Categoria: Ferraz de Vasconcelos

  • Como uma medalha e painéis visuais aumentaram a leitura de alunos em até 17%

    Como uma medalha e painéis visuais aumentaram a leitura de alunos em até 17%

    Projeto “Medalha Estudante Leitor” transforma o processo de alfabetização no 1º e 2º ano ao unir acompanhamento visual, grupos de nível e celebração com a família.

    A alfabetização na idade certa é um dos maiores desafios da educação infantil. Para tornar essa jornada mais leve, motivadora e eficiente, o Projeto Medalha Estudante Leitor apostou em uma combinação simples, mas poderosa: gestão à vista, intervenção pedagógica direcionada e envolvimento da família.

    Destinada aos alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, a iniciativa transformou a rotina das salas de aula e apresentou um salto expressivo nos índices de fluência leitora da escola.

    📈 Os Números do Impacto

    Os resultados do primeiro semestre de 2026 mostram um crescimento constante após a implementação do projeto no final de 2025:

    • 1º Ano: Saltou de 12% (2024) para 29% (2026) de leitores no nível desejável — um aumento de 17 pontos percentuais.
    • 2º Ano: Subiu de 46% (2024) para 62% (2026) nos níveis desejáveis — uma alta de 16 pontos percentuais.

    “Mais do que medir resultados, o objetivo foi fazer com que as crianças entendessem a própria evolução e se sentissem orgulhosas de cada etapa conquistada.”

    Como funciona na prática?
    O projeto vai muito além de dar um prêmio ao final do ano. Ele foi estruturado em quatro pilares pedagógicos essenciais:
    Agrupamentos por Nível: Intervenções direcionadas de acordo com as necessidades específicas de cada criança.
    Visualização do Progresso (Alfabetômetro e Leiturômetro): Ferramentas visuais onde o estudante acompanha em que nível está e onde pode chegar.
    Protagonismo Infantil: A criança entende o seu percurso, tornando-se agente ativa do próprio aprendizado.
    Celebração em Família: A entrega da Medalha do Estudante Leitor conta com a presença dos pais, reforçando o vínculo entre a casa e a escola.
    A medalha deixou de ser um mero prêmio e passou a representar todo o empenho, trajetória e superação de cada criança. Uma prova de que reconhecer conquistas transforma o aprendizado!

  • Projeto “Caderno de Leitura” melhora fluência e autonomia de estudantes do 2º ano

    Projeto “Caderno de Leitura” melhora fluência e autonomia de estudantes do 2º ano

    Na EMEB Dr. Joracy Cruz, uma iniciativa pedagógica voltada para o incentivo e o aprimoramento da leitura vem transformando a rotina dos estudantes dos 2ºs anos do ensino fundamental. O projeto “Caderno de Leitura” foi desenvolvido para superar desafios de hesitação e pouca fluência leitora, promovendo autonomia, confiança e o gosto pelos livros desde os primeiros anos escolares.

    A proposta surge a partir da observação dos educadores sobre as dificuldades iniciais dos alunos diante dos textos. Para responder a essa demanda, cada estudante recebeu um material exclusivo e personalizado. As atividades e seleções textuais são organizadas respeitando o nível de aprendizagem e o ritmo individual de cada criança, avançando em complexidade à medida que a fluência e a interpretação evoluem.

    Além de textos didáticos, o caderno contempla uma ampla diversidade de gêneros textuais, como contos, poemas, parlendas, fábulas, receitas, tirinhas e notícias. A variedade amplia o repertório cultural das crianças e demonstra na prática as diferentes funções da leitura no cotidiano.

    Parceria com as famílias impulsiona resultados

    Um dos grandes diferenciais do projeto é a integração entre o ambiente escolar e a rotina doméstica. O Caderno de Leitura ultrapassa os muros da escola e passa a fazer parte do dia a dia das famílias, que são incentivadas a acompanhar e apoiar os momentos de leitura em casa. Essa proximidade fortaleceu a parceria entre pais e professores, tornando o aprendizado um processo contínuo e acolhedor.

    Os resultados obtidos já são visíveis dentro e fora da sala de aula. De acordo com a avaliação pedagógica, os alunos apresentaram avanços expressivos na entonação, no ritmo de leitura e na capacidade de interpretar e localizar informações nos textos. Crianças que antes demonstravam insegurança hoje participam das atividades com maior interesse e entusiasmo.

    Diante do impacto positivo no desenvolvimento das crianças e na melhoria dos índices de aprendizagem, a continuidade do projeto está garantida, consolidando o Caderno de Leitura como uma ferramenta fundamental para a formação de leitores leitores autônomos e conscientes.

  • Projeto “Raízes da Inclusão” une cultura afro-brasileira, sustentabilidade e acessibilidade na EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento

    Projeto “Raízes da Inclusão” une cultura afro-brasileira, sustentabilidade e acessibilidade na EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento

    Iniciativa do Atendimento Educacional Especializado (AEE) transforma o aprendizado sobre ancestralidade em uma exposição viva inspirada na árvore do Baobá.

    Promover o acesso ao conhecimento com igualdade de oportunidades e respeitar o ritmo e as necessidades de cada estudante. Foi com esse objetivo que a EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento desenvolveu o projeto “Raízes da Inclusão: Cultura, Ancestralidade e Equidade no AEE”, voltado aos alunos público-alvo da Educação Especial dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental.

    A iniciativa nasceu da necessidade de assegurar a esses estudantes um contato aprofundado e significativo com a cultura afro-brasileira e africana. Em vez de reduzir os conteúdos pedagógicos, a equipe do Atendimento Educacional Especializado (AEE) diversificou as estratégias de ensino, incorporando recursos táteis, visuais, sensoriais e materiais reutilizáveis para superar as barreiras de aprendizagem.

    Cultura, arte e recursos adaptados

    Durante as atividades, os alunos exploraram referências africanas, discutiram a diversidade de tons de pele e criaram bonecos e porta-retratos utilizando papelão, tecidos e tintas no ateliê “Raízes que Florescem”. Para garantir a participação de todos, as propostas contaram com apoio visual, ampliação de contrastes e mediação por etapas.

    O trabalho também valorizou a história de cada estudante. As famílias foram convidadas a compartilhar fotografias e memórias familiares, fortalecendo a relação entre a identidade individual, a ancestralidade e o ambiente escolar.

    Comunidade unida e compromisso com a sustentabilidade

    O projeto mobilizou toda a comunidade da EMEB Professora Primorosa Jorge do Nascimento. Além dos professores e gestores, os profissionais da limpeza e as famílias atuaram diretamente na doação de materiais, organização e registro das ações.

    A prática dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU — incluindo a Educação de Qualidade (ODS 4), a Redução das Desigualdades (ODS 10) e o Consumo Responsável (ODS 12), demonstrando como a reciclagem de materiais pode andar de mãos dadas com o aprendizado artístico e cultural.

    Um Baobá que continua crescendo

    Todas as produções dos estudantes foram reunidas para dar vida a um grande Baobá — a “Árvore da Vida” —, instalado na escola como símbolo de raízes, memória e pertencimento. A estrutura não é apenas uma mostra estática: trata-se de uma exposição viva que continuará recebendo novas criações, como poesias e trabalhos dos anos finais, ao longo de todo o ano letivo.

    Os resultados já são visíveis na maior autonomia, envolvimento e confiança demonstrados pelos alunos. Ao provar que a inclusão se faz diversificando os caminhos de acesso ao conhecimento — e não diminuindo o seu valor —, o projeto reforça o direito de cada criança de aprender, criar e se reconhecer como protagonista de sua própria história.

  • “A escola do futuro é agora”: ações de sustentabilidade e solidariedade na EMEB Antônio Schiavinati

    Com base nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, projeto da Educação Infantil da EMEB Antônio Schiavinati transforma brincadeiras em impacto real no ambiente escolar e na comunidade.

    Quem disse que grandes transformações sociais dependem apenas dos adultos? Em Ferraz de Vasconcelos, crianças de apenas quatro anos (turmas de Pré I) estão provando que a conscientização e a cidadania começam na primeira infância. Por meio de jogos, brincadeiras e vivências práticas, a escola colocou em prática os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), integrando alunos, educadores, famílias e a comunidade local.

    A iniciativa parte da premissa de que a infância é o momento mais potente para o desenvolvimento de valores humanos e ambientais. Adaptadas para a linguagem infantil, as metas globais da ONU deixaram de ser conceitos abstratos e ganharam vida no cotidiano escolar: a preservação dos recursos naturais motivou o consumo consciente de água dentro da escola e nos lares; o aprendizado sobre saúde e combate à fome resultou no cultivo de uma horta comunitária e na mudança dos hábitos alimentares das crianças.

    Além do contato com a terra e o meio ambiente, a proposta pedagógica estimulou o diálogo constante sobre o respeito às diferenças, a convivência e a importância da empatia nas relações humanas.

    Mobilização comunitária e mais de 300 agasalhos arrecadados

    O protagonismo das crianças extrapolou as salas de aula. Ao identificarem a necessidade de apoiar famílias em situação de vulnerabilidade, os pequenos idealizaram e organizaram uma campanha do agasalho. As próprias crianças criaram convites para convocar os colegas da escola e seus familiares para a ação.

    O engajamento foi expressivo: em apenas dois dias de arrecadação, os alunos coletaram, triaram, dobraram e embalaram mais de 300 peças de roupas, entregues diretamente a representantes do Fundo Social de Solidariedade do município.

    Durante a ação, além do gesto solidário, as crianças desenvolveram habilidades fundamentais para a sua formação integral, exercitando a escrita, a oralidade, o desenho, a pintura e até noções iniciais de análise de dados ao contabilizarem as doações recolhidas.

    Aprendizagem no presente

    Mais do que preparar cidadãos para o futuro, o projeto demonstra o impacto imediato da escuta atenta dos educadores às propostas e reflexões dos alunos. O resultado reflete-se na mudança de comportamento no ambiente escolar, no aumento do diálogo em casa e no fortalecimento do vínculo entre a comunidade e a instituição de ensino.

    Conforme destaca a equipe pedagógica envolvida, as crianças demonstraram ser agentes ativos e críticos do seu próprio meio, provando que a construção de uma escola inclusiva, sustentável e de qualidade não precisa ser um plano para o futuro — ela já faz parte do presente.

  • CULTURA QUE TRANSFORMA: TURBANTES, IDENTIDADES E INFÂNCIAS ANTIRRACISTAS

    CULTURA QUE TRANSFORMA: TURBANTES, IDENTIDADES E INFÂNCIAS ANTIRRACISTAS

    De uma pergunta provocadora surge uma experiência de pertencimento e construção de representatividade… vamos acompanhar um relato da experiência da equipe da EMEB Sylvia da Silveira de Martini.

    “A experiência nasceu da compreensão de que uma educação antirracista se constrói por meio de processos formativos contínuos, e não de ações pontuais.”

    A inquietação sobre como proporcionar situações de aprendizagens potentes e contextualizadas sobre a educação antirracista mobilizou a equipe da EMEB Sylvia da Silveira de Martini no ano de 2025. A atividade foi tão positiva que se transformou em uma ação que ainda reverbera pela escola e pela comunidade escolar, nascendo da compreensão de que uma educação antirracista se constrói por meio de processos formativos contínuos, e não de ações pontuais.

    Nos encontros de HTPC, as professoras ampliaram seus conhecimentos sobre as Relações Étnico-Raciais. Inspiradas por uma formação com a nigeriana Yetunde, passaram a questionar criticamente as referências negras presentes nos livros, brinquedos, imagens, espaços e propostas oferecidas às crianças. O percurso chegou às salas de aula através da literatura, conversas, apreciação artística, brincadeiras e investigação. Obras fundamentais como “A Pele que Eu Tenho” (bell hooks), “Quero colo” (Stela Barbieri e Fernando Vilela) e “O Pequeno Príncipe Preto” (Rodrigo França) impulsionaram o diálogo sobre identidade, beleza e representatividade. As crianças observaram imagens, exploraram diferentes formas de uso, escolheram materiais e criaram suas próprias composições. O processo culminou em um desfile onde cada estudante pôde apresentar sua criação, ocupar o espaço escolar e compartilhar suas descobertas com protagonismo.

    Os registros (fotografias, falas e produções) não tiveram apenas função de memória; serviram para os professores refletirem sobre as aprendizagens, replanejar propostas e dar visibilidade aos processos vivenciados pelas famílias. Como resultado positivo e transformador observa-se a ampliação expressiva do repertório sobre referências afro-brasileiras, maior engajamento nas investigações e fortalecimento da capacidade de expressar ideias sobre identidade, pertencimento e beleza, destaca-se o protagonismo infantil em todas as etapas de escolha e criação. Já na prática dos docentes gradualmente qualifica-se o olhar para mudanças estruturais na seleção de materiais, livros e propostas pedagógicas. O olhar docente tornou-se mais intencional, compreendendo que a prática antirracista é diária e contínua. Na Comunidade Escolar, A exposição cultural e a participação das famílias ampliaram a circulação das aprendizagens para além da sala de aula, integrando a cultura afro-brasileira ao cotidiano escolar, para além de datas comemorativas. A experiência provou que combater o racismo na infância exige rever escolhas adultas e garantir ambientes que afirmem a dignidade e a diversidade. O maior resultado não foi o evento em si, mas o que permaneceu: um olhar docente intencional, crianças protagonistas e uma escola comprometida em fazer da representatividade uma prática viva todos os dias.

  • Modelo sistêmico de intervenção

    Modelo sistêmico de intervenção

    Articulação de ações de gestão da Secretaria Municipal de Educação em busca de assegurar o direito de alfabetização na idade certa dos estudantes atendidos pela rede municipal.

  • Rádio Leitura

    Rádio Leitura

    EMEB Prof. Diocésio de Menezes apresenta a estratégia da “rádio da leitura”, o estimulo, o incentivo e a magia da leitura nas ondas da rádio.

  • É lava ou é larva

    É lava ou é larva

    A curiosidade das crianças de 4 e 5 anos e o processo de utilização da leitura e da escrita.

  • Projeto Povos Indígenas

    Projeto Povos Indígenas

    Secretaria Municipal de Educação lança em abril de 2023 o projeto Povos Indígenas.

    A Secretaria Municipal de Educação de Ferraz de Vasconcelos lançou neste ano o projeto Povos Indígenas, as ações do projeto objetivam a valorização da pluralidade sociocultural brasileira. A ação é inédita no município e será aplicada aos estudantes da educação infantil, fundamental e Educação para Jovens e Adultos (EJA). Professores, representantes da equipe gestora, profissionais da educação, grêmio estudantil e comunidade escolar participarão de oficinais, atividades e formações que destacam a importância dos povos na história brasileira, por meio da diversidade de indivíduos e grupos sociais, saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

    A ação formativa do projeto contará com a participação da socióloga Silvia Muiramomi, segundo ela a história indígena ferrazense considerando os dados do Censo de 2010 apresentava o registro de 198 indígenas, que se autodeclaravam pertencer aos povos pré-cabralinos.

    As atividades contarão com diversos recursos pedagógicos, como biografia de personalidades indígenas, roda de conversa, músicas/instrumentos, brincadeiras, reportagens e entrevistas, literatura, culinária, artesanato, palavras tradicionais, entre outros.

  • I BATE-PAPO INCLUSIVO

    I BATE-PAPO INCLUSIVO

    Professores do Atendimento Educacional Especializado realizam ação com familiares dos alunos atendidos no AEE.

    Professores do Atendimento Educacional Especializado – A.E.E da EMEB Maria Inês Batista Camilo Gurgel, localizado no município de Ferraz de Vasconcelos, realizaram no dia 11 de agosto, em parceria com a EMEB Thomas Rodrigues Alckmin, no Polo do AEE do município o PRIMEIRO BATE-PAPO INCLUSIVO DE 2022.
    A atividade teve como objetivo promover a interação, inclusão, acolhimento e repasse de informações relacionada ao Polo e aos atendimentos dos estudantes, bem como esclarecer possíveis duvidas sobre os atendimentos do primeiro semestre de 2022, ocasião em que aproveitamos para degustar um delicioso café da tarde com guloseimas oferecidas pela EMEB Maria Inês e pelos professores do AEE.
    A reunião contou coma presença dos pais, dos estudantes público alvo da Educação Especial e política públicas, Equipes Gestoras das Escolas que fazem parte do Polo e Coordenadoras Técnicas da SME.
    Como resultado obtivemos a melhoria e ampliação do diálogo com os pais e a empatia de uns pais para com os outros, onde muitos passaram a compreender que alguns pais tem maiores dificuldades e, nem por isso, deixam de levar seus filhos no Atendimento. Muitos pais pediram encarecidamente que outros encontros como esse possam ser realizados ao longo do ano.
    O evento se encerrou em clima de comoção, quando um vídeo foi exibido sobre as atividades realizadas pelos filhos no primeiro semestre de 2022.

    Assista um pouco sobre o bate papo no vídeo abaixo: