Autor: Secretaria de Educação de Ferraz de Vasconcelos

  • Como uma medalha e painéis visuais aumentaram a leitura de alunos em até 17%

    Como uma medalha e painéis visuais aumentaram a leitura de alunos em até 17%

    Projeto “Medalha Estudante Leitor” transforma o processo de alfabetização no 1º e 2º ano ao unir acompanhamento visual, grupos de nível e celebração com a família.

    A alfabetização na idade certa é um dos maiores desafios da educação infantil. Para tornar essa jornada mais leve, motivadora e eficiente, o Projeto Medalha Estudante Leitor apostou em uma combinação simples, mas poderosa: gestão à vista, intervenção pedagógica direcionada e envolvimento da família.

    Destinada aos alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, a iniciativa transformou a rotina das salas de aula e apresentou um salto expressivo nos índices de fluência leitora da escola.

    📈 Os Números do Impacto

    Os resultados do primeiro semestre de 2026 mostram um crescimento constante após a implementação do projeto no final de 2025:

    • 1º Ano: Saltou de 12% (2024) para 29% (2026) de leitores no nível desejável — um aumento de 17 pontos percentuais.
    • 2º Ano: Subiu de 46% (2024) para 62% (2026) nos níveis desejáveis — uma alta de 16 pontos percentuais.

    “Mais do que medir resultados, o objetivo foi fazer com que as crianças entendessem a própria evolução e se sentissem orgulhosas de cada etapa conquistada.”

    Como funciona na prática?
    O projeto vai muito além de dar um prêmio ao final do ano. Ele foi estruturado em quatro pilares pedagógicos essenciais:
    Agrupamentos por Nível: Intervenções direcionadas de acordo com as necessidades específicas de cada criança.
    Visualização do Progresso (Alfabetômetro e Leiturômetro): Ferramentas visuais onde o estudante acompanha em que nível está e onde pode chegar.
    Protagonismo Infantil: A criança entende o seu percurso, tornando-se agente ativa do próprio aprendizado.
    Celebração em Família: A entrega da Medalha do Estudante Leitor conta com a presença dos pais, reforçando o vínculo entre a casa e a escola.
    A medalha deixou de ser um mero prêmio e passou a representar todo o empenho, trajetória e superação de cada criança. Uma prova de que reconhecer conquistas transforma o aprendizado!

  • Projeto “Caderno de Leitura” melhora fluência e autonomia de estudantes do 2º ano

    Projeto “Caderno de Leitura” melhora fluência e autonomia de estudantes do 2º ano

    Na EMEB Dr. Joracy Cruz, uma iniciativa pedagógica voltada para o incentivo e o aprimoramento da leitura vem transformando a rotina dos estudantes dos 2ºs anos do ensino fundamental. O projeto “Caderno de Leitura” foi desenvolvido para superar desafios de hesitação e pouca fluência leitora, promovendo autonomia, confiança e o gosto pelos livros desde os primeiros anos escolares.

    A proposta surge a partir da observação dos educadores sobre as dificuldades iniciais dos alunos diante dos textos. Para responder a essa demanda, cada estudante recebeu um material exclusivo e personalizado. As atividades e seleções textuais são organizadas respeitando o nível de aprendizagem e o ritmo individual de cada criança, avançando em complexidade à medida que a fluência e a interpretação evoluem.

    Além de textos didáticos, o caderno contempla uma ampla diversidade de gêneros textuais, como contos, poemas, parlendas, fábulas, receitas, tirinhas e notícias. A variedade amplia o repertório cultural das crianças e demonstra na prática as diferentes funções da leitura no cotidiano.

    Parceria com as famílias impulsiona resultados

    Um dos grandes diferenciais do projeto é a integração entre o ambiente escolar e a rotina doméstica. O Caderno de Leitura ultrapassa os muros da escola e passa a fazer parte do dia a dia das famílias, que são incentivadas a acompanhar e apoiar os momentos de leitura em casa. Essa proximidade fortaleceu a parceria entre pais e professores, tornando o aprendizado um processo contínuo e acolhedor.

    Os resultados obtidos já são visíveis dentro e fora da sala de aula. De acordo com a avaliação pedagógica, os alunos apresentaram avanços expressivos na entonação, no ritmo de leitura e na capacidade de interpretar e localizar informações nos textos. Crianças que antes demonstravam insegurança hoje participam das atividades com maior interesse e entusiasmo.

    Diante do impacto positivo no desenvolvimento das crianças e na melhoria dos índices de aprendizagem, a continuidade do projeto está garantida, consolidando o Caderno de Leitura como uma ferramenta fundamental para a formação de leitores leitores autônomos e conscientes.

  • Projeto “Raízes da Inclusão” une cultura afro-brasileira, sustentabilidade e acessibilidade na EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento

    Projeto “Raízes da Inclusão” une cultura afro-brasileira, sustentabilidade e acessibilidade na EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento

    Iniciativa do Atendimento Educacional Especializado (AEE) transforma o aprendizado sobre ancestralidade em uma exposição viva inspirada na árvore do Baobá.

    Promover o acesso ao conhecimento com igualdade de oportunidades e respeitar o ritmo e as necessidades de cada estudante. Foi com esse objetivo que a EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento desenvolveu o projeto “Raízes da Inclusão: Cultura, Ancestralidade e Equidade no AEE”, voltado aos alunos público-alvo da Educação Especial dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental.

    A iniciativa nasceu da necessidade de assegurar a esses estudantes um contato aprofundado e significativo com a cultura afro-brasileira e africana. Em vez de reduzir os conteúdos pedagógicos, a equipe do Atendimento Educacional Especializado (AEE) diversificou as estratégias de ensino, incorporando recursos táteis, visuais, sensoriais e materiais reutilizáveis para superar as barreiras de aprendizagem.

    Cultura, arte e recursos adaptados

    Durante as atividades, os alunos exploraram referências africanas, discutiram a diversidade de tons de pele e criaram bonecos e porta-retratos utilizando papelão, tecidos e tintas no ateliê “Raízes que Florescem”. Para garantir a participação de todos, as propostas contaram com apoio visual, ampliação de contrastes e mediação por etapas.

    O trabalho também valorizou a história de cada estudante. As famílias foram convidadas a compartilhar fotografias e memórias familiares, fortalecendo a relação entre a identidade individual, a ancestralidade e o ambiente escolar.

    Comunidade unida e compromisso com a sustentabilidade

    O projeto mobilizou toda a comunidade da EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento. Além dos professores e gestores, os profissionais da limpeza e as famílias atuaram diretamente na doação de materiais, organização e registro das ações.

    A prática dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU — incluindo a Educação de Qualidade (ODS 4), a Redução das Desigualdades (ODS 10) e o Consumo Responsável (ODS 12), demonstrando como a reciclagem de materiais pode andar de mãos dadas com o aprendizado artístico e cultural.

    Um Baobá que continua crescendo

    Todas as produções dos estudantes foram reunidas para dar vida a um grande Baobá — a “Árvore da Vida” —, instalado na escola como símbolo de raízes, memória e pertencimento. A estrutura não é apenas uma mostra estática: trata-se de uma exposição viva que continuará recebendo novas criações, como poesias e trabalhos dos anos finais, ao longo de todo o ano letivo.

    Os resultados já são visíveis na maior autonomia, envolvimento e confiança demonstrados pelos alunos. Ao provar que a inclusão se faz diversificando os caminhos de acesso ao conhecimento — e não diminuindo o seu valor —, o projeto reforça o direito de cada criança de aprender, criar e se reconhecer como protagonista de sua própria história.

  • “A escola do futuro é agora”: ações de sustentabilidade e solidariedade na EMEB Antônio Schiavinati

    Com base nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, projeto da Educação Infantil da EMEB Antônio Schiavinati transforma brincadeiras em impacto real no ambiente escolar e na comunidade.

    Quem disse que grandes transformações sociais dependem apenas dos adultos? Em Ferraz de Vasconcelos, crianças de apenas quatro anos (turmas de Pré I) estão provando que a conscientização e a cidadania começam na primeira infância. Por meio de jogos, brincadeiras e vivências práticas, a escola colocou em prática os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), integrando alunos, educadores, famílias e a comunidade local.

    A iniciativa parte da premissa de que a infância é o momento mais potente para o desenvolvimento de valores humanos e ambientais. Adaptadas para a linguagem infantil, as metas globais da ONU deixaram de ser conceitos abstratos e ganharam vida no cotidiano escolar: a preservação dos recursos naturais motivou o consumo consciente de água dentro da escola e nos lares; o aprendizado sobre saúde e combate à fome resultou no cultivo de uma horta comunitária e na mudança dos hábitos alimentares das crianças.

    Além do contato com a terra e o meio ambiente, a proposta pedagógica estimulou o diálogo constante sobre o respeito às diferenças, a convivência e a importância da empatia nas relações humanas.

    Mobilização comunitária e mais de 300 agasalhos arrecadados

    O protagonismo das crianças extrapolou as salas de aula. Ao identificarem a necessidade de apoiar famílias em situação de vulnerabilidade, os pequenos idealizaram e organizaram uma campanha do agasalho. As próprias crianças criaram convites para convocar os colegas da escola e seus familiares para a ação.

    O engajamento foi expressivo: em apenas dois dias de arrecadação, os alunos coletaram, triaram, dobraram e embalaram mais de 300 peças de roupas, entregues diretamente a representantes do Fundo Social de Solidariedade do município.

    Durante a ação, além do gesto solidário, as crianças desenvolveram habilidades fundamentais para a sua formação integral, exercitando a escrita, a oralidade, o desenho, a pintura e até noções iniciais de análise de dados ao contabilizarem as doações recolhidas.

    Aprendizagem no presente

    Mais do que preparar cidadãos para o futuro, o projeto demonstra o impacto imediato da escuta atenta dos educadores às propostas e reflexões dos alunos. O resultado reflete-se na mudança de comportamento no ambiente escolar, no aumento do diálogo em casa e no fortalecimento do vínculo entre a comunidade e a instituição de ensino.

    Conforme destaca a equipe pedagógica envolvida, as crianças demonstraram ser agentes ativos e críticos do seu próprio meio, provando que a construção de uma escola inclusiva, sustentável e de qualidade não precisa ser um plano para o futuro — ela já faz parte do presente.

  • CULTURA QUE TRANSFORMA: TURBANTES, IDENTIDADES E INFÂNCIAS ANTIRRACISTAS

    CULTURA QUE TRANSFORMA: TURBANTES, IDENTIDADES E INFÂNCIAS ANTIRRACISTAS

    De uma pergunta provocadora surge uma experiência de pertencimento e construção de representatividade… vamos acompanhar um relato da experiência da equipe da EMEB Sylvia da Silveira de Martini.

    “A experiência nasceu da compreensão de que uma educação antirracista se constrói por meio de processos formativos contínuos, e não de ações pontuais.”

    A inquietação sobre como proporcionar situações de aprendizagens potentes e contextualizadas sobre a educação antirracista mobilizou a equipe da EMEB Sylvia da Silveira de Martini no ano de 2025. A atividade foi tão positiva que se transformou em uma ação que ainda reverbera pela escola e pela comunidade escolar, nascendo da compreensão de que uma educação antirracista se constrói por meio de processos formativos contínuos, e não de ações pontuais.

    Nos encontros de HTPC, as professoras ampliaram seus conhecimentos sobre as Relações Étnico-Raciais. Inspiradas por uma formação com a nigeriana Yetunde, passaram a questionar criticamente as referências negras presentes nos livros, brinquedos, imagens, espaços e propostas oferecidas às crianças. O percurso chegou às salas de aula através da literatura, conversas, apreciação artística, brincadeiras e investigação. Obras fundamentais como “A Pele que Eu Tenho” (bell hooks), “Quero colo” (Stela Barbieri e Fernando Vilela) e “O Pequeno Príncipe Preto” (Rodrigo França) impulsionaram o diálogo sobre identidade, beleza e representatividade. As crianças observaram imagens, exploraram diferentes formas de uso, escolheram materiais e criaram suas próprias composições. O processo culminou em um desfile onde cada estudante pôde apresentar sua criação, ocupar o espaço escolar e compartilhar suas descobertas com protagonismo.

    Os registros (fotografias, falas e produções) não tiveram apenas função de memória; serviram para os professores refletirem sobre as aprendizagens, replanejar propostas e dar visibilidade aos processos vivenciados pelas famílias. Como resultado positivo e transformador observa-se a ampliação expressiva do repertório sobre referências afro-brasileiras, maior engajamento nas investigações e fortalecimento da capacidade de expressar ideias sobre identidade, pertencimento e beleza, destaca-se o protagonismo infantil em todas as etapas de escolha e criação. Já na prática dos docentes gradualmente qualifica-se o olhar para mudanças estruturais na seleção de materiais, livros e propostas pedagógicas. O olhar docente tornou-se mais intencional, compreendendo que a prática antirracista é diária e contínua. Na Comunidade Escolar, A exposição cultural e a participação das famílias ampliaram a circulação das aprendizagens para além da sala de aula, integrando a cultura afro-brasileira ao cotidiano escolar, para além de datas comemorativas. A experiência provou que combater o racismo na infância exige rever escolhas adultas e garantir ambientes que afirmem a dignidade e a diversidade. O maior resultado não foi o evento em si, mas o que permaneceu: um olhar docente intencional, crianças protagonistas e uma escola comprometida em fazer da representatividade uma prática viva todos os dias.

  • Deu a louca nos Contos de Fadas.

    Deu a louca nos Contos de Fadas.

    Nossas histórias

    O projeto “Deu a Louca nos Contos de Fadas – Nossas Histórias” foi desenvolvido na Sala de Recursos com estudantes da Educação Especial, tendo como objetivo principal estimular a imaginação, a criatividade e a produção de histórias coletivas.

    A atividade iniciou-se com o uso de cartões ilustrados, contendo elementos de personagens, objetos e cenários. Cada estudante sorteou dez cartões e, a partir deles, criou uma história.

    O resultado foram duas histórias curtas, nas quais as crianças criaram o cenário central e, com apoio da professora como escriba, organizaram as narrativas em começo, meio e fim.

    Assim surgiram:

    • A Aventura da Bela na Casa de Doces – Produzida por Samuel Evangelista

    Era uma vez Bela, que caminhava pela floresta até encontrar uma estranha casa feita de doces.

    — Se é uma casa de doces, deve estar cheia de doces! — pensou ela, curiosa.

    Ao entrar, encontrou apenas uma maçã vermelha sobre a mesa. Bela não entendeu nada. De repente, um gato misterioso apareceu e disse:

    — Bem-vinda à minha casa!

    Mas o gato não era nada bondoso. Ele planejava capturar Bela. Foi então que o guardião do mar, o poderoso Rei Tritão, surgiu e advertiu:

    — Não coma essa maçã, Bela, ela está envenenada!

    Para protegê-la, o rei entregou-lhe uma rosa enfeitiçada.

    — Essa rosa pode ajudá-la, mas apenas se você me trouxer um cavalo do Capitão Gancho.

    Bela, assustada, pediu ajuda. Nesse instante apareceu um galo sábio que prometeu apoiá-la. O galo, então, chamou o caçador, e juntos partiram para o mar em busca do cavalo.

    No caminho, encontraram Úrsula, a bruxa do mar, que revelou que o Capitão Gancho agora trabalhava para ela. Porém, a surpresa maior foi que a Rainha Má não era realmente má. Ela queria ajudar Gancho e, sabendo do pedido de Bela, decidiu entregar o cavalo ao caçador.

    De posse do cavalo, seguiram numa carruagem mágica até Rei Tritão. Ao receber o presente, o rei libertou Bela da ameaça. O gato malvado foi levado para a torre mais alta, onde não poderia causar problemas novamente.

    E assim, todos aproveitaram juntos a casa de doces — que, desta vez, estava realmente cheia de delícias — e celebraram o fim da aventura.

    Fim.

    • O Porquinho Enfeitiçado – Produzido por Miguel Irineu

    Era uma vez, numa floresta encantada, uma fada madrinha muito bondosa que sonhava em ver os cogumelos crescerem e iluminarem a mata com suas cores mágicas. Como não conseguia sozinha, ela resolveu confiar seus poderes a Rapunzel, que estava disposta a ajudar.

    Rapunzel saiu em busca dos cogumelos e, pelo caminho, encontrou um simpático anão que tinha como companheiro um porquinho muito esperto. Tudo parecia tranquilo, até que Malévola, invejosa e má, surgiu com um feitiço terrível: transformou o pobre porquinho em um dragão!

    A fada madrinha, desesperada, pediu ajuda a Chapeuzinho Vermelho. Mas Malévola já estava tramando outro mal: preparava em seu caldeirão uma sopa de dragão. Antes que fosse tarde demais, o Gato de Botas apareceu, pronto para lutar ao lado de Chapeuzinho.

    A notícia se espalhou rapidamente até chegar à Rainha, que não gostou nada de saber que o delicado porquinho havia virado uma fera. Ela então convocou o Grilo Falante e também pediu auxílio à Rainha Má – que, na verdade, não era má, mas sim uma poderosa feiticeira bondosa.

    Com o apoio do Rei e de uma menina chamada Maria, o grupo partiu em busca do dragão. Quando finalmente o encontraram, o Rei o segurou com coragem, e Maria, sem medo, abraçou a criatura com todo o carinho de seu coração. Nesse instante, o feitiço se quebrou: o dragão voltou a ser o porquinho amigo do anão.

    Unidos, todos criaram um novo feitiço, desta vez para o bem, e os cogumelos finalmente cresceram, colorindo a floresta de alegria.

    Malévola, derrotada e furiosa, foi embora resmungando, ainda planejando seu próximo feitiço. Mas, por enquanto, a floresta estava em festa, e o porquinho vivia feliz ao lado de seus novos amigos.

    Fim.

    Em seguida, os estudantes ilustraram suas produções, dando vida aos personagens e cenários criados. A prática oportunizou momentos de oralidade, reconto, ilustração e construção de sentido, reforçando a importância da inclusão, da escuta e do protagonismo das crianças no processo de aprendizagem.

    Professor Responsável: Elisangela Henrique Dias

  • Projeto Horta/Herbário

    Projeto Horta/Herbário

    Aprendendo com a natureza

    O projeto teve início com a criação da horta escolar, onde os próprios alunos realizaram o plantio de ervas e temperos. As turmas do 3º A (professora Leila) e do 4º C (professora Zenaide) participaram de todas as etapas: preparo do espaço, plantio de mudas e sementes, cuidados diários, rega e manutenção. Esse envolvimento possibilitou que as crianças acompanhassem o desenvolvimento das plantas, compreendessem na prática a importância do cuidado com a natureza e até levassem para casa mudas colhidas na escola, dando continuidade ao trabalho junto às famílias.

    Como produto final desse trabalho coletivo, está sendo produzido um herbário, inspirado nos costumes dos povos originários.

    Na primeira etapa, os alunos conheceram a origem e o significado da palavra “herbário”. Pesquisaram sua finalidade — identificar plantas e conhecer a flora — e compreenderam como é elaborado: coleta das espécies, secagem em prensa ou entre pilhas de livros e montagem em papel com ficha técnica.

    A atividade consiste em identificar as ervas medicinais, coletar folhas, realizar a secagem e registrá-las em fichas próprias. Para ampliar o aprendizado, os alunos também assistiram a um documentário sobre herbários, o que enriqueceu o conhecimento e fortaleceu a conexão entre teoria e prática.

    Responsável pela prática exitosa: Professora Leila Silva Benedetti Alves Fernandes e Professora Zenaide Maria do Nascimento

  • Consolidando habilidades essenciais para o avanço escolar – Intensivo de Aprendizagem

    Consolidando habilidades essenciais para o avanço escolar – Intensivo de Aprendizagem

    EMEB Professor Ruy Coelho
    A partir da análise das avaliações diagnósticas e dos simulados, observou-se que parte significativa dos alunos apresentava defasagens em habilidades essenciais de Língua Portuguesa e Matemática. Essas dificuldades comprometem tanto a resolução de problemas quanto a compreensão leitora, impactando
    diretamente o desempenho nos processos avaliativos internos e externos. Os alunos demonstravam insegurança e baixo desempenho na resolução de questões que exigiam interpretação, aplicação de
    estratégias matemáticas e leitura com atenção aos comandos. Além disso, muitos não conseguiam identificar os erros cometidos nem reformular suas estratégias de resolução.

    Objetivo da prática:
    Criar um ambiente de aprendizagem motivador que possibilitasse:
    – Revisitar os conteúdos de forma dinâmica.
    – Garantir que os alunos compreendessem os erros e aprendessem estratégias corretas.
    – Promover a participação ativa de todos, respeitando os diferentes níveis de aprendizagem.

    Metodologia/ações desenvolvidas
    – Seleção das habilidades em defasagem a partir da análise dos resultados dos simulados.
    – Planejamento de encontros intensivos, realizados em blocos de 2 a 3 horas semanais.
    – Uso da data show para projetar as questões relacionadas às habilidades que os alunos apresentaram maior dificuldade.
    – Resolução individual e em duplas das questões, com a mediação constante do professor.
    – Correção coletiva das questões projetadas, promovendo debate sobre diferentes estratégias de resolução.
    – Registro das estratégias e dicas-chave no quadro, sistematizando o conhecimento.
    – Retomada prática: exercícios semelhantes para fixação imediata.

    Resultados obtidos:
    – Maior participação dos alunos durante as aulas, com envolvimento ativo nas correções coletivas.
    – Desenvolvimento da capacidade de argumentação, uma vez que os alunos passaram a explicar seus raciocínios.
    – Redução das inseguranças diante de avaliações, com aumento da autoconfiança.
    – Melhora gradual no desempenho, especialmente em questões de interpretação e resolução de problemas.

    Impacto na aprendizagem dos alunos:
    O Projeto Intensivo de Aprendizagem possibilitou que os alunos compreendessem os erros cometidos e aprendessem a corrigi-los com consciência, fortalecendo não apenas o conteúdo, mas também habilidades metacognitivas. Houve avanços na precisão e na autonomia, refletindo em melhores resultados nas avaliações subsequentes.

    Possibilidades de Replicação
    A prática pode ser replicada em outros contextos e séries, desde que:
    – Haja uma análise prévia das habilidades prioritárias;
    – O professor organize momentos coletivos com recursos acessíveis (data show, quadro ou até mesmo impressos);
    – As intervenções sejam adaptadas ao nível de cada turma.
    O modelo é versátil e pode ser aplicado tanto em Língua Portuguesa quanto em Matemática, servindo como estratégia de recuperação paralela e preparação para avaliações externas.
    Professores: Edilaina das Dores, Fernanda de Cássia, Fernanda Maria, Neli Moreira, Solange Araújo.
  • Mostra de Matemática da Educação de Jovens e Adultos.

    Mostra de Matemática da Educação de Jovens e Adultos.

    Aprender, Criar e Compartilhar Conhecimentos por Meio de Jogos Matemáticos
    EMEB Professor Ruy Coelho
    A Mostra de Matemática surgiu como uma proposta pedagógica voltada aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), visando tornar a aprendizagem matemática mais significativa, dinâmica e interativa.
    Considerando os desafios enfrentados por muitos alunos no processo de consolidação de conceitos matemáticos, buscou-se proporcionar uma experiência diferenciada, em que o conhecimento fosse
    construído de forma colaborativa, lúdica e aplicada ao cotidiano.

    Objetivo da Prática
    – Promover o fortalecimento das habilidades matemáticas por meio da confecção e utilização de jogos didáticos.
    – Estimular a autonomia, a criatividade e o protagonismo dos estudantes.
    – Incentivar a socialização e a troca de saberes durante a mostra.

    Metodologia/Ações desenvolvidas
    O projeto foi desenvolvido em etapas:
    1. Estudo dos conteúdos matemáticos previamente trabalhados em sala.
    2. Planejamento e confecção dos jogos, em grupos, utilizando materiais acessíveis e criativos.
    3. Apresentação na Mostra de Matemática, em que os próprios alunos explicaram o funcionamento dos jogos, interagiram com os colegas e convidados, além de participarem ativamente das atividades
    propostas.

    Resultados obtidos
    – Maior engajamento dos estudantes no processo de aprendizagem.
    – Desenvolvimento de habilidades de comunicação, trabalho em grupo e criatividade.
    – Consolidação de conteúdos matemáticos de forma lúdica e prática.
    – Sentimento de valorização e protagonismo por parte dos alunos da EJA.

    Impacto na aprendizagem dos alunos
    A prática contribuiu para a superação de dificuldades, reforçando conceitos básicos da matemática de maneira significativa. Os alunos passaram a enxergar a disciplina de forma mais prazerosa, reconhecendo sua aplicação no cotidiano. Além disso, a experiência fortaleceu a autoestima e a motivação para aprender.

    Possibilidades de replicação
    A Mostra de Matemática pode ser facilmente replicada em outras turmas e modalidades de ensino,
    adaptando os jogos de acordo com os conteúdos e a faixa etária dos estudantes. Trata-se de uma prática
    pedagógica inclusiva, acessível e com grande potencial de engajamento, que pode ser ampliada para
    outras áreas do conhecimento.

    Jogo dos vizinhos

    Dominó da Adição

    Estudantes da EJA socializando e multiplicando saberes

    Professores: Jeozadaque Quintans e Patrícia Bissaco

  • Explorando o Mundo Invisível em uma Gota d’Água.

    Explorando o Mundo Invisível em uma Gota d’Água.

    A descoberta da vida microscópica como ferramenta de estímulo à curiosidade

    EMEB Professor Ruy Coelho
    Muitas vezes, a ciência é apresentada de forma abstrata e distante da realidade dos alunos, o que dificulta a construção de um interesse genuíno pelo conhecimento. Despertar a curiosidade e tornar o aprendizado concreto é um desafio constante no ambiente escolar.
    Proporcionar aos estudantes uma experiência prática e envolvente que lhes permitisse observar, por meio do microscópio, o universo invisível presente em uma simples gota d’água, estimulando a curiosidade e a
    valorização da pesquisa.
    A atividade foi organizada em sala de aula utilizando microscópio para a observação de gotas d’água coletadas. Os estudantes, orientados pelo educador, puderam visualizar organismos microscópicos e
    perceber que, mesmo em algo aparentemente simples, existe um mundo repleto de vida. O momento foi conduzido de forma participativa, incentivando a observação atenta, a troca de percepções e o registro das descobertas.
    Os estudantes demonstraram grande entusiasmo ao perceber a presença de vida em um espaço invisível a olho nu. A atividade despertou o interesse pela ciência, promoveu o engajamento durante o processo de observação e incentivou a formulação de perguntas e hipóteses sobre o que viam.
    A experiência contribuiu para aproximar a ciência do cotidiano dos alunos, mostrando que o conhecimento científico não é algo distante, mas presente nas pequenas coisas do dia a dia. Além disso, desenvolveu habilidades como a observação crítica, o pensamento investigativo e o espírito explorador, fundamentais para a formação integral dos estudantes.
    Professor: Danilson Rodrigues de Souza