Categoria: relações étnico-raciais

eixo temático 7º Fórum

  • Projeto de Educação Étnico-Racial valoriza culturas indígena e africana na EMEB Floro da Silva

    Projeto de Educação Étnico-Racial valoriza culturas indígena e africana na EMEB Floro da Silva

    Os estudantes do 2º ano E da EMEB Floro da Silva participaram da culminância do projeto de Educação Étnico-Racial, desenvolvido ao longo das atividades pedagógicas da turma.

    A proposta trabalhou aspectos da história do Brasil com destaque para a cultura indígena Mbyá Guarani e para as contribuições e produções dos povos africanos na formação da sociedade brasileira.

    Durante o projeto, os estudantes tiveram contato com diferentes referências culturais, ampliando conhecimentos sobre modos de vida, tradições, saberes, expressões e contribuições históricas desses povos.

    A culminância reuniu os aprendizados construídos durante o percurso e possibilitou que as crianças compartilhassem as experiências desenvolvidas em sala de aula, fortalecendo o reconhecimento da diversidade cultural presente na história do país.

    A iniciativa contribui para a valorização das identidades, para o respeito às diferenças e para o fortalecimento de práticas pedagógicas voltadas à Educação para as Relações Étnico-Raciais.

    O projeto integra as ações desenvolvidas no Sistema Público Municipal de Ensino de Itaquaquecetuba, ampliando o repertório dos estudantes e contribuindo para uma educação comprometida com a diversidade, a representatividade e o enfrentamento ao preconceito e ao racismo.

  • Tá na Área, Professor! destaca vivência com o preparo do Qumbe e valorização da cultura africana

    Tá na Área, Professor! destaca vivência com o preparo do Qumbe e valorização da cultura africana

    O programa “Tá na Área, Professor!” apresenta uma prática pedagógica voltada à valorização da cultura africana por meio do preparo do Qumbe, doce tradicional feito com leite em pó, leite e coco ralado.

    Durante a vivência, as crianças participaram de todas as etapas da atividade, explorando texturas, cheiros e sabores enquanto misturavam os ingredientes, enrolavam os docinhos, decoravam e, ao final, degustavam o que haviam produzido.

    A proposta foi além da experiência culinária. Ao conhecerem o Qumbe, as crianças tiveram contato com novos repertórios culturais e puderam compreender que diferentes povos possuem sabores, histórias, costumes e formas próprias de viver e se expressar.

    A atividade também integrou elementos relacionados à cultura africana à rotina pedagógica da turma, contribuindo para ampliar a visão de mundo das crianças e fortalecer o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural.

    Ao participarem do preparo, os estudantes desenvolveram ainda habilidades ligadas à autonomia, à curiosidade, à experimentação e à interação com o grupo, transformando a atividade em uma experiência de aprendizagem significativa.

    A prática apresentada no “Tá na Área, Professor!” reforça a importância de inserir no cotidiano escolar propostas que promovam o respeito à diversidade e valorizem diferentes referências culturais desde a infância, contribuindo para uma educação mais representativa e inclusiva.

  • 1º Seminário de Alfabetização, Letramento e Equidade Racial reúne profissionais e pesquisadores em Itaquaquecetuba

    1º Seminário de Alfabetização, Letramento e Equidade Racial reúne profissionais e pesquisadores em Itaquaquecetuba

    A Secretaria Municipal de Educação de Itaquaquecetuba realizou o 1º Seminário de Alfabetização, Letramento e Equidade Racial, reunindo educadores, pesquisadores, estudantes e gestores em uma programação voltada ao fortalecimento da formação docente e à valorização das identidades e das relações étnico-raciais no ambiente educacional.

    Realizado no auditório da Educação, o evento contou com apresentações culturais, palestras, rodas de conversa e momentos de reconhecimento de boas práticas relacionadas à alfabetização e à educação para as relações étnico-raciais.

    A proposta do seminário foi ampliar o debate sobre práticas pedagógicas antirracistas e contribuir para a qualificação das ações desenvolvidas nas diferentes etapas e modalidades do Sistema Público Municipal de Ensino, em consonância com o currículo municipal.

    A programação teve início com a apresentação “Black music: ancestralidade em diálogo com a música”, com Eldah e banda, seguida do reconhecimento de boas práticas e da palestra “Territórios de resistência e produção de saber: os quilombos como pedagogias da liberdade”, ministrada por Acácio Almeida, professor e pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da Universidade de São Paulo (USP).

    No segundo dia, após uma apresentação cultural de maculelê, a programação contou com a participação de Márcia Bernardes, representante da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Na ocasião, também foi realizado o lançamento oficial do Currículo Municipal de Itaquaquecetuba, seguido da palestra “Prática docente: entre o ensino, a mediação e a aprendizagem”, ministrada pela professora Iracema Nascimento, da USP.

    A programação também contou com a participação dos estudantes, que apresentaram o espetáculo teatral “O menino que carregava água na peneira”. Em seguida, foi realizada a roda de conversa “A multidisciplinaridade: fundamentos teóricos e implicações práticas”, com Priscila Monteiro, Mônica Weinstein e Letícia Reina.

    No encerramento, a artista e educadora Fernanda Batista Santos realizou uma contação de histórias. A programação foi concluída com a roda de conversa “Entre quintais e palavras: a literatura como território de encantamento e identidade”, com Kiusam de Oliveira, doutora em Educação e referência na área de relações étnico-raciais, e o escritor Otávio Júnior, idealizador de projetos de incentivo à leitura.

    Ao longo dos quatro dias, o seminário promoveu espaços de formação, reflexão e troca de experiências, fortalecendo o trabalho pedagógico desenvolvido nas unidades escolares e ampliando as discussões sobre alfabetização, letramento, diversidade e equidade racial.

    A iniciativa integra as ações da Secretaria Municipal de Educação de Itaquaquecetuba voltadas à formação continuada dos profissionais e ao fortalecimento de práticas que contribuam para uma educação mais inclusiva, representativa e comprometida com o enfrentamento ao racismo.

  • Projeto Vamos Passear leva estudantes ao Museu Afro Brasil

    Projeto Vamos Passear leva estudantes ao Museu Afro Brasil

    O projeto “Vamos Passear! Educação para além dos muros da escola”, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação de Itaquaquecetuba, proporcionou aos estudantes do Sistema Público Municipal de Ensino uma visita ao Museu Afro Brasil, em São Paulo.

    A atividade integrou as ações do projeto que buscam ampliar o acesso dos estudantes a espaços culturais, históricos e educativos, transformando diferentes ambientes da cidade em oportunidades de aprendizagem para além da sala de aula.

    Durante a visita, os estudantes puderam conhecer obras, objetos, documentos e manifestações artísticas relacionados à história, à cultura e à presença da população negra na formação da sociedade brasileira.

    A experiência também contribuiu para ampliar o repertório cultural dos participantes e fortalecer reflexões sobre identidade, diversidade, memória, representatividade e relações étnico-raciais.

    As visitas promovidas pelo projeto “Vamos Passear!” dialogam com os conteúdos trabalhados nas unidades escolares e possibilitam que os estudantes estabeleçam novas conexões entre o conhecimento construído em sala de aula e as experiências vivenciadas nos espaços culturais.

    A iniciativa reforça a proposta de uma educação que ultrapassa os muros da escola, ampliando as oportunidades de acesso à cultura, à história e a diferentes formas de conhecimento.

    Por meio do projeto, a Secretaria Municipal de Educação de Itaquaquecetuba segue proporcionando experiências educativas que contribuem para a formação integral dos estudantes e para a valorização da diversidade cultural.

  • Websérie Novembro Negro aborda origem e importância do Dia da Consciência Negra

    Websérie Novembro Negro aborda origem e importância do Dia da Consciência Negra

    A Secretaria Municipal de Educação de Itaquaquecetuba lançou a websérie “Novembro Negro – Educação antirracista de Itaquaquecetuba”, criada para promover reflexões sobre as histórias e culturas africanas e afro-brasileiras e ampliar o debate sobre as relações étnico-raciais no ambiente educacional.

    No primeiro episódio, a produção aborda a origem e a importância do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, apresentando aspectos históricos que ajudam a compreender a escolha da data e seu significado na luta pela igualdade racial no Brasil.

    Durante o episódio, é destacada a diferença entre o 20 de novembro e o 13 de maio, data da Abolição da Escravatura. A reflexão apresentada ressalta que o fim legal da escravidão não foi acompanhado por políticas capazes de garantir à população negra acesso pleno à educação, ao trabalho, à moradia e a outros direitos fundamentais.

    A produção também apresenta a trajetória do ativista Oliveira Silveira e do Grupo Palmares, de Porto Alegre, responsáveis por defender o dia 20 de novembro como uma data de luta, memória e reflexão sobre a trajetória da população negra no Brasil.

    O episódio ainda destaca a figura de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência contra a escravidão e liderança do Quilombo dos Palmares. A escolha do 20 de novembro está relacionada à data de sua morte e busca valorizar a resistência negra e a luta por liberdade e dignidade.

    Ao longo da websérie, a Secretaria Municipal de Educação reforça a importância de compreender o Dia da Consciência Negra não apenas como uma data comemorativa, mas como um momento de reflexão sobre o racismo, as desigualdades históricas e os desafios ainda presentes na sociedade brasileira.

    O primeiro episódio também apresenta o compromisso da Secretaria com o desenvolvimento de ações e formações voltadas à educação antirracista, em consonância com as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tratam do ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena no currículo escolar.

    A websérie integra as ações do Novembro Negro no Sistema Público Municipal de Ensino de Itaquaquecetuba e terá continuidade com novos episódios dedicados às práticas, formações e iniciativas desenvolvidas para fortalecer uma educação comprometida com a valorização da diversidade e o enfrentamento ao racismo.

  • Novembro Negro da SME fortalece ações de educação antirracista em Itaquaquecetuba

    Novembro Negro da SME fortalece ações de educação antirracista em Itaquaquecetuba

    Profissionais do Sistema Público Municipal de Ensino de Itaquaquecetuba participaram de uma programação especial do Novembro Negro, promovida pela Secretaria Municipal de Educação com o objetivo de ampliar as discussões sobre as relações étnico-raciais e fortalecer práticas voltadas à educação antirracista.

    Entre as atividades realizadas, os profissionais participaram da palestra formativa “Não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”, conduzida pelo mestre Lauro Cornélio. O encontro proporcionou reflexões sobre o papel da educação no enfrentamento ao racismo e na construção de relações baseadas no respeito e na valorização da diversidade.

    A programação também contou com uma apresentação da Cia. Opereta, com “Contos Africanos”, aproximando os participantes de narrativas, referências culturais e elementos relacionados à história e à cultura africana.

    Outro destaque foi a Feira do Empreendedorismo Negro, que integrou as ações da noite e contribuiu para ampliar a valorização da cultura, da identidade e do protagonismo negro.

    As atividades do Novembro Negro promovem espaços de formação, diálogo e troca de experiências, levando para dentro e para fora das unidades escolares discussões necessárias sobre diversidade, representatividade, combate ao racismo e relações étnico-raciais.

    A iniciativa integra as ações da Secretaria Municipal de Educação de Itaquaquecetuba voltadas ao fortalecimento de uma educação antirracista e à construção de ambientes educacionais que reconheçam e valorizem a diversidade.

  • CULTURA QUE TRANSFORMA: TURBANTES, IDENTIDADES E INFÂNCIAS ANTIRRACISTAS

    CULTURA QUE TRANSFORMA: TURBANTES, IDENTIDADES E INFÂNCIAS ANTIRRACISTAS

    De uma pergunta provocadora surge uma experiência de pertencimento e construção de representatividade… vamos acompanhar um relato da experiência da equipe da EMEB Sylvia da Silveira de Martini.

    “A experiência nasceu da compreensão de que uma educação antirracista se constrói por meio de processos formativos contínuos, e não de ações pontuais.”

    A inquietação sobre como proporcionar situações de aprendizagens potentes e contextualizadas sobre a educação antirracista mobilizou a equipe da EMEB Sylvia da Silveira de Martini no ano de 2025. A atividade foi tão positiva que se transformou em uma ação que ainda reverbera pela escola e pela comunidade escolar, nascendo da compreensão de que uma educação antirracista se constrói por meio de processos formativos contínuos, e não de ações pontuais.

    Nos encontros de HTPC, as professoras ampliaram seus conhecimentos sobre as Relações Étnico-Raciais. Inspiradas por uma formação com a nigeriana Yetunde, passaram a questionar criticamente as referências negras presentes nos livros, brinquedos, imagens, espaços e propostas oferecidas às crianças. O percurso chegou às salas de aula através da literatura, conversas, apreciação artística, brincadeiras e investigação. Obras fundamentais como “A Pele que Eu Tenho” (bell hooks), “Quero colo” (Stela Barbieri e Fernando Vilela) e “O Pequeno Príncipe Preto” (Rodrigo França) impulsionaram o diálogo sobre identidade, beleza e representatividade. As crianças observaram imagens, exploraram diferentes formas de uso, escolheram materiais e criaram suas próprias composições. O processo culminou em um desfile onde cada estudante pôde apresentar sua criação, ocupar o espaço escolar e compartilhar suas descobertas com protagonismo.

    Os registros (fotografias, falas e produções) não tiveram apenas função de memória; serviram para os professores refletirem sobre as aprendizagens, replanejar propostas e dar visibilidade aos processos vivenciados pelas famílias. Como resultado positivo e transformador observa-se a ampliação expressiva do repertório sobre referências afro-brasileiras, maior engajamento nas investigações e fortalecimento da capacidade de expressar ideias sobre identidade, pertencimento e beleza, destaca-se o protagonismo infantil em todas as etapas de escolha e criação. Já na prática dos docentes gradualmente qualifica-se o olhar para mudanças estruturais na seleção de materiais, livros e propostas pedagógicas. O olhar docente tornou-se mais intencional, compreendendo que a prática antirracista é diária e contínua. Na Comunidade Escolar, A exposição cultural e a participação das famílias ampliaram a circulação das aprendizagens para além da sala de aula, integrando a cultura afro-brasileira ao cotidiano escolar, para além de datas comemorativas. A experiência provou que combater o racismo na infância exige rever escolhas adultas e garantir ambientes que afirmem a dignidade e a diversidade. O maior resultado não foi o evento em si, mas o que permaneceu: um olhar docente intencional, crianças protagonistas e uma escola comprometida em fazer da representatividade uma prática viva todos os dias.

  • POLÍTICAS PÚBLICAS ANTIRRACISTAS NA EDUCAÇÃO

    POLÍTICAS PÚBLICAS ANTIRRACISTAS NA EDUCAÇÃO

    1. APRESENTAÇÃO

    O Plano de Ação de Políticas Públicas Antirracistas da Secretaria Municipal de Educação de Arujá consolida-se como um compromisso institucional inarredável com a construção de uma educação inclusiva, plural e socialmente justa. Desenvolvido para o ciclo compreendido entre maio e dezembro de 2025, este plano mobiliza aproximadamente 2.000 profissionais da rede municipal, abrangendo desde a gestão central até os funcionários das unidades escolares, professores da Educação Infantil ao 5º ano, alunos e a comunidade externa. A iniciativa fundamenta-se na compreensão técnica de que o racismo é um fenômeno estrutural que permeia as relações sociais e institucionais, exigindo, portanto, o enfrentamento direto por meio de ações concretas, pedagógicas e contínuas no cotidiano escolar, visando a superação de desigualdades históricas.

    2. OS CINCO EIXOS ESTRATÉGICOS

    2.1 EIXO 1 — FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS

    Este eixo objetiva a sensibilização e a capacitação técnica de docentes e gestores para a consolidação de práticas pedagógicas efetivamente antirracistas. O cronograma de ações iniciou-se com o Seminário Municipal “Educação Antirracista” entre abril e maio, seguido por ciclos formativos em junho focados nas dimensões estrutural e institucional do racismo. Em agosto, as oficinas práticas priorizam a literatura infantil afro-brasileira e indígena, culminando em mostras culturais e encontros de encerramento em dezembro para a socialização de boas práticas desenvolvidas ao longo do ano.

    2.2 EIXO 2 — CURRÍCULO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

    Com o intuito de integrar a história e a cultura afro-brasileira e indígena de forma transversal, este eixo cumpre as diretrizes das Leis 10.639/03 e 11.645/08. As ações centram-se na elaboração e distribuição de um Guia Pedagógico Antirracista e na execução de projetos interdisciplinares, como o “Raízes Afro-brasileiras” e “Consciência Negra o Ano Todo”. A estratégia prevê a inserção mensal de autores e personagens negros nos planos de aula, garantindo que a representatividade seja uma constante no processo de ensino-aprendizagem.

    2.3 EIXO 3 — PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE E FAMÍLIA

    A eficácia da educação antirracista depende do engajamento do núcleo familiar e do entorno escolar. Para tanto, o plano estabelece encontros sobre identidade e pertencimento realizados em junho, além da Semana da Cultura Popular em setembro, que promove o diálogo entre a escola e mestres de saberes tradicionais. O ponto alto da integração comunitária ocorre em novembro, com a Caminhada pela Igualdade Racial, unindo escolas e sociedade civil em um ato público de afirmação de direitos.

    2.4 EIXO 4 — AMBIENTES ESCOLARES E REPRESENTATIVIDADE

    Este eixo visa transformar o espaço físico da escola em um ambiente de acolhimento e espelhamento da diversidade étnico-racial. Entre as ações principais, destacam-se a revisão e ampliação dos acervos bibliográficos com obras de autores negros e indígenas e a campanha “Escola que Representa”, que incentiva a renovação estética de murais e materiais visuais. Paralelamente, gestores recebem formação específica para a implementação de protocolos de identificação e combate a práticas discriminatórias no ambiente escolar.

    2.5 EIXO 5 — MONITORAMENTO, AVALIAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

    Para garantir a perenidade das políticas públicas, este eixo estabelece reuniões mensais de um grupo de trabalho dedicado ao acompanhamento dos indicadores de equidade. Em outubro, realiza-se uma avaliação parcial das práticas pedagógicas, cujos resultados subsidiam o relatório final em dezembro. Este documento consolidará as experiências exitosas, os desafios enfrentados e as diretrizes estratégicas para a continuidade do plano no ano letivo de 2026.

    3. METODOLOGIA

    A metodologia do plano estrutura-se em três pilares fundamentais. Primeiramente, a formação contínua e crítica, realizada por meio de aulas expositivas dialogadas e oficinas temáticas que conectam teoria e prática. Em segundo lugar, a prática reflexiva e colaborativa, que estimula a troca de experiências entre os pares e o registro sistemático em diários de bordo. Por fim, a interação com a comunidade escolar, que assegura a permeabilidade das ações através de projetos interdisciplinares e eventos culturais que valorizam a identidade étnico-racial de forma orgânica.

    4. ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO

    A implementação operacional do plano ocorre mediante a criação do Comitê Municipal Antirracista na Educação, responsável pelo suporte técnico às unidades. A estratégia inclui a formação de multiplicadores entre coordenadores pedagógicos, o lançamento de campanhas educativas focadas na autoestima e identidade, e a adoção rigorosa de materiais didáticos que contemplem a diversidade. O processo é retroalimentado por uma avaliação contínua, garantindo que as devolutivas às unidades escolares sirvam como instrumento de aprimoramento constante das ações locais.

    5. FORMAS DE APRESENTAÇÃO NAS ESCOLAS

    A materialização do plano nas unidades escolares dar-se-á através de feiras culturais, exposições temáticas e apresentações artísticas protagonizadas pelos alunos. A produção autoral será incentivada por meio da criação de livros coletivos ilustrados e da utilização de mídias digitais, como vídeos e podcasts escolares, que abordem temas de convivência e respeito. Murais interativos e dinâmicos servirão como suporte para a narrativa das histórias afro-brasileiras, tornando o aprendizado visível e compartilhado por todos que circulam no ambiente educativo.

    6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Este Plano de Ação transcende a natureza de uma diretriz administrativa; ele representa um ato de reparação histórica e a fundação de um futuro mais digno para as próximas gerações de Arujá. Cada educador e gestor é protagonista essencial nesta mudança de paradigma, atuando como mediador de uma nova consciência social. É imperativo que nossas crianças aprendam, cotidianamente, que suas raízes são fontes de orgulho e que o direito de ocupar todos os espaços da sociedade deve ser exercido com plena autoestima e esperança. Reafirmamos que a educação é a ferramenta mais poderosa para que cada aluno sinta-se valorizado em sua singularidade e pertencimento.

    Documento elaborado pelo Núcleo Pedagógico da Secretaria de Educação de Arujá.