Autor: Secretaria de Educação de Guarulhos

  • Participantes do curso de tecnologia assistiva finalizam projetos para uso de alunos com deficiência da rede municipal

    Participantes do curso de tecnologia assistiva finalizam projetos para uso de alunos com deficiência da rede municipal

    Professores das escolas da rede municipal que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE) estão em fase de finalização e impressão de projetos resultantes do curso Desenvolvendo Soluções Inclusivas: Utilizando Impressoras 3D na Tecnologia Assistiva. Depois de confeccionados, os recursos adaptados serão utilizados pelos educandos com deficiência nas escolas da Prefeitura de Guarulhos.

    O curso, que teve início em maio e segue até meados de agosto, possibilitou aos participantes o desenvolvimento de recursos personalizados, essenciais para suprir necessidades específicas de estudantes com deficiência em sala de aula, o que fornece apoio ao processo de ensino e aprendizagem.

    Além de introdução aos conceitos de desenho, ajustes e operação do equipamento e fabricação digital com impressoras 3D, o curso também oferece aos participantes um panorama de quais materiais podem ser utilizados na criação de recursos de tecnologia assistiva.

    Criatividade

    A partir das necessidades de crianças com pouco movimento nas mãos, atendidas pelo AEE em seus polos de atuação, as professoras Adriana Silveira Gomes, da EPG Celso Furtado, e Sueli Colapietro, da EPG Padre João Alvarez, criaram um adaptador com o qual é possível segurar uma ponteira para uso de netbooks, do teclado inteligente do Tix Letramento e tablets. “Essa ferramenta vai dar condições de acessibilidade a alunos com paralisia cerebral e inclui-los nas atividades propostas, considerando suas reais necessidades com foco na eliminação de barreiras, explicou Adriana.

    Sueli destacou a criatividade do professor do AEE como fator essencial no momento de conceber os recursos a partir do que os alunos realmente precisam para avançar na aprendizagem. “Muitas vezes esse recurso não está à disposição para compra, então, você tem que pensar exatamente no tipo de material com o qual vai trabalhar, se é resistente, flexível, se não aperta, que seja confortável para a criança. Aqui no curso aprendemos a pensar de forma diferente, desenhar, criar, tentar outras maneiras quando não é possível fazer de determinada forma”, disse a docente.

    Prancha de comunicação, suporte para manuseio de netbooks e do teclado inteligente do Tix Letramento, adaptadores para copos e colheres, além de adaptadores para lápis, canetas e pinceis estão entre os recursos de acessibilidade criados pelo grupo de professores.

    Soluções para o dia a dia

    Com a Torre de Hanoy com encaixe, as professoras Nayara Spinella, da EPG Lino Ferreira de Oliveira, e Elizabeth Regina Dias, da EPG Almir Nogueira, esperam que as crianças consigam desenvolver inúmeras aprendizagens. “As peças são circulares e de encaixe, permitindo com que as crianças desenvolvam o raciocínio lógico, coordenação motora fina, movimentos de pinça, noções de maior e menor, crescente e decrescente, cores e texturas diferentes, importantes para o desenvolvimento sensorial de educandos com Transtorno do Espectro Autista”.

    De acordo com a professora Elizabeth, a torre pode ainda se desmembrar e tornar-se um chaveiro, que as mães podem levar junto à bolsa e utilizar em situações de crise. “O manuseio desse recurso acalma as crianças, evitando, assim, que as mães utilizem o aparelho celular para acalmá-las”, pontuou.

    O curso Desenvolvendo Soluções Inclusivas: Utilizando Impressoras 3D na Tecnologia Assistiva é realizado pela Prefeitura de Guarulhos, por meio da parceria entre o Departamento de Orientações Educacionais e Pedagógicas (DOEP) da Secretaria de Educação e o Laboratório de Criatividade e Inovação da Secretaria de Gestão (Esap-Lab).

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  • Professores do Atendimento Educacional Especializado realizam curso de Impressão 3D

    Professores do Atendimento Educacional Especializado realizam curso de Impressão 3D

    A Prefeitura de Guarulhos, por meio do Departamento de Orientações Educacionais e Pedagógicas (DOEP) da Secretaria de Educação, em parceria com o Laboratório de Criatividade e Inovação da Secretaria de Gestão (Esap-Lab), iniciou a segunda edição do curso Desenvolvendo Soluções Inclusivas: Utilizando Impressoras 3D na Tecnologia Assistiva. 

    Voltada a professores que atuam no Atendimento Educacional Especializado (AEE) em escolas da rede municipal, a iniciativa faz parte do Programa de Formação Permanente e tem carga de 30 horas. O curso oferece uma introdução aos conceitos de desenho e de fabricação digital com impressoras 3D, abordando tipos de materiais utilizados, ajustes e operação do equipamento, preparação de arquivos e a aplicação prática na criação de recursos de tecnologia assistiva.

    O apoio das tecnologias de desenho e de fabricação digital 3D possibilita aos professores desenvolverem ao final do curso um recurso personalizado para suprir necessidades específicas de educandos em sala de aula, atuando também como apoio ao processo de ensino e aprendizagem.

    “Durante o curso as professoras exploram as vantagens da tecnologia 3D e a aplicam de maneira prática, utilizando-a como aliada na sala de aula,” destaca o professor da Esap, Alex Garcia. 

    As professoras participantes irão apresentar os produtos resultantes do curso na Semana da Pessoa com Deficiência, que ocorrerá em agosto no Adamastor.

    O Esap-Lab integra a Escola de Administração Pública Municipal (Esap) de Guarulhos, que é ligada ao Departamento de Modernização Administrativa da Secretaria de Gestão.

  • Encontro na EPG Tizuko Sakamoto debate o impacto do uso excessivo de telas por crianças

    Encontro na EPG Tizuko Sakamoto debate o impacto do uso excessivo de telas por crianças

    O impacto das telas nos aspectos cognitivos, físicos e emocionais de crianças de 0 a 12 anos foi tema do Conselho Participativo de Classe e Ciclo (CPCC), que aconteceu na manhã desta terça-feira (8) na EPG Tizuko Sakamoto, no Conjunto Marcos Freire. Além de professores e demais profissionais da unidade, o encontro contou com as presenças das famílias dos educandos. 

    Em 13 de janeiro deste ano foi sancionada a Lei 15.100/2025, que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais em escolas públicas e privadas de todo o país. O objetivo é proteger a saúde mental, física e psíquica das crianças e dos adolescentes.

    Mediado pela vice-diretora Maria Alvani Martes, o encontro apontou impactos negativos no uso excessivo de telas, como a redução da atenção e da concentração, atrasos na linguagem, especialmente em crianças pequenas, dificuldades para dormir, aumento da irritabilidade, isolamento social e menor interesse por brincadeiras livres.

    “É importante ficar atento a alguns sinais que indicam que o uso excessivo pode estar prejudicando a criança como, por exemplo, quando ela só consegue se acalmar com telas, fica irritada quando o tempo de uso termina, perde interesse por brincadeiras e leituras ou apresenta mudanças no sono e no apetite”, apontou a vice-diretora. 

    Além de abordar a relação entre o desenvolvimento infantil e o mundo digital no que diz respeito à intensa oferta de estímulos rápidos, o encontro também ofereceu aos participantes reflexões sobre o uso adequado e alternativas a partir de diretrizes recomendadas, dentre as quais o estabelecimento de zonas e horários livres de tela e a oferta de atividades ricas e sensoriais.

    “Para ajudar a controlar o uso das telas, as famílias podem criar combinados claros sobre o tempo e o local para o uso, usar cronômetros ou alarmes para ajudar a criança a entender os limites, oferecer alternativas interessantes como livros, jogos, brinquedos e, muito importante, dar o exemplo, reduzindo o próprio uso de telas”, concluiu, Maria Alvani.

    Em atendimento aos objetivos do CPCC, que se caracteriza como um espaço no qual são discutidas as ações da escola relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem das crianças, o encontro se desdobrará no próximo semestre em projetos que resgatam o encantamento pelo brincar. 

    Dessa forma, a unidade escolar propôs intensificar, tanto na escola quanto em casa com as famílias, brincadeiras ao ar livre como pega-pega, esconde-esconde e amarelinha, jogos de roda, brincadeiras de imaginação como casinha, jogos simples como stop e forca, além de atividades artísticas como pintura e massinha caseira, que ajudam no desenvolvimento, na socialização e no equilíbrio emocional das crianças.

  • CEU Paraíso-Alvorada oferece oficina de tecnologia e segurança digital

    CEU Paraíso-Alvorada oferece oficina de tecnologia e segurança digital

    Aprender a navegar pelo mundo digital com mais segurança é um dos objetivos da oficina Monstros em Rede: Tecnologia e Segurança Digital, que acontece no dia 12 de abril, sábado, das 9h às 13h para professores, estudantes de pedagogia e pais, e das 14h às 16h para a comunidade em geral no Centro de Incentivo à Leitura do CEU Paraíso-Alvorada, na Vila Paraíso. A oficina é gratuita e tem classificação livre.

    Ministrada pela palestrante da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (RBAC), Gislaine Batista Munhoz, a oficina foi desenvolvida para ajudar profissionais da educação que atuam com estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental a entender como utilizar de forma segura, consciente, saudável e criativa os recursos digitais e a internet.

    A oficina Monstros em Rede abordará temas como letramento digital para segurança online, limites da exposição à tela, engajamento e criação digital.

    Saiba mais sobre a oficina em https://aprendizagemcriativa.org/monstros-em-rede.

    Serviço

    O CEU Paraíso-Alvorada fica na rua Dom Silvério, s/nº – Vila Paraíso, Guarulhos/SP

  • Rotina Alfabetizadora

    Rotina Alfabetizadora

    Durante os anos em que eu leciono, coloquei em prática uma rotina nas minhas turmas dos anos iniciais. Começava sempre com uma atividade mais simples com foco na alfabetização dos educandos que ainda estavam em processo de aquisição da leitura e da escrita.

    Nesse ano, com a minha turma de 2º ano, apliquei as sugestões de rotina alfabetizadora do curso LEIA, do DOEP (Departamento de Orientações Educacionais Pedagógicas), e os resultados foram muito positivos. Percebi que os educandos avançaram em suas hipóteses de escrita e melhoraram muito a coesão e coerência em produções textuais.

    As atividades de rotina alfabetizadora seguem uma sequência muito organizada, com sugestões bem elaboradas que elencam propostas diversificadas e criativas, que facilitam a aprendizagem dos educandos.
    Implantar e manter uma rotina alfabetizadora traz inúmeros benefícios, pois essa fase é crucial para o desenvolvimento cognitivo e linguístico das crianças.

    Alguns benefícios incluem:

    • Desenvolvimento da Consciência Fonológica: As crianças aprendem a identificar e manipular os sons das palavras o que facilita o aprendizado da leitura e da escrita.
    • Aprimoramento do vocabulário: As crianças têm contato diário com novas palavras, expandindo seu repertório linguístico.
    • Estímulo à leitura: Desenvolve o hábito da leitura desde cedo.
    • Melhora da escrita: As crianças começam a entender as regras da escrita aprimorando a coordenação motora fina e o reconhecimento de letras, palavras e frases.
    • Desenvolvimento da autonomia: Ao implementar uma rotina alfabetizadora, as crianças aprendem a se organizar e ter responsabilidades, o que contribui para o seu protagonismo no processo de aprendizagem.
    • Fortalecimento da criatividade e expressão: A alfabetização permite que as crianças se expressem por meio de palavras, incentivando a criatividade e a comunicação.
    • Interação Social: Com a rotina alfabetizadora as crianças se sentem mais confiantes para interagir com o ambiente escolar e social, desenvolvendo habilidades de convivência.
      Enfim, a rotina alfabetizadora, aliada às novas tecnologias disponíveis através de sites e plataformas, contribui para que o educando sinta-se mais seguro em seu aprendizado, tornando o processo mais prazeroso e eficaz.

    Professora Rute B. N. Maurelli
    EPG Amadeu Pereira Lima

  • Cotidiano na Educação Infantil

    Cotidiano na Educação Infantil

    No Cotidiano da Educação Infantil as pequenas coisas tornam-se gigantes!
    Desde o início do ano, a turma do Estágio I (crianças de 4 e 5 anos) trabalha com cantigas, parlendas, adivinhas e registra em seu caderno de leitura.

    Neste mês, começamos o trabalho com a parlenda “Um, dois, feijão com arroz”: brincamos com ela, organizamos o texto coletivamente, conversamos sobre os elementos da parlenda e várias crianças trouxeram suas preferências entre os alimentos citados no texto.

    Dentre nossas conversas, uma criança comentou que aprendeu a cozinhar arroz com sua família; uma outra que sabia o que era preciso para fazer a receita, por presenciar os familiares, diariamente cozinhando. Então, entre os demais, surgiu a questão: e como se cozinha o arroz? Muitos olhinhos brilhando, interessados, querendo saber!

    Pesquisar as receitas digitalmente, com o uso dos netbooks, projetando-as para possibilitar à turma compará-las, também trouxe diversas observações do grupo. Receita, ingredientes, modo de fazer… Uma criança questionou: “nossa sala não tem fogão. Como podemos cozinhar?” E um debate surgiu sobre as possibilidades.

    Organizamos as ações no calendário da sala para acompanharmos juntos o processo, com uma panela elétrica e a receita escrita para visualização de todos, combinamos a quantidade pensando que todos poderiam comer, duplicamos a receita e seguimos até chegar na execução. Cada criança contribuiu com uma porção, para compor as duas xícaras de arroz combinadas. Seguimos a receita até o momento mais esperado: a mistura dos ingredientes na panela! Admirando o vapor que subia, o som que da mistura se ouvia, cada criança deu sua contribuição ao mexer os ingredientes com a grande colher. Durante a espera, registramos o processo junto ao texto, no caderno de leitura.

    Quando a panela sinalizou que o arroz estava pronto, que festa! Servimos nosso produto para a degustação de todos e trocamos nossas impressões. “Esse é o arroz mais delicioso da minha vida”, disse uma das crianças, toda orgulhosa!

    Juntos, lavamos os utensílios utilizados e surgiu a ideia de compartilhar as receitas com as famílias, para possível construção de novas memórias, cheias de afeto, revisitando a vivência e partilhando o entusiasmo das aprendizagens e saberes construídos.

    Atividades desenvolvidas na EPG Rogério Damião de Freitas.
    Professora Silvia L. B. Fructuoso

  • A importância das intervenções do professor no processo de alfabetização

    A importância das intervenções do professor no processo de alfabetização

    Ser professora e não falar da importância das intervenções é inevitável. Na alfabetização, então, é uma parte crucial do meu trabalho, pois assim, torno a experiência com educandos mais desafiadora, gratificante e enriquecedora.

    Entendo que não tem como ensinar sem passar por esse processo de construção de um educando ativo, afetivo e social e como professora, o meu papel de mediadora, é constante para que eles sejam confrontados com o objeto de conhecimento.

    Desde o início do ano letivo, me dediquei para identificar e compreender as necessidades de cada um. Através de sondagens periódicas, consegui identificar onde os educandos precisavam de maior suporte, como a consciência fonológica, a decodificação de palavras e a compreensão de textos. Essa identificação precoce foi fundamental para direcionar minhas intervenções de forma eficaz.

    A alfabetização na idade certa é fundamental e abre portas para o conhecimento e compreensão do seu papel na sociedade, e o meu papel neste processo, é garantir que cada educando desenvolva essas habilidades de maneira sólida.

    Para que isso pudesse acontecer, combinei e ajustei, constantemente, intervenções com uso de recursos adicionais (letras móveis e jogos), atividades de fluência de leitura, onde líamos em voz alta juntos e discutíamos as estratégias utilizadas para decodificar as palavras.

    Além disso, as atividades lúdicas no processo de aprendizagem , como jogos de rimas e atividades de correspondência entre letras e sons, tornaram o aprendizado mais envolvente e divertido, e os agrupamentos produtivos promoveram um ambiente positivo e estimulante.

    A parceria com as famílias também foi peça chave neste percurso. Organizei reuniões para discutir o progresso das crianças e mostrei o quanto faz diferença a participação deles.

    Em suma, minha intervenção orientada por uma abordagem personalizada, envolvente e colaborativa, através de diagnósticos precisos, práticas adaptadas para que esse processo de alfabetização seja eficaz.

    A experiência tem sido profundamente gratificante, e estou animada para continuar apoiando e acompanhando o crescimento dos educandos nesse 1o ano do processo de alfabetização.

    Professora Gisele Bertoni
    EPG Professora Nadja Maria Seabra Santos

  • Guarulhos avança na educação bilíngue para surdos

    Guarulhos avança na educação bilíngue para surdos

    Proporcionar uma educação bilíngue de qualidade e garantir a igualdade de oportunidades para bebês, crianças, jovens e adultos surdos de Guarulhos. A rede municipal se compromete dia a dia com o avanço nas políticas públicas de inclusão, como a oferta de classes bilíngues para surdos, curso de português para surdos, dentre outras ações de acessibilidade, respeito e valorização das diferenças.

    Regulamentada em 2019 pela lei municipal 7.795, a criação das classes bilíngues nas Escolas da Prefeitura de Guarulhos é um marco importante na educação da cidade para a garantia dos direitos linguísticos, culturais e educacionais dos educandos surdos. Desde então, as ações têm contribuído ativamente para a socialização dos estudantes surdos e ouvintes dentro do ambiente escolar.

    A iniciativa visa a atender necessidades específicas de cada criança e valorizar a identidade linguística e cultural da comunidade surda, além de assegurar seu pleno desenvolvimento cognitivo e social com as famílias.

    Atualmente a rede municipal de ensino atende cerca de 70 alunos surdos e conta com três polos, nas EPGs Crispiniano Soares, no Jardim Bom Clima, Edson Nunes Malecka, no Jardim Ponte Alta, e Anísio Teixeira, na Vila Paraíso. Recentemente houve a retomada do trabalho com os surdos da Educação de Jovens e Adultos na EPG Dorival Caymmi, na Vila Any.

    “Estamos plenamente satisfeitos com o amor que os professores têm em ensinar, o modo como a escola acolheu o meu filho e por nos orientar. Antes estávamos perdidos, sem um norte a seguir, e hoje sabemos como agir e aceitamos com alegria. A integração com os pais é um diferencial em relação à antiga escola, que não tinha classe bilíngue para surdos. Nós participamos de palestras, reuniões que nos dão voz, troca de experiências, além de conhecermos o ambiente escolar em que o nosso filho passa boa parte do tempo”, elogiou Eliseu Custódio Martins, pai de Lukas Santos Martins, de oito anos, aluno do estágio I da EPG Anísio Teixeira.

    O pai destacou ainda a boa interação que o filho teve com a turma. “Agora o Lukas é compreendido, não fica isolado, é aceito. E nós entendemos que a língua que ele se comunica é Libras (Língua Brasileira de Sinais)”.

    Inclusão para todos

    Em 2022 teve início o atendimento de bebês surdos de zero a três anos, matriculados nas escolas de educação infantil (creches) da rede municipal, iniciativa alinhada à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, segundo a qual a oferta de educação bilíngue de surdos terá início no ano zero do bebê, na educação infantil e se estenderá ao longo da vida.

    O atendimento reforça a importância que as famílias têm na aprendizagem e na comunicação de crianças surdas, com a utilização de Libras como língua de instrução e mediação e o português escrito como segunda língua.

    Formações específicas para professores bilíngues

    A Secretaria de Educação promove diversas formações que aprofundam as singularidades das crianças surdas e seu processo de aprendizagem, as relações entre língua e linguagem e o ensino das primeiras enunciações.

    “A rede municipal oferece atendimento por meio de uma professora itinerante, rodas de conversa sistemáticas com as famílias, formação em Libras para os professores das escolas dos bebês e formação específica com os professores bilíngues, além de acompanhar o processo de transição da creche para a escola da criança. Realizamos um trabalho que é referência no Estado de São Paulo para a comunidade surda, principalmente na primeira infância”, explica Rafael Miguel, coordenador de Programas Educacionais da secretaria, sobre o uso de Libras como direito linguístico.

    Curso de português para surdos

    A Prefeitura oferece ainda o curso de português como segunda língua para surdos gratuitamente no Centro Municipal de Educação e Artes (Cemear). As aulas tiveram início em 2022 com o objetivo de ampliar o conhecimento da leitura e da escrita da língua portuguesa para crianças e jovens com idades entre dez e 17 anos.

    As aulas de português são ministradas com o uso de Libras como primeira língua aos participantes por meio de vivências, dinâmicas, jogos e encaminhamentos didático-metodológicos adequados às suas peculiaridades linguísticas.

    Nesse contexto, a Língua Brasileira de Sinais assume a centralidade no processo e tem o papel de língua de instrução e de mediação para o desenvolvimento do aprendizado paulatino da língua portuguesa na modalidade escrita. Sendo assim, Guarulhos avança cada vez mais como potente espaço formativo, inclusivo, público e gratuito para alunos surdos.

    Saberes em Casa

    Durante a pandemia a Prefeitura de Guarulhos lançou o programa diário Saberes em Casa, com uma série de atrações para crianças, adolescentes, jovens e adultos, veiculado no YouTube pelo portal da Secretaria de Educação. Na época também esteve presente em alguns canais de TV da cidade.

    Além de toda a programação possuir um intérprete de Libras, o programa apresenta o quadro Libras em Casa, que tem como objetivo acessar o currículo por meio da Língua Brasileira de Sinais a partir do ensino, da construção, do aprofundamento e do compartilhamento de diversos conhecimentos.

    As propostas contribuem para a difusão e o uso de Libras pelos educandos surdos, permitindo também que, gradativamente, construa-se um caminho da Libras como língua adicional de muitas crianças ouvintes para que possam aprender e produzir suas primeiras sinalizações a partir do programa.

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  • Heraldo News chega à 3ª edição com distribuição gratuita no Jardim Tranquilidade por educandos em Guarulhos

    Heraldo News chega à 3ª edição com distribuição gratuita no Jardim Tranquilidade por educandos em Guarulhos

    A EPG Heraldo Evans acaba de lançar a 3ª edição do Heraldo News, veículo de comunicação estudantil elaborado por alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, professores, gestores e equipe escolar. Na última semana, a banca de jornais Conjunto Padre Bento, no Jardim Tranquilidade, fez a distribuição gratuita da publicação para a comunidade do entorno, tiragem que chegou a 500 exemplares.

    Dentre os destaques dessa edição está a reportagem de capa sobre ações de incentivo à leitura durante o Abril Literário, elaborada por alunos do 3º ano B sob coordenação da professora Luci Prado. “Quando eu crescer eu quero escrever um livro ou escrever para um jornal. Porque eu já escrevi três matérias aqui nessa escola que já saíram no jornal, e eu ainda vou escrever mais”, disse a aluna Catarina Campos Santos, animada com a publicação.

    A cobertura jornalística que a equipe de repórteres mirins da EPG Heraldo Evans fez da 3ª Bienal Internacional do Livro de Guarulhos em março também mereceu destaque especial na nova edição, reportagem completa com entrevistas a visitantes, escritores e expositores das editoras. 

    “As meninas estão muito animadas, falam o tempo todo em casa do Heraldo News. Eu acho muito importante esse tipo de trabalho para a educação delas, porque todos os alunos trabalharam juntos, se expressaram e são ouvidos”, disse Patrícia Dara de Oliveira Barbosa, mãe das alunas Ester, do 2º ano, e Nathaly, do 5º.

    Os alunos do 5º ano da professora Nilva Novaes participaram ativamente da seção Reportagem Especial com informações sobre o combate e resultados do projeto Juntos Contra Dengue, ação de grande interesse público. “O jornal Heraldo News e a iniciativa de divulgação e distribuição envolvendo as famílias e toda a comunidade fazem toda a diferença na formação de nossas crianças, pois as tornam protagonistas do trabalho que realizariam anonimamente se não houvesse o jornal. Tenho muito orgulho de fazer parte desta equipe!”, comemorou a educadora.

    Com a publicação em mãos ou com a versão digital, os leitores também poderão escanear um QR Code e ouvir a música A Dengue, composição dos alunos do 2º ano B, que sob coordenação da professora Karina Lima estudaram o gênero canção, fizeram pesquisas sobre a dengue, análises e brincadeiras de karaokê. 

    “Para fazer a música da dengue, primeiro a gente pesquisou no computador do ciclo de vida do mosquito, não pode deixar água parada e outras coisas. Essa parte foi fácil, mas o difícil foi fazer rima”, explicou Gustavo de Melo Fernandes, orgulhoso ao ouvir a música que ajudou a compor na plataforma de inteligência artificial.

    De acordo com Antônia Acosta, a Toninha, diretora da EPG Heraldo Evans, a participação da turma que produziu a canção foi uma experiência enriquecedora para as crianças e para os adultos também. “A atividade beneficiou a alfabetização e aprendizagens dos alunos, estimulando a criatividade, a expressão, a leitura, a escrita, o trabalho em equipe e a comunicação”, disse a gestora. 

    Para Toninha, a experiência significativa de elaboração do jornal em todas as suas fases, do estudo dos gêneros para a produção textual, edição, publicação e distribuição, vai muito além do desenvolvimento de habilidades linguísticas, sociais e emocionais dos alunos ao promover uma atividade memorável que, certamente, deixará marcas positivas no percurso educacional das turmas.

  • Alunos da EPG Visconde de Sabugosa enviam cartinhas e brinquedos para crianças do Rio Grande do Sul

    Alunos da EPG Visconde de Sabugosa enviam cartinhas e brinquedos para crianças do Rio Grande do Sul

    O sofrimento e esperança de crianças do Rio Grande do Sul, retratados em diversas reportagens sobre a catástrofe que abalou o estado com as fortes chuvas nas últimas semanas, despertou o carisma e empatia dos alunos do 2º ano do ensino fundamental da EPG Visconde de Sabugosa, em Cumbica. Nesta sexta (24), a partir das 7h, os alunos trarão brinquedos e cartinhas de apoio às crianças para a unidade escolar, que serão destinados à região sul no país no próximo sábado, em ação coordenada por entidade cristã beneficente da cidade.

    Diante de um trabalho com o gênero textual Notícia e atenta à curiosidade e apelo de seus alunos, a professora Ana Paula Riberti trouxe uma reportagem publicada pela jornalista Sofia Mayer em 11 de maio de 2024 (https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2024/05/11/criancas-de-sc-colocam-cartinhas-dentro-de-doacoes-para-vitimas-das-chuvas-no-rs-voce-nao-esta-sozinho.ghtml), sobre ação solidária de estudantes do 2º e 5º ano de uma escola municipal de Chapecó (SC), que decidiram enviar cartinhas de apoio às crianças desabrigadas no Rio Grande do Sul.

    Imediatamente, os alunos de Guarulhos questionaram a professora Ana Paula se também poderiam escrever as cartinhas. “Eles não ficaram só nisso, não. Os alunos também tiveram a ideia de enviar junto com a cartinha um brinquedo que não utilizavam mais”, explicou Ana Paula, que imediatamente comunicou aos pais sobre a decisão da turma.

    Ana Paula contou ainda que, enquanto confeccionavam as cartinhas, surgiram alguns comentários, como: “Achei maravilhoso porque estão passando por uma situação difícil e as cartinhas vão deixá-los mais felizes”, disse Laura Sousa Rodrigues, de 7 anos. Já Elisa Gonçalves Pereira pensou na alegria das crianças ao receber os regalos: “As crianças do Rio Grande do Sul estão em uma situação muito ruim e ter uma cartinha alegre para elas e um brinquedo vai ser bem legal”. Mas foi o Lorenzo Santos Ribeiro quem demonstrou entender o valor da coragem do povo gaúcho: “Espero que esvazie logo tudo por lá, para que as crianças possam voltar a brincar”.

    A finalização da atividade teve como culminância a organização das cartinhas junto aos brinquedos, que seguirão agora rumo ao Rio Grande do Sul. “A turma compreendeu que, a partir do momento em que doamos algo, não nos pertence mais. Ao se colocar no lugar das crianças que irão receber os brinquedos e as cartas, elas também compartilharão desse momento de felicidade”, disse a professora Ana Paula.