Dia: 8 de setembro de 2025

  • No clima da COP 30, alunos se apropriam das mídias e tecnologias para mobilizar campanha em prol do meio ambiente

    No clima da COP 30, alunos se apropriam das mídias e tecnologias para mobilizar campanha em prol do meio ambiente

    O meio ambiente é uma pauta emergente! E a escola, como uma agência de comunicação, é uma das responsáveis em informar a comunidade acerca de temáticas que carecem de conhecimento, entendimento, conscientização e, sobretudo, mobilização!  Quem melhor para contribuir com este fluxo informativo? Os alunos!  E são eles, no papel de comunicadores, que ajudam a multiplicar uns aos outros seus conhecimentos, sobretudo, os que visam à melhoria do planeta! 

    Em clima de COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que, neste ano, será realizada em Belém do Pará, no Brasil, as turmas da Escola Municipal Keisaburo Honda, de Guararema, se comprometeram em promover uma educação voltada à sustentabilidade, com foco em uma cidadania ambiental ativa, com vista à justiça climática. Como? Por meio do projeto “Going Green – Small Actions, Big Changes” (Seja sustentável – Pequenas Ações, Grandes Mudanças). 

    A iniciativa foi realizada pela professora Suéller Costa, entre os meses de abril e junho de 2025, com os grupos do 1º ao 5º ano, durante as aulas de Língua Inglesa. Por se tratar de uma disciplina multidisciplinar, debates de apelo mundial e que interferem no âmbito estadual, regional e local sempre entram em seu planejamento. Norteada pelos princípios da Educomunicação, que semeia um educar pela comunicação, a sequência didática das suas aulas reúne um ciclo de atividades que promova entre os estudantes o direito à comunicação, fazendo jus aos potenciais estudantis para o desenvolvimento de projetos que façam a diferença na formação dos alunos e impactem positivamente a comunidade escolar.

    A justiça climática é uma dessas pautas, que entrou no circuito dos debates no âmbito escolar. Com foco nas questões ambientais, o projeto envolveu a comunidade escolar em uma campanha de conscientização sobre a importância de cuidar e agir em prol do meio ambiente. Inicialmente, foram apresentados dados sobre questões ambientais, como o consumo excessivo de lixo, o descarte incorreto, a poluição da água e do ar, o desperdício de recursos como água, comida e papel, e os danos à população — tanto em relação aos espaços físicos (enchentes que têm destruído lares) quanto à saúde (doenças respiratórias).

    Após um extenso debate com participação ativa das turmas, os alunos produziram o “Guia Going Green”, com frases ilustradas que traziam dicas para conservar o planeta, como: tomar banhos rápidos, fechar a torneira, doar roupas, desligar a energia, não jogar lixo no chão, reciclar, dentre outras. As dicas foram inspiradas nos 3 Rs (Reduce, Reuse, Recycle), enfatizados durante as aulas. O guia foi apresentado em um showcase e complementado por um vídeo produzido pelos alunos, reforçando o slogan da campanha: com pequenas ações, podemos trazer grandes mudanças ao planeta.

    Um dos grandes diferenciais do projeto foi o uso estratégico das mídias e tecnologias digitais. A produção audiovisual, os jogos gamificados, os recursos multimodais e as ferramentas digitais utilizadas ao longo do processo mostraram como a tecnologia pode ser uma aliada poderosa na construção de uma educação mais significativa, conectada e transformadora.

    Ao integrar vídeos, imagens, plataformas interativas e recursos de comunicação digital, os alunos não apenas aprenderam sobre sustentabilidade, mas também desenvolveram competências digitais e midiáticas essenciais para o século XXI. A campanha Going Green tornou-se, assim, um exemplo de como novas metodologias e abordagens — como a gamificação, o trabalho colaborativo e o uso de mídias digitais — podem potencializar o processo de ensino e aprendizagem, tornando-o mais dinâmico, engajador e conectado à realidade dos estudantes.

    Para consolidar os aprendizados, foi realizada uma atividade gamificada com foco nos novos termos, expressões e estruturas gramaticais estudadas transversalmente (como os auxiliares do e don’t, phrasal verbs como turn off, pick up e turn on, e os termos waste, save, protect, help). Os alunos foram divididos em trios e participaram de quatro fases propostas, por meio das quais a professora pôde ter um panorama avaliativo dos alunos com relação ao projeto.

    A cada acerto, os grupos ganhavam Going Green Coins (moedas personalizadas). Ao final, foram eleitos os três principais “Guardians of the Planet” (Guardiões do Planeta), que receberam medalhas simbólicas e um convite para continuar comprometidos com a proteção do planeta. Todos os participantes receberam um bracelete Going Green, como lembrança das mensagens discutidas ao longo do projeto.

    Projetos como esse mostram que é possível integrar temas globais como a COP 30 ao cotidiano escolar de forma significativa, mesmo com crianças dos anos iniciais. Ao promover o protagonismo estudantil, a interdisciplinaridade, o uso de tecnologias e o engajamento comunitário, a escola se torna um espaço de transformação — onde pequenas ações se tornam sementes de grandes mudanças, e onde a educação ambiental se entrelaça com a educação digital e midiática para formar cidadãos mais conscientes, críticos e atuantes.

  • “BRINCANDO COM AS PALAVRAS: O ENCANTO DAS PARLENDAS”

    “BRINCANDO COM AS PALAVRAS: O ENCANTO DAS PARLENDAS”

    As parlendas são recursos valiosos na alfabetização. No 1º ano, elas favorecem o desenvolvimento da consciência fonológica, essencial para aprender a ler e escrever, além de estimular a memória, a oralidade e a fluência leitora. Trabalhar com parlendas também fortalece o vínculo com a cultura popular, tornando o aprendizado mais divertido e significativo.

    Ao desenvolver as parlendas, como proposta da BNCC para o 1º ano, percebeu-se que as crianças demonstraram um grande interesse em desenvolvê-las, já que algumas delas, faziam parte do seu repertório cultural, o que gerou grande motivação no grupo. 

    Sendo assim, no decorrer do bimestre foram propostas diversas atividades e sequências didáticas, que uniam ludicidade e aprendizagem. Dentre elas, os alunos foram convidados a recitar as parlendas e a gravarem vídeos, para que pudessem assistir e compartilhar com os pais suas próprias gravações, como forma de estimular a leitura, consciência fonológica e de aprimorar o vocabulário. Além disso, o envolvimento com a gravação dos vídeos, foi estimulante para os alunos, esse uso transforma a prática da parlenda em um processo mais envolvente e divertido, aumentando o interesse e a participação das crianças. 

    Ao assistir seus próprios vídeos, os alunos puderam analisar de forma coletiva, sua leitura, entonação, expressão, além de perceberem seu desenvolvimento na aprendizagem, essa estratégia pode estimular a autoestima da criança, a segurança e valorizar sua evolução.

  • O Homem e o Meio – Cidade Sustentável

    O Homem e o Meio – Cidade Sustentável

    A escola deve ser um espaço de inclusão, cultura e valorização do saber, possibilitando que os alunos se reconheçam como sujeitos pertencentes a uma identidade coletiva e se tornem agentes ativos na transformação de seu meio. O projeto O Homem e o Meio foi idealizado nessa perspectiva, promovendo aprendizagens significativas por meio da interdisciplinaridade e da utilização de metodologias ativas.

    O diferencial do projeto está na ênfase no uso das novas ferramentas digitais, do pensamento computacional e do princípio do aprender fazendo, que juntos favorecem a criatividade, a resolução de problemas e a autonomia dos estudantes. A cultura maker foi incorporada em práticas como a construção de maquetes em 3D de uma cidade sustentável, o estudo de circuitos elétricos simples, a experimentação com motores de propulsão e a simulação digital de soluções energéticas e ambientais.

    Outro ponto de destaque foi a implementação da horta orgânica, que permitiu aos alunos vivenciar práticas ligadas ao campo e ao cuidado com o meio ambiente, associando os conteúdos estudados em sala às atividades práticas. A horta se tornou espaço privilegiado para discutir o consumo consciente, o uso de energias limpas e a transição energética, integrando saberes e experiências reais.

    Assim, o projeto uniu tecnologia, ciência e práticas sustentáveis, tornando os alunos protagonistas do processo e favorecendo o desenvolvimento de competências cognitivas, socioemocionais e cidadãs.

    Desta forma, foi possível promover a compreensão das relações entre o ser humano e o meio ambiente por meio de práticas interdisciplinares que integrem tecnologia, pensamento computacional, cultura maker e atividades sustentáveis, como a horta orgânica e a construção de maquetes em 3D, favorecendo a criatividade, a autonomia e o desenvolvimento de competências para uma atuação crítica, consciente e responsável na sociedade.

    Para a elaboração do projeto, as habilidades foram previamente selecionadas, com base no currículo municipal e na BNCC. A turma foi organizada em grupos, e cada equipe assumiu responsabilidades definidas para a construção da cidade sustentável em maquete 3D e do carro elétrico. 

    Antes das construções, os estudantes participaram de pesquisas, debates, seminários e apresentações sobre temas centrais como consumo consciente, energias limpas, transição energética, circuitos elétricos simples e sustentabilidade.

    A experiência utilizou metodologias ativas, pensamento computacional, cultura maker e recursos digitais, valorizando o aprender fazendo. A horta orgânica foi integrada como espaço de experimentação, aproximando teoria e prática e fortalecendo a compreensão sobre o cuidado ambiental.

    Foram utilizados, principalmente, materiais recicláveis, kit da robótica Maker (T_Box), softwares de simulação e recursos digitais que favoreceram investigação, criatividade e cooperação. 

    Os alunos participaram ativamente de todas as etapas, desenvolvendo competências cognitivas, socioemocionais e cidadãs, consolidando aprendizagens de forma significativa e interdisciplinar.

    Com a realização deste projeto, foi possível obter avanços significativos para os alunos do 3º e 4º ano, tanto no desenvolvimento acadêmico quanto socioemocional. As atividades interdisciplinares e práticas permitiram que os estudantes aplicassem conhecimentos de Matemática, Ciências, Geografia e História em contextos reais, consolidando conceitos como cálculo de áreas e perímetros, formas geométricas, circuitos elétricos, energias limpas, consumo consciente e sustentabilidade.

    O uso do pensamento computacional, das ferramentas digitais e da cultura maker estimulou a criatividade, a resolução de problemas e a autonomia, evidenciada na construção das maquetes 3D da cidade sustentável e na montagem do carro elétrico com materiais do Artlab. A integração da horta orgânica possibilitou experiências concretas, relacionando teoria e prática e reforçando hábitos de cuidado ambiental.

    Além do aprendizado acadêmico, observou-se um fortalecimento do trabalho em equipe, protagonismo, cooperação e responsabilidade, pois os alunos organizaram e desenvolveram coletivamente cada etapa do projeto. Seminários, debates e apresentações contribuíram para a comunicação oral, capacidade de argumentação e reflexão crítica.

    Em síntese, o projeto consolidou aprendizagens significativas, promoveu o engajamento dos estudantes e evidenciou o potencial das metodologias ativas e do aprender fazendo para formar cidadãos conscientes e preparados para intervir de forma responsável no meio em que vivem.

  • Matemática X Robótica com Artlab

    Matemática X Robótica com Artlab

    Com base no curso de formação oferecido pela Secretaria de Educação de Mogi Das Cruzes em parceria com parceria com iniciativas privadas, desenvolvemos o estudo de matemática baseado na robótica como ponto de partida para levantamento de hipóteses e solução de problemas.

    Para esta atividade os estudantes utilizaram kits da robóticas na qual, com base em pesquisa e um modelo simples, deveriam construir um protótipo de um autômato e de um domo geodésico de frequência , utilizando materiais como: caixa de sapatos, palito de churrasco e palitos de sorvete, cola quente, fita adesiva e o que mais quisessem para deixar o seu protótipo com boa aparência e resistente.

    Durante a construção surgiram obstáculos como, por exemplo, não rodar, não subir ou descer, problemas que poderiam ser apenas resolvidos com  pequenos ajustes, mas que após a montagem foram explorados dentro do contexto da Matemática e da Física.

    Durante o desenvolvimento do projeto os estudantes foram além do proposto. Descobriram os cards de outras montagens e conseguiram avançar, desenvolvendo outros conceitos. Todos estudantes puderam participar, de forma inclusiva e participativa.

  • IA na Educação Básica: Inovação e Inclusão

    IA na Educação Básica: Inovação e Inclusão

    O professor Leandro Martins da Silva, da E.M. Cecília Caraça Mineiro Coutinho, desenvolveu um projeto inovador que utiliza a inteligência artificial (IA) como recurso pedagógico para a recomposição da aprendizagem dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental. A iniciativa teve como foco estudantes com defasagens cognitivas, Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, ansiedade e outras dificuldades de aprendizagem, buscando promover um ensino mais inclusivo, dinâmico e eficaz.

    A proposta surgiu da observação de uma estudante com TEA, que apresentava grande potencial na leitura e oralidade da língua inglesa, mas demonstrava desinteresse diante de atividades tradicionais. Diante dessa realidade, o professor criou um site educacional com atividades multimodais, jogos interativos e feedback em tempo real, possibilitando a personalização das trilhas de aprendizagem. A plataforma foi bem recebida por toda a turma e posteriormente ampliada para a comunidade escolar.

    Os resultados alcançados foram significativos: aumento do engajamento nas aulas de inglês, melhoria no rendimento escolar, maior participação dos estudantes em atividades interativas, redução da evasão de tarefas e ampliação do uso de metodologias ativas. O uso da IA também favoreceu a autonomia dos alunos e a aplicação de práticas pedagógicas alinhadas às competências previstas na BNCC.

    A experiência confirma o potencial da inteligência artificial como aliada no ensino de línguas, ampliando os espaços de aprendizagem, respeitando os diferentes ritmos dos alunos e fortalecendo o compromisso da escola com uma educação inovadora, inclusiva e de qualidade.

  • Fluência Leitora: Tecnologia do bem!

    Fluência Leitora: Tecnologia do bem!

    A professora Erica Moraes Leite Ficco, da E.M. Dona Maria de Lourdes Ferreira, desenvolveu um projeto com o objetivo de integrar a tecnologia de forma positiva, segura e responsável no processo de ensino e aprendizagem dos alunos do 3º e 4º ano (sala multisseriada).

    Foram utilizadas as plataformas Elefante Letrado e Trilhas do Saber, bem como recursos como tablets, notebooks e atividades lúdicas, entre elas o karaokê de leitura, que possibilitaram um aprendizado dinâmico, inclusivo e significativo.

    O projeto contribuiu para o desenvolvimento de competências essenciais, como leitura fluente, pensamento crítico, cidadania digital, colaboração e comunicação, respeitando o ritmo e as necessidades de cada criança.

    Os resultados demonstraram avanços relevantes no desempenho, maior engajamento e motivação dos alunos, confirmando a importância do uso ético e pedagógico da tecnologia como ferramenta de apoio à educação.

    A iniciativa seguirá sendo aplicada e aprimorada, fortalecendo o compromisso com uma educação inovadora e de qualidade.