o Seminário Municipal “Educação Antirracista” entre abril e maio, seguido por ciclos formativos em junho focados nas dimensões estrutural e institucional do racismo. Em agosto, as oficinas práticas priorizam a literatura infantil afro-brasileira e indígena, culminando em mostras culturais e encontros de encerramento em dezembro para a socialização de boas práticas desenvolvidas ao longo do ano.

    2.2 EIXO 2 — CURRÍCULO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

    Com o intuito de integrar a história e a cultura afro-brasileira e indígena de forma transversal, este eixo cumpre as diretrizes das Leis 10.639/03 e 11.645/08. As ações centram-se na elaboração e distribuição de um Guia Pedagógico Antirracista e na execução de projetos interdisciplinares, como o “Raízes Afro-brasileiras” e “Consciência Negra o Ano Todo”. A estratégia prevê a inserção mensal de autores e personagens negros nos planos de aula, garantindo que a representatividade seja uma constante no processo de ensino-aprendizagem.

    2.3 EIXO 3 — PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE E FAMÍLIA

    A eficácia da educação antirracista depende do engajamento do núcleo familiar e do entorno escolar. Para tanto, o plano estabelece encontros sobre identidade e pertencimento realizados em junho, além da Semana da Cultura Popular em setembro, que promove o diálogo entre a escola e mestres de saberes tradicionais. O ponto alto da integração comunitária ocorre em novembro, com a Caminhada pela Igualdade Racial, unindo escolas e sociedade civil em um ato público de afirmação de direitos.

    2.4 EIXO 4 — AMBIENTES ESCOLARES E REPRESENTATIVIDADE

    Este eixo visa transformar o espaço físico da escola em um ambiente de acolhimento e espelhamento da diversidade étnico-racial. Entre as ações principais, destacam-se a revisão e ampliação dos acervos bibliográficos com obras de autores negros e indígenas e a campanha “Escola que Representa”, que incentiva a renovação estética de murais e materiais visuais. Paralelamente, gestores recebem formação específica para a implementação de protocolos de identificação e combate a práticas discriminatórias no ambiente escolar.

    2.5 EIXO 5 — MONITORAMENTO, AVALIAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

    Para garantir a perenidade das políticas públicas, este eixo estabelece reuniões mensais de um grupo de trabalho dedicado ao acompanhamento dos indicadores de equidade. Em outubro, realiza-se uma avaliação parcial das práticas pedagógicas, cujos resultados subsidiam o relatório final em dezembro. Este documento consolidará as experiências exitosas, os desafios enfrentados e as diretrizes estratégicas para a continuidade do plano no ano letivo de 2026.

    3. METODOLOGIA

    A metodologia do plano estrutura-se em três pilares fundamentais. Primeiramente, a formação contínua e crítica, realizada por meio de aulas expositivas dialogadas e oficinas temáticas que conectam teoria e prática. Em segundo lugar, a prática reflexiva e colaborativa, que estimula a troca de experiências entre os pares e o registro sistemático em diários de bordo. Por fim, a interação com a comunidade escolar, que assegura a permeabilidade das ações através de projetos interdisciplinares e eventos culturais que valorizam a identidade étnico-racial de forma orgânica.

    4. ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO

    A implementação operacional do plano ocorre mediante a criação do Comitê Municipal Antirracista na Educação, responsável pelo suporte técnico às unidades. A estratégia inclui a formação de multiplicadores entre coordenadores pedagógicos, o lançamento de campanhas educativas focadas na autoestima e identidade, e a adoção rigorosa de materiais didáticos que contemplem a diversidade. O processo é retroalimentado por uma avaliação contínua, garantindo que as devolutivas às unidades escolares sirvam como instrumento de aprimoramento constante das ações locais.

    5. FORMAS DE APRESENTAÇÃO NAS ESCOLAS

    A materialização do plano nas unidades escolares dar-se-á através de feiras culturais, exposições temáticas e apresentações artísticas protagonizadas pelos alunos. A produção autoral será incentivada por meio da criação de livros coletivos ilustrados e da utilização de mídias digitais, como vídeos e podcasts escolares, que abordem temas de convivência e respeito. Murais interativos e dinâmicos servirão como suporte para a narrativa das histórias afro-brasileiras, tornando o aprendizado visível e compartilhado por todos que circulam no ambiente educativo.

    6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Este Plano de Ação transcende a natureza de uma diretriz administrativa; ele representa um ato de reparação histórica e a fundação de um futuro mais digno para as próximas gerações de Arujá. Cada educador e gestor é protagonista essencial nesta mudança de paradigma, atuando como mediador de uma nova consciência social. É imperativo que nossas crianças aprendam, cotidianamente, que suas raízes são fontes de orgulho e que o direito de ocupar todos os espaços da sociedade deve ser exercido com plena autoestima e esperança. Reafirmamos que a educação é a ferramenta mais poderosa para que cada aluno sinta-se valorizado em sua singularidade e pertencimento.

    Documento elaborado pelo Núcleo Pedagógico da Secretaria de Educação de Arujá.

  • DESFILE ECOLÓGICO – Ensino integral

    DESFILE ECOLÓGICO – Ensino integral

    Prefeitura Municipal de Arujá — Secretaria de Educação

    DESFILE ECOLÓGICO DE 7 DE SETEMBRO

    Educação Ambiental, Arte e Protagonismo Infantil no Programa Tempo Integral

    05 de agosto de 2026


    1. Apresentação

    O Desfile Ecológico de 7 de Setembro configura-se como uma jornada de criatividade, conscientização e profundo respeito à biodiversidade brasileira, consolidando-se como um marco pedagógico no calendário do Programa Tempo Integral. Esta iniciativa articula, de forma indissociável, a expressão artística, o reaproveitamento de materiais recicláveis e a educação ambiental prática, transformando a avenida em um espaço de aprendizagem viva. Ao envolver diretamente as unidades escolares e as famílias na cultura da reciclagem, o projeto transcende os muros da escola, promovendo uma reflexão coletiva sobre a sustentabilidade e o papel de cada cidadão na preservação do ecossistema.

    2. Objetivos do Desfile

    A proposta pedagógica deste evento fundamenta-se em três pilares essenciais. Primeiramente, busca-se estimular o protagonismo infantil e a livre expressão artística, permitindo que os alunos sejam os arquitetos de sua própria representação cultural. Em segundo lugar, visa-se promover a educação ambiental aplicada, engajando a comunidade escolar em práticas reais de economia circular e gestão de resíduos. Por fim, o projeto tem como meta fortalecer o espírito de cooperação e união entre as unidades, priorizando a celebração do esforço coletivo e da identidade pedagógica da rede municipal em detrimento de qualquer lógica competitiva.

    3. Estrutura do Projeto

    A organização do desfile foi planejada para garantir a coesão temática e a viabilidade técnica de todas as apresentações, conforme detalhado nos tópicos subsequentes.

    3.1. Ponto de Partida: O Sorteio

    O processo criativo teve início com um sorteio online, que designou a cada unidade escolar um animal da fauna brasileira ameaçado de extinção. Esta definição serve como eixo norteador para as pesquisas e confecções de cada grupo. As atribuições estabelecidas são: a Ararinha Azul para a E.M. Paulo Freire; a Onça Pintada para a E.M. Rosalina de Almeida; o Lobo Guará para a E.M. Bairro do Retiro; a Jararaca Ilhoa para a E.M. Marisa Aparecida Pendezza; e o Pica-pau Amarelo para a E.M. Prof. Amadeu de Angelis. A partir desses temas, a comunidade escolar é convidada a dar vida à fauna nacional por meio da inventividade.

    3.2. Coreografia e Identidade Musical

    A identidade sonora de cada ala será definida pela própria escola, que deverá selecionar uma composição musical que represente a essência do animal sorteado. O desfile fluirá ao ritmo dessa escolha, culminando em uma performance especial em frente ao palco principal. Cada grupo disporá de aproximadamente 30 segundos para realizar uma coreografia ou intervenção temática. Para garantir o rigor técnico e estético dessas apresentações, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) oferecerá suporte especializado no desenvolvimento das coreografias.

    3.3. Estrutura das Fantasias

    A composição visual das unidades será dividida em três níveis de representação. O Animal Maior consistirá em uma estrutura alegórica coletiva, operada por um grupo de 3 a 4 alunos. Os Animais Menores serão representados por fantasias individuais para os demais integrantes, garantindo a unidade do grupo. Complementando a cena, o Cenário Vivo trará elementos que compõem o habitat natural, como representações de flora e fontes de alimentação, criando uma narrativa visual completa sobre a biodiversidade.

    4. Organização de Materiais e Cenografia

    A sustentabilidade é o princípio regente da confecção de vestimentas e cenários. É imperativo que as escolas priorizem o uso de recursos recicláveis, transformando resíduos em arte. As unidades devem organizar campanhas de arrecadação interna, contando também com o suporte da Secretaria de Meio Ambiente, que facilitará o acesso a materiais recicláveis provenientes da rede municipal. Para suprir necessidades de acabamento e itens não recicláveis, cada unidade escolar receberá uma verba de `R$ 500,00` destinada à aquisição de materiais complementares.

    5. Mudança Importante: Sem Competição

    Em uma decisão que reforça os valores de união e conscientização, o formato deste ano abdica do caráter competitivo. O objetivo central é a integração da rede e a disseminação da mensagem ecológica. Todas as escolas realizarão suas apresentações com o mesmo prestígio, e todas as unidades serão homenageadas de forma igualitária. Como reconhecimento pelo empenho pedagógico e artístico, cada escola receberá um troféu de participação e os alunos serão contemplados com um passeio, cujos detalhes serão definidos e comunicados oportunamente.

    6. Expectativas e Direcionamento Criativo

    Espera-se que as alas e fantasias reflitam um alto nível de capricho e elaboração, garantindo um espetáculo impactante para o público. O uso estratégico de materiais recicláveis deve ser o ponto focal da estética, reforçando a mensagem de preservação ambiental. Acima de tudo, o protagonismo das crianças deve ser preservado; todo o suporte técnico e pedagógico oferecido pelos educadores deve servir para potencializar o brilho e o desenvolvimento dos alunos durante a passagem pela avenida.

    7. Programação do Desfile

    Para garantir o bem-estar dos alunos e a pontualidade do evento, a cronologia para o dia 7 de setembro será rigorosamente seguida:

    HorárioAtividade / Local
    07h00Encontro na unidade escolar (1º café da manhã e início da produção/maquiagem)
    08h00Saída da escola em transporte designado
    09h00Chegada ao camarim (Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial)
    10h00Início oficial do desfile na avenida
    11h30Distribuição do 2º lanche (reforçado) após a apresentação
    12h30Início do retorno para as respectivas unidades escolares

    8. Acompanhamento e Suporte

    O desenvolvimento do projeto em cada unidade contará com o acompanhamento direto das orientadoras educacionais Ewelyn e Mônica. Elas atuarão como facilitadoras, garantindo que as demandas técnicas e pedagógicas sejam atendidas em tempo hábil. Reforçamos que este é um trabalho de construção conjunta, e os professores estão convidados a manter um canal aberto de diálogo para sanar dúvidas e propor sugestões que possam enriquecer a experiência educativa das crianças.

    9. Considerações Finais

    Expressamos nosso profundo agradecimento pelo empenho, dedicação e parceria de cada educador da rede municipal. O sucesso deste desfile é o reflexo direto do trabalho em equipe e do compromisso que cada professor demonstra para com a comunidade escolar. Acreditamos no papel transformador da educação ambiental e da arte como ferramentas essenciais na formação integral de nossos cidadãos. Que este 7 de setembro seja não apenas um ato cívico, mas uma celebração da vida e do futuro sustentável que estamos construindo juntos.

    O projeto conta com a coordenação das Orientadoras Educacionais (ODIN) do Programa Tempo Integral.




    Coordenação do Programa Tempo Integral

    Secretaria Municipal de Educação de Arujá

  • OFICINAS PEDAGÓGICAS

    OFICINAS PEDAGÓGICAS

    OFICINAS PEDAGÓGICAS NO ENSINO INTEGRAL

    Arte, Matemática e Projetos como Eixos de Aprendizagem Significativa

    05 de agosto de 2026


    1. APRESENTAÇÃO

    As oficinas pedagógicas no contexto do Ensino Integral configuram-se como estratégias fundamentais para a consolidação de uma educação que visa o desenvolvimento pleno do estudante. Longe de serem atividades meramente complementares, estas oficinas são estruturadas como espaços de investigação e prática, voltados ao aprimoramento do raciocínio lógico, da criatividade, da coordenação motora e da percepção visual. A proposta pedagógica aqui apresentada fundamenta-se na premissa de que o conhecimento é construído de forma ativa, onde a autonomia e a cooperação entre os pares tornam-se os pilares da rotina escolar.

    O planejamento destas ações considera a heterogeneidade das turmas, respeitando as diferentes faixas etárias e os níveis de aprendizagem distintos presentes no cotidiano escolar. Ao valorizar a participação e a construção coletiva, as oficinas permitem que a aprendizagem seja, de fato, significativa, conectando os conteúdos curriculares às vivências dos alunos. As atividades descritas neste documento demonstram como a adaptação pedagógica e a sensibilidade do olhar docente podem transformar o ambiente de sala de aula em um laboratório de descobertas constantes.

    2. PRESSUPOSTOS PEDAGÓGICOS DAS OFICINAS

    A fundamentação teórica que sustenta as oficinas pedagógicas reside na interdisciplinaridade, com especial ênfase na convergência entre a Arte e a Matemática. Esta integração permite que conceitos abstratos ganhem materialidade e contexto, facilitando a compreensão de fenômenos complexos por meio da experimentação. A aprendizagem contextualizada é o fio condutor que desperta o interesse genuíno do estudante, colocando-o na posição de protagonista de seu próprio processo de desenvolvimento, enquanto o professor atua como mediador e facilitador das experiências.

    O trabalho cooperativo é incentivado como uma competência essencial para a vida em sociedade. Nas oficinas, a turma multisseriada não é vista como um desafio, mas como uma oportunidade rica para a troca de saberes e para o exercício da empatia e da ajuda mútua. O planejamento docente, portanto, é desenhado para que as atividades práticas e lúdicas sirvam de suporte para a construção de conceitos sólidos, garantindo que cada aluno, dentro de suas especificidades, encontre caminhos para evoluir academicamente e socialmente.

    3. VIVÊNCIAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS — BASE DE REFERÊNCIA: PORTFÓLIO DA PROFESSORA JACKELINE LIMA SILVA

    As práticas desenvolvidas entre os meses de abril e junho de 2026 exemplificam a aplicação dos pressupostos mencionados, evidenciando uma sequência didática que integra cultura, sociedade e ciência.

    3.1. ABRIL — Semana de Leitura, Sistema Monetário e Abril Indígena

    Durante o mês de abril, as oficinas focaram na imersão literária e na aplicação prática da matemática financeira. Os alunos exploraram o universo de Monteiro Lobato, desenvolvendo a criatividade e a coordenação motora através da produção de desenhos e da construção de um mural coletivo sobre os personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Paralelamente, o projeto “Mercadinho Escolar” permitiu o reconhecimento de moedas e cédulas do sistema monetário brasileiro. Através de simulações de compra e venda, os estudantes resolveram situações-problema reais, envolvendo o cálculo de troco e a gestão de recursos fictícios. Um dos resultados mais expressivos foi a confecção de bolsas personalizadas para a guarda de livros, utilizando materiais adquiridos simbolicamente na atividade do mercadinho, o que reforçou o valor do cuidado com o patrimônio literário e o avanço no cálculo mental.

    3.2. MAIO — Construção de uma Cidade em Maquete

    O mês de maio foi dedicado ao estudo das noções espaciais e medidas de comprimento através da arquitetura e do urbanismo. O objetivo central foi a compreensão de proporcionalidade e organização urbana. O processo iniciou-se com o planejamento coletivo, onde os alunos desenharam e mediram casas, ruas, praças e escolas. A utilização de materiais recicláveis para a construção das estruturas físicas promoveu a consciência ambiental e a criatividade. A finalização da maquete coletiva da cidade consolidou o trabalho interdisciplinar, permitindo que os alunos visualizassem conceitos de localização espacial e geometria de forma concreta. O entusiasmo demonstrado durante o processo evidenciou a eficácia do trabalho em equipe e da aprendizagem baseada em projetos.

    3.3. JUNHO — Copa do Mundo, Meio Ambiente e Raciocínio Lógico

    Em junho, as oficinas integraram temas contemporâneos e urgentes. A preservação ambiental foi abordada por meio da exibição de vídeos educativos, produção de cartazes e uma gincana ecológica, culminando em um quiz temático que testou os conhecimentos adquiridos sobre sustentabilidade. Aproveitando o engajamento com a Copa do Mundo, foram propostos problemas matemáticos baseados nos placares dos jogos e estatísticas esportivas, associando o conteúdo curricular ao cotidiano e ao interesse popular. Os resultados demonstraram uma compreensão profunda sobre atitudes sustentáveis e uma participação ativa nas atividades de raciocínio lógico, provando que a contextualização é a chave para a retenção do conhecimento.

    4. INTERDISCIPLINARIDADE E TURMA MULTISSERIADA

    A integração entre Matemática, Arte e Projetos ocorreu de forma orgânica, utilizando a ludicidade como ferramenta de engajamento. Ao transformar a sala de aula em um mercadinho ou em um canteiro de obras para uma maquete, as barreiras entre as disciplinas foram rompidas, permitindo uma visão holística do saber. Na configuração de turma multisseriada, as atividades foram adaptadas para garantir que tanto os alunos mais jovens quanto os mais experientes pudessem contribuir e aprender. Essa dinâmica favoreceu a tutoria entre pares, onde o conhecimento circulou de forma horizontal, fortalecendo os vínculos afetivos e o respeito às trajetórias individuais de cada estudante.

    5. FORMAÇÃO DE HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

    As oficinas pedagógicas foram determinantes para o desenvolvimento de competências cognitivas e socioemocionais. O estímulo constante ao raciocínio lógico e à resolução de problemas práticos preparou os alunos para desafios acadêmicos futuros, enquanto as atividades artísticas e manuais refinaram a coordenação motora e a sensibilidade estética. A autonomia foi exercitada em cada tomada de decisão, desde a escolha de cores para um cartaz até a estratégia para vencer uma gincana. Mais do que o conteúdo técnico, as vivências proporcionaram uma formação cidadã, pautada na responsabilidade ambiental, na consciência econômica e na capacidade de colaborar em grupo.

    6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

    As experiências documentadas reafirmam que o Ensino Integral atinge sua excelência quando consegue integrar o lúdico ao pedagógico de maneira intencional e planejada. Os avanços observados no raciocínio lógico, na autonomia e na criatividade dos estudantes são evidências claras do sucesso desta metodologia. O papel do professor, como demonstrado no portfólio da Professora Jackeline Lima Silva, é o de um arquiteto de experiências, capaz de transformar temas simples em jornadas de aprendizado profundo.

    Encorajamos todos os docentes da rede a persistirem na busca por práticas contextualizadas e significativas. É através deste compromisso com a inovação pedagógica e com o olhar atento às necessidades dos alunos que construiremos uma educação pública de qualidade, capaz de formar cidadãos integrais, críticos e preparados para os desafios do século XXI.

  • –ENSINO INTEGRAL EM ARUJÁ –

    –ENSINO INTEGRAL EM ARUJÁ –

    Secretaria Municipal de Educação de Arujá – SP

    ENSINO INTEGRAL EM ARUJÁ FORMAÇÃO, VIVÊNCIAS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

    Diretrizes Pedagógicas e Práticas Exitosas na Rede Municipal

    Agosto de 2026


    1. INTRODUÇÃO

    O Ensino Integral no município de Arujá consolida-se como uma política educacional estratégica, estruturada para promover o desenvolvimento pleno da criança em todas as suas dimensões: intelectual, física, afetiva, social e cultural. Esta modalidade transcende a mera extensão do tempo de permanência do aluno na unidade escolar; ela representa uma requalificação profunda do fazer pedagógico, diversificando as vivências e ampliando as oportunidades de aprendizagem por meio de um currículo integrado e dinâmico.

    Neste contexto, a escola reafirma seu papel como um espaço privilegiado de formação cidadã. É no cotidiano das práticas integrais que saberes científicos e populares se encontram, habilidades socioemocionais são exercitadas e vínculos interpessoais são fortalecidos. O compromisso da rede municipal de Arujá é garantir que cada hora adicional na jornada escolar seja convertida em experiências significativas que preparem o educando para os desafios da contemporaneidade, respeitando sua condição de sujeito de direitos e protagonista de sua própria história.

    2. PRESSUPOSTOS DO ENSINO INTEGRAL

    A fundamentação do Ensino Integral em nossa rede sustenta-se em pilares que priorizam a aprendizagem significativa, onde o conhecimento não é estático, mas construído a partir da interação do aluno com o meio e com o outro. O protagonismo infantil é o eixo central, incentivando a curiosidade investigativa e a autonomia. Para que isso ocorra, o planejamento docente deve respeitar rigorosamente os ritmos individuais e as necessidades específicas de cada criança, compreendendo que o tempo de aprender é singular.

    As turmas multisseriadas, características deste modelo, são compreendidas como espaços potentes de cooperação e troca. A heterogeneidade de idades e níveis de desenvolvimento não é vista como um obstáculo, mas como um recurso pedagógico enriquecedor que favorece a monitoria entre pares e o exercício da empatia. Como bem asseverou Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Sob essa ótica, o lúdico e as atividades culturais deixam de ser acessórios para se tornarem eixos estruturantes que conferem sentido e prazer ao ato de aprender.

    3. VIVÊNCIAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS — BASE DE REFERÊNCIA: E.M. DONA MARIA DE LURDES FERREIRA

    Como ilustração concreta da eficácia deste modelo, destaca-se o projeto desenvolvido na E.M. Dona Maria de Lurdes Ferreira, sob a responsabilidade da Professora Bianca Alves. As práticas implementadas nesta unidade demonstram como a articulação entre temas transversais e o currículo base pode gerar resultados transformadores.

    Durante a Semana Monteiro Lobato, a unidade promoveu um mergulho profundo no universo literário. Através de contações de histórias, rodas de conversa e produções autorais, os alunos expandiram seu repertório imaginativo e criativo, consolidando o hábito da leitura como fonte de prazer e conhecimento. No Dia Mundial da Água, o foco deslocou-se para a consciência ambiental. Atividades lúdicas e produções artísticas serviram de base para uma reflexão crítica sobre a responsabilidade ecológica, conectando o saber escolar à preservação da vida no planeta.

    A valorização da identidade brasileira foi trabalhada no Dia dos Povos Indígenas, onde o contato com costumes, tradições e artes dos povos originários promoveu o respeito à diversidade cultural. No âmbito da proteção social, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi abordado com extrema sensibilidade, focando no autocuidado e no fortalecimento da rede de proteção infantil. Complementarmente, o Dia do Trânsito e a Semana Mundial do Brincar reforçaram, respectivamente, a educação para a cidadania prática e o direito fundamental ao brincar como motor do desenvolvimento motor, social e cognitivo.

    4. TURMA MULTISSERIADA NO CONTEXTO DO ENSINO INTEGRAL

    A organização em turmas multisseriadas dentro do Ensino Integral de Arujá é uma escolha pedagógica que reflete a complexidade da vida em sociedade. Ao agrupar crianças de diferentes faixas etárias, promove-se um ambiente de socialização intensa, onde os mais velhos exercitam a responsabilidade e a paciência, enquanto os mais novos são estimulados por modelos de aprendizagem mais avançados. Este arranjo favorece a quebra da linearidade escolar tradicional, permitindo que o conhecimento circule de forma orgânica.

    O planejamento pedagógico para estas turmas exige do docente um olhar sensível e uma mediação constante. A diversidade é utilizada como um recurso didático: as atividades são desenhadas para permitir diferentes níveis de execução e interpretação, garantindo que todos os alunos, independentemente de seu estágio de desenvolvimento, sintam-se desafiados e incluídos no processo educativo.

    5. FORMAÇÃO DE VALORES E CIDADANIA

    Para além dos conteúdos acadêmicos, o Ensino Integral é um solo fértil para a formação de valores éticos. As vivências propostas buscam despertar a empatia, a solidariedade e o senso de justiça. Cada projeto, como os desenvolvidos pela Professora Bianca Alves, carrega em si a intenção de formar cidadãos conscientes de seus deveres e direitos. O protagonismo infantil é incentivado para que a criança compreenda que sua voz tem valor e que suas ações impactam a coletividade, fortalecendo a construção de uma sociedade mais democrática e respeitosa.

    6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

    O Ensino Integral em Arujá reafirma-se como um caminho sólido para a construção de uma educação pública de excelência, capaz de formar crianças participativas, críticas e preparadas para os novos tempos. O sucesso desta política educacional depende intrinsecamente da atuação do professor, que atua como mediador, provocador e facilitador de descobertas.

    Aos educadores da nossa rede, fica o reconhecimento pela dedicação e pelo olhar atento que transforma cada atividade em uma oportunidade de crescimento. Que cada sorriso, cada conquista e cada vínculo criado nas unidades escolares sirvam de combustível para a continuidade deste trabalho. É através da sua mediação que novos saberes são revelados e que o futuro de nossas crianças começa a ser desenhado com cores de esperança e competência.


    Secretaria Municipal de Educação de Arujá

    Arujá – SP, 05 de agosto de 2026

    Nota: Este documento utiliza como referência as práticas pedagógicas da E.M. Dona Maria de Lurdes Ferreira, sob coordenação técnica da Profa. Bianca Alves.

  • IA na Educação Básica: Inovação e Inclusão

    IA na Educação Básica: Inovação e Inclusão

    O professor Leandro Martins da Silva, da E.M. Cecília Caraça Mineiro Coutinho, desenvolveu um projeto inovador que utiliza a inteligência artificial (IA) como recurso pedagógico para a recomposição da aprendizagem dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental. A iniciativa teve como foco estudantes com defasagens cognitivas, Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, ansiedade e outras dificuldades de aprendizagem, buscando promover um ensino mais inclusivo, dinâmico e eficaz.

    A proposta surgiu da observação de uma estudante com TEA, que apresentava grande potencial na leitura e oralidade da língua inglesa, mas demonstrava desinteresse diante de atividades tradicionais. Diante dessa realidade, o professor criou um site educacional com atividades multimodais, jogos interativos e feedback em tempo real, possibilitando a personalização das trilhas de aprendizagem. A plataforma foi bem recebida por toda a turma e posteriormente ampliada para a comunidade escolar.

    Os resultados alcançados foram significativos: aumento do engajamento nas aulas de inglês, melhoria no rendimento escolar, maior participação dos estudantes em atividades interativas, redução da evasão de tarefas e ampliação do uso de metodologias ativas. O uso da IA também favoreceu a autonomia dos alunos e a aplicação de práticas pedagógicas alinhadas às competências previstas na BNCC.

    A experiência confirma o potencial da inteligência artificial como aliada no ensino de línguas, ampliando os espaços de aprendizagem, respeitando os diferentes ritmos dos alunos e fortalecendo o compromisso da escola com uma educação inovadora, inclusiva e de qualidade.

  • Fluência Leitora: Tecnologia do bem!

    Fluência Leitora: Tecnologia do bem!

    A professora Erica Moraes Leite Ficco, da E.M. Dona Maria de Lourdes Ferreira, desenvolveu um projeto com o objetivo de integrar a tecnologia de forma positiva, segura e responsável no processo de ensino e aprendizagem dos alunos do 3º e 4º ano (sala multisseriada).

    Foram utilizadas as plataformas Elefante Letrado e Trilhas do Saber, bem como recursos como tablets, notebooks e atividades lúdicas, entre elas o karaokê de leitura, que possibilitaram um aprendizado dinâmico, inclusivo e significativo.

    O projeto contribuiu para o desenvolvimento de competências essenciais, como leitura fluente, pensamento crítico, cidadania digital, colaboração e comunicação, respeitando o ritmo e as necessidades de cada criança.

    Os resultados demonstraram avanços relevantes no desempenho, maior engajamento e motivação dos alunos, confirmando a importância do uso ético e pedagógico da tecnologia como ferramenta de apoio à educação.

    A iniciativa seguirá sendo aplicada e aprimorada, fortalecendo o compromisso com uma educação inovadora e de qualidade.

  • Projeto Introdução à Robótica – 4º e 5º ano

    Projeto Introdução à Robótica – 4º e 5º ano

    Os estudantes do Ensino Fundamental I da rede municipal de Arujá estão embarcando em uma jornada incrível pelo mundo da tecnologia e inovação!

    Na rede, o Ensino Fundamental I conta com a disciplina obrigatória de Informática Educacional, ministrada por professores especializados — um diferencial que garante às crianças o contato direto com a cultura digital desde cedo.

    Com a orientação do professor Ricardo C. Santos e apoio técnico do professor Alcides Santanna, os estudantes participaram do Torneio de Robô Sumô, uma competição empolgante que une ciência, criatividade e trabalho em equipe.

    Durante as aulas, eles aprenderam conceitos básicos de robótica, construíram seus próprios robôs com materiais simples (papelão, isopor e MDF) e vivenciaram, na prática, noções de força, equilíbrio, programação e automação.

    Além da diversão, o projeto promoveu habilidades essenciais como resolução de problemas, colaboração, liderança e pensamento científico, em sintonia com a BNCC e o Currículo Paulista.

    O torneio, realizado em uma arena de MDF, desafiou as equipes a colocar seus robôs em ação em disputas animadas, premiando as três primeiras colocações.

    Mais do que uma competição, essa experiência mostra como a educação tecnológica pode transformar a aprendizagem em algo envolvente e significativo para nossos estudantes.

    Veja como foi essa experiência incrível em nosso vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FmVc-0W5Jek

  • Tecnologia em ação: planejamento e construção com tablets e LEGO!

    Tecnologia em ação: planejamento e construção com tablets e LEGO!

    Os estudantes do 3º e 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Cecília Caraça Mineiro Coutinho participaram da atividade Passeio de Barco, uma proposta que uniu tecnologia, raciocínio lógico e trabalho colaborativo.

    Utilizando tablets como ferramenta principal, os estudantes foram desafiados a seguir etapas digitais para solucionar uma missão: ajudar os personagens da história a empurrar um barco até a água. O passo a passo, apresentado pelo programa interativo no tablet, guiou os grupos na tomada de decisões e na construção do projeto com peças de LEGO.

    A experiência teve início com uma reflexão sobre a importância de seguir etapas para realizar tarefas no dia a dia. Questões como “O que você faz primeiro ao se preparar para sair de casa?” ajudaram os estudantes a entender, de forma prática, o conceito de sequência lógica.

    Com o apoio da tecnologia, os estudantes passaram a interagir com a narrativa digital e foram conduzidos a cumprir os desafios propostos, combinando planejamento, organização e cooperação em cada etapa.

    Divididos em pequenos grupos, colocaram em prática o que foi planejado digitalmente, construindo a base e o barco com LEGO, sempre acompanhando as orientações do programa.

    A atividade proporcionou uma aprendizagem significativa e conectada com a realidade dos estudantes, demonstrando como o uso pedagógico da tecnologia pode potencializar o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e do trabalho em equipe.

  • Aprendendo sobre respeito de forma inovadora!

    Aprendendo sobre respeito de forma inovadora!

    Os estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Júlia Mitie Mine participaram de uma proposta educativa que integrou tecnologia, construção com LEGO e valores essenciais para a convivência.

    Com o tema bullying, a atividade teve como foco a prevenção da violência entre colegas e a promoção de um ambiente escolar mais acolhedor, respeitoso e seguro. Utilizando recursos digitais e materiais concretos, buscou-se ampliar a compreensão das crianças sobre o que é o bullying, suas consequências e formas de enfrentamento.

    A ação foi dividida em duas etapas. Na primeira, por meio de recursos tecnológicos e abordagens interativas, os estudantes foram apresentados ao tema e incentivados a refletir sobre os impactos do bullying no ambiente escolar. Na sequência, registraram suas ideias e criaram roteiros de histórias com personagens LEGO, incluindo um personagem com deficiência, utilizando tablets e materiais gráficos.

    De forma concreta e criativa, representaram situações de conflito e propuseram soluções inclusivas, utilizando a tecnologia como apoio no processo de criação e desenvolvimento das ideias.

    A atividade integrou linguagem digital, pensamento crítico e construção coletiva para promover a empatia, o respeito às diferenças e a cidadania desde os primeiros anos escolares.

    Uma experiência significativa e inovadora, que mostrou como a tecnologia pode ser uma grande aliada na formação de valores e no desenvolvimento integral dos estudantes.