Autor: Secretaria de Educação de Guararema

  • De onde vem a feijoada? Crianças da Educação Infantil transformam o almoço em investigação sobre cultura e ancestralidade

    De onde vem a feijoada? Crianças da Educação Infantil transformam o almoço em investigação sobre cultura e ancestralidade

    Experiência realizada na Escola Municipal Professora Áquie Erruzo de Lara une alimentação, literatura, investigação e valorização das relações étnico-raciais

    Uma simples refeição prevista no cardápio escolar se transformou em uma rica experiência de aprendizagem para as crianças da Escola Municipal Professora Áquie Erruzo de Lara. A partir da pergunta “De onde vem a feijoada?”, os estudantes foram convidados a investigar, levantar hipóteses e conhecer histórias relacionadas à cultura e à ancestralidade brasileira.

    A experiência, intitulada “Raízes que nos Habitam: do cardápio à investigação — sabores, histórias e ancestralidades na Educação Infantil”, integra o projeto “Raízes que nos Habitam: Infâncias que Sentem, Vivem e Celebram a Diversidade”, desenvolvido pela escola com o propósito de promover, desde a infância, o reconhecimento das identidades, a valorização da diversidade cultural e a construção de relações pautadas no respeito.

    A proposta nasceu de uma situação cotidiana: o momento da alimentação. Em determinado dia, o cardápio da escola apresentava feijoada campeã de pernil com legumes e farofa. A presença do prato despertou a curiosidade das crianças e abriu espaço para transformar uma situação comum da rotina escolar em uma experiência de investigação e aprendizagem.

    Para iniciar a atividade, a equipe pedagógica apresentou uma panela grande e os ingredientes ainda crus. As crianças puderam observar, identificar e comentar os alimentos, compartilhar conhecimentos prévios e relatar experiências relacionadas às refeições vivenciadas em suas famílias. A partir das observações, levantaram hipóteses e formularam perguntas.

    A investigação ganhou novos caminhos por meio da literatura. As crianças participaram da leitura do livro “Feijoada”, de Sonia Rosa, estabelecendo relações entre o alimento presente em seu cotidiano e aspectos da história e da cultura brasileira.

    As conversas possibilitaram abordar, de maneira adequada à faixa etária, a presença e as contribuições das culturas africanas e afro-brasileiras para a formação da cultura brasileira, valorizando seus saberes, histórias e modos de viver. A proposta priorizou a escuta, a curiosidade e a participação ativa das crianças.

    Depois da investigação, as crianças tiveram a oportunidade de vivenciar a refeição e encontraram no almoço a feijoada campeã, acompanhada dos demais alimentos previstos no cardápio. Dessa maneira, puderam relacionar o que haviam observado, questionado e discutido com uma experiência concreta da própria rotina escolar.

    A experiência também contribuiu para ampliar o repertório cultural das crianças, estimular a curiosidade e a investigação, desenvolver a oralidade e fortalecer a capacidade de compartilhar conhecimentos e experiências. Além disso, favoreceu a valorização das diferentes culturas que constituem a sociedade brasileira.

    Para a equipe pedagógica, a experiência revelou uma importante possibilidade: o cotidiano da escola pode se transformar em um potente território pedagógico. Uma refeição pode desencadear uma investigação; uma panela pode provocar perguntas; os ingredientes podem gerar descobertas; e um livro pode ampliar o olhar das crianças sobre a história e a cultura.

    A prática também reforça a importância de trabalhar a Educação das Relações Étnico-Raciais de forma contínua, integrada às experiências cotidianas das crianças e não apenas em datas ou períodos específicos do calendário escolar.

    Ao transformar o momento da alimentação em uma experiência de investigação, a Escola Municipal Professora Áquie Erruzo de Lara reafirma o compromisso com uma Educação Infantil que reconhece e valoriza a diversidade, promove o respeito e possibilita que as crianças construam conhecimentos a partir de experiências concretas, significativas e culturalmente contextualizadas.

    Mais do que conhecer um prato, as crianças descobriram que os sabores também contam histórias — e que conhecer essas histórias é uma forma de valorizar nossas raízes.

  • Educação Inclusiva: Escola Municipal Keisaburo Honda promove avanços na alfabetização com o Programa Aprendizagem Garantida

    Educação Inclusiva: Escola Municipal Keisaburo Honda promove avanços na alfabetização com o Programa Aprendizagem Garantida

    Práticas diversificadas e acompanhamento individualizado fortalecem a aprendizagem, a autonomia e a participação dos estudantes

    A Escola Municipal Keisaburo Honda, em Guararema, desenvolveu, entre março e agosto de 2026, uma experiência de Educação Inclusiva voltada aos estudantes do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, por meio do Programa Aprendizagem Garantida – PAG.

    O trabalho teve como principal objetivo garantir oportunidades de aprendizagem para todos os estudantes, respeitando seus diferentes ritmos, potencialidades e necessidades educacionais, com atenção especial à alfabetização e à recomposição das aprendizagens.

    A experiência foi desenvolvida pela professora Cecília Santos Oliveira de Alvarenga e teve início a partir da identificação das necessidades de aprendizagem dos estudantes, especialmente daqueles que apresentavam defasagens relacionadas à consciência fonológica, ao reconhecimento do sistema de escrita alfabética, à leitura, à escrita e à compreensão textual.

    Para enfrentar esses desafios, foram utilizadas diferentes estratégias pedagógicas, entre elas jogos de alfabetização, atividades lúdicas, materiais concretos e manipuláveis, recursos visuais, leitura compartilhada e individual, produção de textos, metodologias ativas e tecnologias educacionais.

    As propostas também contemplaram desafios matemáticos, resolução de problemas e atividades colaborativas, além da adaptação de propostas e do acompanhamento pedagógico individualizado.

    Um dos eixos centrais do trabalho foi o desenvolvimento da consciência fonológica, com atividades voltadas à percepção, identificação, segmentação, síntese e manipulação de sílabas e fonemas. O trabalho sistemático contribuiu para a consolidação da hipótese alfabética e para o avanço no processo de leitura e escrita.

    Durante todo o desenvolvimento da experiência, os estudantes foram acompanhados por meio de observações, registros e avaliações diagnósticas e formativas. Essas informações permitiram identificar as necessidades individuais e realizar intervenções pedagógicas específicas, reorganizando as estratégias sempre que necessário.

    Os resultados observados ao longo do trabalho apontam para avanços significativos no processo de aquisição da leitura e da escrita, especialmente entre os estudantes que apresentavam defasagens na alfabetização. Também foram observados avanços na consciência fonológica, na fluência leitora, na compreensão textual e na produção escrita.

    Além dos resultados relacionados às aprendizagens, os estudantes passaram a demonstrar maior segurança para ler e escrever, maior autonomia e confiança diante de novos desafios.

    A experiência desenvolvida na Escola Municipal Keisaburo Honda demonstra a importância de práticas pedagógicas planejadas a partir dos princípios da Educação Inclusiva e articuladas ao acompanhamento sistemático das aprendizagens.

    Mais do que promover avanços na alfabetização, a experiência reforça a importância de construir uma escola em que todos possam participar, aprender e desenvolver suas potencialidades.

    A iniciativa reafirma o compromisso da Escola Municipal Keisaburo Honda com uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, valorizando as singularidades de cada criança e fortalecendo o direito de aprender.

  • “Acolher e Nutrir”: projeto promove alimentação saudável, inclusão e cuidado com o planeta na E.M. Nossa Senhora da Escada

    “Acolher e Nutrir”: projeto promove alimentação saudável, inclusão e cuidado com o planeta na E.M. Nossa Senhora da Escada

    A E.M. Nossa Senhora da Escada desenvolveu, com as crianças do Jardim II A, a experiência “Acolher e Nutrir: respeitando as diferenças e cuidando do planeta”, uma proposta que uniu alimentação saudável, inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento de habilidades para a vida em comunidade.

    Desenvolvida pela professora Cintia Prado Mota da Cruz, a iniciativa nasceu do desejo de aproximar todas as crianças, especialmente aquelas que apresentam necessidades específicas de inclusão, das experiências relacionadas aos alimentos, respeitando o tempo, as preferências, as sensibilidades e as diferentes formas de cada criança conhecer e interagir com o mundo.

    Durante as atividades, a escola considerou que, para algumas crianças, a aproximação com determinados alimentos pode representar um desafio devido às características sensoriais, como texturas, aromas, temperaturas, cores e sabores.

    A partir dessa percepção, foram criadas experiências acolhedoras e respeitosas, nas quais experimentar não significava necessariamente comer. O contato com os alimentos pôde começar pelo olhar, toque, cheiro, observação, manipulação e curiosidade, permitindo que cada criança participasse de acordo com suas possibilidades e seu próprio tempo.

    Essa abordagem transformou os momentos relacionados à alimentação em oportunidades de investigação e descoberta. A sala de referência tornou-se um verdadeiro espaço de exploração, no qual cada alimento possibilitou experiências sensoriais, descobertas, compartilhamento de histórias, valorização dos saberes familiares e diferentes formas de participação.

    A experiência mostrou que falar sobre alimentação saudável vai muito além de conhecer alimentos e seus benefícios. Ao longo das vivências, as crianças tiveram a oportunidade de desenvolver atitudes de responsabilidade, cooperação, empatia, autonomia, cuidado, respeito e solidariedade.

    Compartilhar os alimentos, esperar o colega, ajudar no preparo, cuidar da horta e valorizar cada etapa do processo foram ações que contribuíram para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e para a compreensão de que as escolhas individuais também podem interferir na vida coletiva.

    A proposta também valorizou os conhecimentos que as crianças trazem de suas próprias experiências. Ao relacionar os conteúdos trabalhados à história, à família, à cultura, ao território e ao cotidiano dos estudantes, a aprendizagem ganhou significado e passou a fazer parte da maneira como as crianças compreendem e se relacionam com o mundo.

    Nesse sentido, trabalhar a alimentação saudável, o aproveitamento integral dos alimentos e o cuidado com a natureza também significou abordar temas como vida em comunidade, pertencimento, respeito, diversidade e responsabilidade com o futuro.

    A experiência desenvolvida no Jardim II A evidencia como situações presentes no cotidiano das crianças podem se transformar em potentes oportunidades de aprendizagem.

    Ao respeitar as singularidades de cada criança e ampliar as possibilidades de participação, a proposta aproximou inclusão, alimentação saudável, sustentabilidade e convivência, mostrando que cuidar, aprender e conviver são dimensões que caminham juntas na Educação Infantil.

    Mais do que ensinar sobre alimentos, a experiência convidou as crianças a olhar, sentir, investigar, compartilhar, cuidar e participar, construindo aprendizagens que ultrapassam os limites da sala de aula.

  • “SITE DA TURMA, UMA EXTENSÃO VIVA DA SALA DE AULA”

    “SITE DA TURMA, UMA EXTENSÃO VIVA DA SALA DE AULA”

    PRÁTICA DESENVOLVIDA NA EM “Prof.ª ÁQUIE ERRUZO DE LARA”

    Para as crianças, o site representa a oportunidade de exercer protagonismo desde cedo. Mesmo pequenas, as crianças puderam participar ativamente escolhendo fotos, registrando falas ou produzindo trabalhos artísticos que foram publicados. Essa visibilidade fortalece suas vozes, valoriza suas produções e gera motivação para novas criações. Ao verem seus trabalhos expostos, elas sentem orgulho, despertando maior interesse em escrever, desenhar e contar histórias. Além disso, quando o site traz textos curtos, legendas ou áudios elaborados pelos próprios alunos, o contato com a função social da leitura e da escrita se torna real e significativo. 

    Nesse processo, a tecnologia deixa de ser apenas um espaço de consumo e passa a ser compreendida como uma linguagem de expressão.

    No âmbito familiar, o site aproxima a escola da casa, permitindo que os pais acompanhem de perto o desenvolvimento da turma. Ao verem seus filhos como autores, artistas e narradores de suas próprias experiências, as famílias reconhecem e valorizam ainda mais as aprendizagens. Essa interação favorece o diálogo, pois os conteúdos publicados podem gerar conversas em casa sobre os projetos e atividades escolares, estreitando vínculos entre crianças, pais e a escola.

    Já no contexto escolar, a iniciativa amplia a transparência e a visibilidade do trabalho pedagógico, mostrando a riqueza do que acontece na educação infantil. 

    Além disso, promove uma cultura de registro, pois a professora documenta com maior frequência e intencionalidade os processos de aprendizagem, refletindo sobre eles.

    O site também funciona como uma memória coletiva da turma, constituindo-se em um verdadeiro portfólio digital que registra trajetórias individuais e coletivas.

    Nesse sentido, o impacto pedagógico é profundo. Um site da turma contribui para tornar a aprendizagem mais significativa, uma vez que as produções das crianças ganham circulação real e passam a ter função social. Ele também incentiva a autoria, a criatividade e a cooperação, integrando diferentes linguagens como texto, imagem, áudio e vídeo. 

    Por fim, promove desde cedo o letramento digital, preparando as crianças para compreenderem a tecnologia como ferramenta de comunicação e construção de conhecimento.

    Assim, ao ser pensado como parte integrante do processo educativo, um site da turma não apenas registra momentos, mas potencializa aprendizagens, fortalece laços e amplia as possibilidades de expressão das crianças no mundo contemporâneo.

    IMPORTÂNCIA DA EXPERIÊNCIA NO CONTEXTO LOCAL

    A criação de um site para a turma, representa uma oportunidade única de potencializar as aprendizagens a partir do contexto local. Ao mesmo tempo em que a vivência no bairro, nas praças, festas populares ou pontos históricos torna os conteúdos escolares mais significativos, o site amplia o alcance dessas experiências, permitindo que elas sejam registradas, compartilhadas e revisitadas. Dessa forma, o que poderia se perder no cotidiano ganha permanência e função social.

    Para as crianças, ver suas produções publicadas — sejam desenhos, textos, fotos ou relatos orais — é motivo de orgulho e incentivo à participação. O protagonismo infantil se fortalece, pois elas percebem que aquilo que produzem e vivenciam possui valor e merece ser mostrado. 

    Esse movimento contribui para a alfabetização, já que o ato de escrever e ler passa a ter uma finalidade concreta: comunicar experiências reais para um público de verdade. Além disso, o site favorece o desenvolvimento do letramento digital, aproximando as crianças das linguagens tecnológicas desde cedo.

    O registro das vivências contribui para o fortalecimento da autoestima e para o respeito à diversidade cultural, mostrando que cada tradição, cada história e cada modo de viver têm importância e merecem ser preservados.

    No relacionamento com as famílias, o site cumpre um papel essencial de aproximação. Ao acessarem as produções dos filhos, os responsáveis se sentem mais conectados ao processo de aprendizagem e reconhecem o valor do trabalho pedagógico realizado. Essa interação favorece o diálogo em casa sobre os projetos e propostas, estreitando os laços entre escola, família e comunidade.

    Nesse sentido, o impacto pedagógico é evidente. O site transforma experiências locais em oportunidades de autoria, cooperação e reflexão. Ele integra diferentes linguagens, fortalece a memória coletiva e estimula a consciência cidadã, ao mesmo tempo em que amplia o alcance da aprendizagem para além dos muros da escola. Assim, unir o registro digital às vivências cotidianas torna o processo educativo mais significativo, participativo e conectado à realidade em que as crianças estão inseridas.

  • No clima da COP 30, alunos se apropriam das mídias e tecnologias para mobilizar campanha em prol do meio ambiente

    No clima da COP 30, alunos se apropriam das mídias e tecnologias para mobilizar campanha em prol do meio ambiente

    O meio ambiente é uma pauta emergente! E a escola, como uma agência de comunicação, é uma das responsáveis em informar a comunidade acerca de temáticas que carecem de conhecimento, entendimento, conscientização e, sobretudo, mobilização!  Quem melhor para contribuir com este fluxo informativo? Os alunos!  E são eles, no papel de comunicadores, que ajudam a multiplicar uns aos outros seus conhecimentos, sobretudo, os que visam à melhoria do planeta! 

    Em clima de COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que, neste ano, será realizada em Belém do Pará, no Brasil, as turmas da Escola Municipal Keisaburo Honda, de Guararema, se comprometeram em promover uma educação voltada à sustentabilidade, com foco em uma cidadania ambiental ativa, com vista à justiça climática. Como? Por meio do projeto “Going Green – Small Actions, Big Changes” (Seja sustentável – Pequenas Ações, Grandes Mudanças). 

    A iniciativa foi realizada pela professora Suéller Costa, entre os meses de abril e junho de 2025, com os grupos do 1º ao 5º ano, durante as aulas de Língua Inglesa. Por se tratar de uma disciplina multidisciplinar, debates de apelo mundial e que interferem no âmbito estadual, regional e local sempre entram em seu planejamento. Norteada pelos princípios da Educomunicação, que semeia um educar pela comunicação, a sequência didática das suas aulas reúne um ciclo de atividades que promova entre os estudantes o direito à comunicação, fazendo jus aos potenciais estudantis para o desenvolvimento de projetos que façam a diferença na formação dos alunos e impactem positivamente a comunidade escolar.

    A justiça climática é uma dessas pautas, que entrou no circuito dos debates no âmbito escolar. Com foco nas questões ambientais, o projeto envolveu a comunidade escolar em uma campanha de conscientização sobre a importância de cuidar e agir em prol do meio ambiente. Inicialmente, foram apresentados dados sobre questões ambientais, como o consumo excessivo de lixo, o descarte incorreto, a poluição da água e do ar, o desperdício de recursos como água, comida e papel, e os danos à população — tanto em relação aos espaços físicos (enchentes que têm destruído lares) quanto à saúde (doenças respiratórias).

    Após um extenso debate com participação ativa das turmas, os alunos produziram o “Guia Going Green”, com frases ilustradas que traziam dicas para conservar o planeta, como: tomar banhos rápidos, fechar a torneira, doar roupas, desligar a energia, não jogar lixo no chão, reciclar, dentre outras. As dicas foram inspiradas nos 3 Rs (Reduce, Reuse, Recycle), enfatizados durante as aulas. O guia foi apresentado em um showcase e complementado por um vídeo produzido pelos alunos, reforçando o slogan da campanha: com pequenas ações, podemos trazer grandes mudanças ao planeta.

    Um dos grandes diferenciais do projeto foi o uso estratégico das mídias e tecnologias digitais. A produção audiovisual, os jogos gamificados, os recursos multimodais e as ferramentas digitais utilizadas ao longo do processo mostraram como a tecnologia pode ser uma aliada poderosa na construção de uma educação mais significativa, conectada e transformadora.

    Ao integrar vídeos, imagens, plataformas interativas e recursos de comunicação digital, os alunos não apenas aprenderam sobre sustentabilidade, mas também desenvolveram competências digitais e midiáticas essenciais para o século XXI. A campanha Going Green tornou-se, assim, um exemplo de como novas metodologias e abordagens — como a gamificação, o trabalho colaborativo e o uso de mídias digitais — podem potencializar o processo de ensino e aprendizagem, tornando-o mais dinâmico, engajador e conectado à realidade dos estudantes.

    Para consolidar os aprendizados, foi realizada uma atividade gamificada com foco nos novos termos, expressões e estruturas gramaticais estudadas transversalmente (como os auxiliares do e don’t, phrasal verbs como turn off, pick up e turn on, e os termos waste, save, protect, help). Os alunos foram divididos em trios e participaram de quatro fases propostas, por meio das quais a professora pôde ter um panorama avaliativo dos alunos com relação ao projeto.

    A cada acerto, os grupos ganhavam Going Green Coins (moedas personalizadas). Ao final, foram eleitos os três principais “Guardians of the Planet” (Guardiões do Planeta), que receberam medalhas simbólicas e um convite para continuar comprometidos com a proteção do planeta. Todos os participantes receberam um bracelete Going Green, como lembrança das mensagens discutidas ao longo do projeto.

    Projetos como esse mostram que é possível integrar temas globais como a COP 30 ao cotidiano escolar de forma significativa, mesmo com crianças dos anos iniciais. Ao promover o protagonismo estudantil, a interdisciplinaridade, o uso de tecnologias e o engajamento comunitário, a escola se torna um espaço de transformação — onde pequenas ações se tornam sementes de grandes mudanças, e onde a educação ambiental se entrelaça com a educação digital e midiática para formar cidadãos mais conscientes, críticos e atuantes.

  • “BRINCANDO COM AS PALAVRAS: O ENCANTO DAS PARLENDAS”

    “BRINCANDO COM AS PALAVRAS: O ENCANTO DAS PARLENDAS”

    As parlendas são recursos valiosos na alfabetização. No 1º ano, elas favorecem o desenvolvimento da consciência fonológica, essencial para aprender a ler e escrever, além de estimular a memória, a oralidade e a fluência leitora. Trabalhar com parlendas também fortalece o vínculo com a cultura popular, tornando o aprendizado mais divertido e significativo.

    Ao desenvolver as parlendas, como proposta da BNCC para o 1º ano, percebeu-se que as crianças demonstraram um grande interesse em desenvolvê-las, já que algumas delas, faziam parte do seu repertório cultural, o que gerou grande motivação no grupo. 

    Sendo assim, no decorrer do bimestre foram propostas diversas atividades e sequências didáticas, que uniam ludicidade e aprendizagem. Dentre elas, os alunos foram convidados a recitar as parlendas e a gravarem vídeos, para que pudessem assistir e compartilhar com os pais suas próprias gravações, como forma de estimular a leitura, consciência fonológica e de aprimorar o vocabulário. Além disso, o envolvimento com a gravação dos vídeos, foi estimulante para os alunos, esse uso transforma a prática da parlenda em um processo mais envolvente e divertido, aumentando o interesse e a participação das crianças. 

    Ao assistir seus próprios vídeos, os alunos puderam analisar de forma coletiva, sua leitura, entonação, expressão, além de perceberem seu desenvolvimento na aprendizagem, essa estratégia pode estimular a autoestima da criança, a segurança e valorizar sua evolução.

  • Meu primeiro Glossário, de A até Z!

    Meu primeiro Glossário, de A até Z!

    A construção de um glossário de palavras, elaborado a partir de objetos pesquisados pelas próprias crianças, representa uma iniciativa que dialoga diretamente com os processos de alfabetização, com a inserção na cultura digital e com as orientações da BNCC. Mais do que reunir palavras, essa experiência coloca o estudante como protagonista da aprendizagem, pois o ato de observar, nomear, registrar e compartilhar objetos do seu cotidiano torna o aprendizado mais vivo e significativo.

    A dimensão digital surge como aliada nesse processo, quando podemos despertar a prática investigativa por meio de vídeos educativos e também possibilitamos a reflexão da formação das palavras, por meio dos jogos digitais. Uma ferramenta que amplia a prática pedagógica e abre caminhos para a curiosidade e investigação.

    No campo da alfabetização, o glossário possibilita que a criança estabeleça relações entre a oralidade, a escrita e o significado concreto, ampliando o vocabulário e desenvolvendo consciência fonológica. Ao relacionar palavra e objeto, ela cria conexões que fortalecem a aprendizagem inicial da leitura e da escrita de forma prazerosa e contextualizada.

    Assim, o glossário deixa de ser apenas um material impresso e passa a se transformar em um recurso multimodal, em que a criança não apenas consome tecnologia, mas também a utiliza como ferramenta de criação e expressão.

  • O que aprendemos com os indígenas

    O que aprendemos com os indígenas

    O projeto foi realizado  na EM João Baptista Jungers ,  com a turma do quarto ano A, período da manhã, composta por 28 alunos, partiu da necessidade de oportunizar o aprendizado  da cultura dos povos indígenas  em consonância ao Plano Nacional de Equidade e Etnias Raciais e Quilombolas  a lei nº 14.533, de Janeiro de 2023 que norteia  diretrizes referente a Política Nacional de Educação Digital e os conteúdos curriculares  de História  e Geografia: formação da população brasileira, e povos originários , respectivamente.

    Os alunos apresentaram uma pesquisa sobre a cultura indígena: instrumentos musicais, brinquedos e brincadeiras, culinária, planta usada para pintar o corpo e plantas medicinais. O último trabalho citado teve destaque e os estudantes ficaram curiosos para saberem quais os benefícios das plantas.  A partir de então iniciaram as pesquisas fazendo uso dos recursos tecnológicos e digitais.

     Foi semeado o conceito de sustentabilidade, educação digital e sua importância na aquisição do conhecimento, com atividades práticas e significativas partindo das curiosidades dos alunos, promovendo o protagonismo, valorizando a cultura, respeitando as diferenças étnicas raciais dos povos indígenas, enfatizando sua contribuição na história do nosso país. 

  • Estudantes criam avatares personalizados e mural virtual em projeto que valoriza identidade e os talentos infantojuvenis

    Estudantes criam avatares personalizados e mural virtual em projeto que valoriza identidade e os talentos infantojuvenis

    Inspirado na tendência dos bonecos personalizados que viralizaram na internet, a Escola Municipal Profª Alice Moura Rodrigues, de Guararema, desenvolveu um projeto que foi muito além da estética digital. A iniciativa, intitulada Talents of English Club (Talentos do Clubinho de Língua Inglesa), envolveu uma série de atividades pedagógicas voltadas à valorização da identidade, da diversidade e das habilidades dos alunos, culminando na criação de avatares gerados por inteligência artificial.

    O projeto foi desenvolvido pela professora Suéller Costa durante as aulas de Língua Inglesa com as suas turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. As atividades ocorreram durante os “momentos makers”, quando o repertório idiomático é atrelado a atividades “mão na massa”, que exploram não só os conteúdos curriculares como também uma educação que perpassa pelas mídias e tecnologias, usadas em prol da autoria discente. Este espaço recebeu, inclusive, um nome e slogan especiais: English Club – Let’s Learn Together! Neste clubinho, as inspirações norteiam os projetos, como o realizado com base nas tendências que as crianças compartilharam com a professora. 

    A proposta com os avatares teve início com dinâmicas de integração entre professora e estudantes, como Let’s get to know each other, Fake or News e How my friends see me?, que estimularam o autoconhecimento e o reconhecimento entre os colegas. A proposta evoluiu para a descoberta de talentos individuais, com atividades como Who am I? e All About Me, nas quais os alunos compartilharam gostos, habilidades e preferências culturais.

    A etapa seguinte mergulhou no universo digital. Utilizando ferramentas como Google Drive, Docs, Gmail, Padlet e ChatGPT, os estudantes criaram seus “cadernos digitais”, registraram produções, fotografaram colegas e refletiram sobre cidadania digital. Com apoio da professora, elaboraram perfis bilíngues destacando suas competências e acessórios que representam seus talentos. Esses textos foram transformados em prompts para gerar os bonecos personalizados com IA.

    O resultado foi um mural virtual no Padlet, onde cada estudante apresentou seu avatar acompanhado de um miniperfil em Inglês e áudios gravados com suas narrativas. A atividade contemplou os cinco eixos da Língua Inglesa — oralidade, leitura, escrita, conhecimentos linguísticos e dimensão intercultural — e se tornou uma vitrine positiva dos talentos da escola.

    Mais do que um projeto tecnológico, a ação revelou o protagonismo estudantil, promovendo o respeito à diversidade e a valorização da pluralidade cultural. Cada criança foi reconhecida por suas singularidades, transformando o ambiente escolar em um espaço de expressão, criatividade e pertencimento.

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    Legenda: O mural se tornou uma vitrine positiva dos talentos da escola; e o projeto revelou o protagonismo estudantil, promovendo o respeito à diversidade e a valorização da pluralidade cultural

  • Portfólio Digital: A Tecnologia a Favor da Inclusão.

    Portfólio Digital: A Tecnologia a Favor da Inclusão.

    Este portfólio foi elaborado com o objetivo de registrar e tornar visíveis os avanços do Levi, estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte, não verbal.

         Através do uso da tecnologia digital, foi possível documentar, de forma organizada e acessível, as conquistas alcançadas ao longo dos meses. O portfólio reúne fotos, vídeos, descrições datadas e observações pedagógicas que mostram desde os desafios da adaptação escolar até as conquistas no campo da comunicação, socialização, motricidade e pré-alfabetização.

           Esta prática se configura como exitosa porque:

    • permite acompanhar de maneira clara e visual o desenvolvimento do estudante;
    • dá transparência ao processo educativo, aproximando família e gestão escolar;
    • valoriza cada conquista, por menor que pareça, mostrando que o aluno aprende, evolui e interage quando recebe o apoio adequado;
    • serve de instrumento de reflexão pedagógica, auxiliando professores e equipe escolar a planejar estratégias mais assertivas para o progresso contínuo.

          Mais do que um registro, este portfólio é uma linha do tempo viva de inclusão: nele, o aluno tem sua voz representada por meio de suas ações e conquistas; a família encontra segurança e esperança; e a escola reforça seu compromisso com uma educação verdadeiramente inclusiva.